Governo descongela ISP e trava nova descida dos combustíveis

Afinal, o preço dos combustíveis não vai descer tanto quanto estava previsto na semana de 9 a 15 de setembro. Os analistas (e várias fontes ligadas ao setor energético) antecipavam um alívio significativo no preço da gasolina e do gasóleo, mas o Governo aproveitou a oportunidade para levar a cabo um novo descongelamento parcial da taxa de carbono. Assim, o preço final cobrado ao consumidor será novamente influenciado e, em consequência, menor que o esperado.

É a segunda mexida desde o final de agosto. Nessa altura, a descida do preço por litro do gasóleo e da gasolina foi praticamente anulada. Segundo a portaria agora publicada em Diário da República, o desconto no Imposto sobre Produtos Petrolíferos (onde se inclui a taxa de carbono) desce de 83,52 euros para 74,43 euros por tonelada de CO2. 

Dessa forma, de acordo com o Contas Poupança, a mexida implica um aumento imediato de cerca de 1,5 cêntimos. Ou seja, este será o valor a ser abatido na descida prevista para a semana seguinte.

“Verificando-se uma tendência de redução dos preços dos combustíveis e uma trajetória crescente no preço das emissões de CO2, o Governo retomou o descongelamento gradual da atualização do adicionamento sobre as emissões de CO2”, explica o Governo em portaria. Mantém-se, assim, a suspensão parcial da atualização face ao valor de 83,52 euros que seria aplicável em 2024.

Combustíveis iam descer até quatro cêntimos/litro

Na semana de 9 a 15 de setembro, o preço da gasolina iria descer, em média, quatro cêntimos por litro. Já o gasóleo deveria ficar entre 1,5 e dois cêntimos mais barato, segundo algumas previsões.

Com o descongelamento parcial decretado pelo Governo, o litro de gasolina deverá ficar entre 2,5 e 2,7 cêntimos mais barato. O preço do diesel pode descer até meio cêntimo ou nem sequer mudar, conforme a marca e o posto de abastecimento. 

O congelamento da atualização da taxa de carbono (incluída no ISP) começou em 2021, quando o preço dos combustíveis registou máximos históricos. Com o mercado mais calmo e a registar várias descidas, o Governo quer repor a cobrança desta mesma taxa. E pode não ficar por aqui.

“Assim, para além de retomar o objetivo de promoção de fiscalidade verde e descarbonização da energia, este descongelamento concilia a proteção do ambiente com as necessidades de apoio às famílias e às empresas no domínio energético.”

Imagem: Pixabay

Sérgio Aleluia

sergio.aleluia2013@gmail.com

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