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Neemias Queta é o primeiro português campeão da NBA

Os Boston Celtics – equipa do português Neemias Queta – conquistaram o 18º título de campeões na NBA (National Basketball Association), a mais importante liga de basquetebol do mundo. A equipa venceu os Dallas Mavericks por 106-88, no quinto e último jogo da final.

O conjunto de Boston estava pressionado para vencer, já que precisava de quatro vitórias para confirmar o título, contando já com a pesada derrota durante a final. Assim, acabam 16 anos de espera desde o último campeonato, ganho em 2008. Aliás, os Celtics acabam de fazer história ao bater o recorde de títulos arrecadados. Até agora, tinham os mesmos 17 que os Lakers, de Los Angeles.

O poste português faz parte dessa história. Apesar de só ter jogado uma partida da final (a única que os Celtics perderam na série), Neemias Queta já tinha entrado em campo, pontuado e desarmado um lançamento. Enquanto esteve em campo, os Celtics chegaram a vencer por sete. Mas no jogo decisivo o português ficou no banco.

Neemias Queta campeão em apenas três anos

O atleta natural do Barreiro consegue um marco histórico em apenas três anos na liga de basquetebol mais célebre do mundo. Neemias Queta entrou na competição em 2021 e esteve duas épocas ao serviço dos Sacramentos Kings. Acabou por ser dispensado pelo clube em setembro de 2023.

Nos Celtics, passou para a equipa principal em abril, depois de assinar um contrato standard. Porém, esteve em campo em apenas três dos 19 jogos. No entanto, a presença já serviu para usufruir da vitória do conjunto de Joe Mazzulla.

Com 2,13 metros, o poste português poderá agora ter oportunidade de jogar mais tempo na próxima época, se permanecer na NBA. 

Sporting é campeão. Marquês encheu para a festa

A festa terminou já depois das três da manhã, horas depois do jogo que o Sporting não jogou mas que lhe deu o título de campeão nacional de futebol da época 2023/2024. É a 20ª vez que o clube de Alvalade conquista o campeonato e os adeptos sportinguistas não faltaram à chamada para a festa.

Uma gigante e lisboeta praça do Marquês, porém pequena para as milhares de pessoas presentes. E houve espaço para tudo: Dança, música, um mic drop e algumas alfinetadas aos mais céticos. Rúben Amorim foi a estrela da noite. 

“Disseram que só ganharíamos campeonatos de 18 em 18 anos, que só ganhámos o campeonato porque não tínhamos público ou dizem que jamais seremos bicampeões outra vez. Vamos ver…“, disse o treinador do Sporting, mesmo antes de deixar cair o microfone.

Ruben Amorim conquista assim o segundo título de campeão nacional ao serviço do clube a duas jornadas do fim do campeonato. A última vez foi na época 2020/2021. No fim, feitas as contas, o Sporting arrisca ter um dos melhores registos de rendimento pontual de sempre.

Sporting dependia da prestação dos adversários.

Com a vitória dos leões frente ao Portimonense, um empate dos encarnados bastava para entregar o título, mas o Benfica foi a Famalicão, escorregou e perdeu por 0-2. A probabilidade matemática de ultrapassar o adversário cai assim por terra, quando faltam duas jornadas para terminar a Primeira Liga.

Puma Rodríguez e Zaydou Youssouf marcaram e garantiram a vitória do Famalicão, ainda que houvesse golos anulados para os dois clubes. Primeiro para o Benfica, logo aos três minutos. Depois, para a equipa da casa aos cinco. A sentença das águias chegou aos 85 minutos.

Os adeptos benfiquistas estiveram quase toda a partida em silêncio. O jogo chegou a estar interrompido, depois várias tochas terem sido lançadas para o relvado. O treinador encarnado, Roger Schmidt, foi alvo de insultos.

sporting_marques_02-300x200 Sporting é campeão. Marquês encheu para a festa

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Imagens: @SportingCP no “X”

Rússia fora dos Jogos Olímpicos? Putin cria Jogos Mundiais da Amizade

A Rússia planeia relançar os Jogos de Amizade multi-desportivos já em 2024, 40 anos após a sua primeira edição, informou o Ministro do Desporto, Oleg Matytsin. O presidente Vladimir Putin, que já assinou o decreto da nova competição. O evento será realizado após os Jogos Olímpicos de Paris, que decorrem entre 26 de julho a 11 de agosto do próximo ano.

“Propomos intensificar a prática de realizar competições num formato aberto, a convite dos países parceiros”, afirmou Matytsin. “Continuamos a cumprir as suas instruções [de Putin] para organizar os Jogos Mundiais da Amizade no outono de 2024. Consideramos necessário utilizar ao máximo os recursos das organizações públicas e estatais russas e internacionais para a realização bem-sucedida dos Jogos, que devem ter lugar regularmente no futuro”, acrescentou.

De recordar que os atletas da Rússia e do seu aliado Bielorrússia foram excluídos de competições internacionais pelas federações desportivas na sequência da invasão russa da Ucrânia, que Moscovo classifica como uma “operação militar especial”.

Muitos milhões em prémios

Algumas modalidades olímpicas, como tiro com arco, canoagem, ciclismo, esgrima, judo, pentatlo moderno, ténis de mesa, taekwondo e triatlo, readmitiram atletas dos dois países, mas o atletismo não o fez. O Comité Olímpico Internacional recomendou que os atletas russos e bielorrussos fossem autorizados a competir internacionalmente como neutros, embora ainda não tenha sido tomada uma decisão final sobre a sua participação nos Jogos de Paris.

Os Jogos de Amizade foram originalmente organizados em 1984 na União Soviética e em oito outros estados socialistas que boicotaram os Jogos Olímpicos de Verão de 1984 em Los Angeles. Participaram cerca de 50 países, com a União Soviética a dominar com 126 medalhas de ouro, seguida pela Alemanha Oriental com 50.

Desta feita, serão mais de cinco mil os atletas que irão participar no regresso desta competição, que contará com prémios monetários na ordem dos 45 milhões de euros.

PUBLICIDADE | Givenchy L’Interdit, um perfume cosmopolita para uma mulher sedutora

Por volta dos anos 50 o então pouco conhecido estilista Hubert de Givenchy criou o seu primeiro perfume que trazia algumas ideias inovadoras como uma orquestra de notas de topo bastante frutadas, uma estrutura de notas de fundo intesamente florais e notas de coração com um arrasto prolongado. A ideia seria criar uma fragrância sensual e intensa para as mulheres parisienses. Chamou a este perfume L’Interdit.

Em 2017 a Givenchy recria a sua nova fragrância L’Interdit com base na ideia geradora do perfume original. Trata-se, sobretudo, de um tributo à audácia feminina, um desafio pelo proibido. Um convite a desafiar as convenções e abraçar sua singularidade.
O perfume branco floral para mulher é exaltado com um acorde escuro para criar a primeira flor subterrânea. As notas sensuais da flor de laranjeira, jasmim e tuberosa entrelaçam-se com uma mistura escura e misteriosa de vetiver e patchuli. L’Interdit Eau de Parfum da Givenchy é viciante e destemidamente elegante.
O frasco é surpreendentemente simples, profundamente feminino e resolutamente moderno, é uma versão contemporânea do primeiro perfume para mulher criado por Hubert de Givenchy em 1957.

Na TejoMag temos uma campanha a decorrer até dia 2 de Outubro. Visite a nossa página no Instagram (@tejomag) para saber mais!

Neemias Queta, do Vale da Amoreira para a equipa mais titulada da NBA

Neemias Queta, o primeiro jogador português a atuar na NBA, foi recentemente dispensado pelos Sacramento Kings mas já terá o futuro definido.

De acordo com fontes bem posicionadas nos Estados Unidos, o basquetebolista português está prestes a assinar com os Boston Celtics, equipa mais antiga e mais titulada da história da liga norte-americana, com 17 títulos conquistados juntamente com os LA Lakers. 

Assim, tudo indica que o rapaz do Vale da Amoreira prepara-se a viver o sonho americano de jogar na liga mais importante do mundo. Por um lado, são vários os aspetos positivos desta mudança. 

O lado bom da mudança

Ingressa numa equipa de topo que certamente estará na luta pelo título. Não menos importante, a forte comunidade portuguesa que reside nesta zona dos Estados Unidos.

Também para os fãs portugueses, há o aliciante de poder acompanhar mais facilmente os jogos do poste. Isto porque, ao contrário do que acontecia com as partidas dos Kings – que decorriam durante a madrugada portruguesa – o horário será bem mais apelativo: por volta da meia-noite.

Os principais desafios

No entanto, tal como aconteceu nos Kings, o contexto poderá não ser o melhor no que toca a oportunidades para somar (muitos) minutos. Isto porque quanto melhor a equipa, maior o desafio.

Significa isto que, se Neemias já teve sérias dificuldades em impor-se em Sacramento, a lógica diz-nos que agora ainda mais terá num plantel que tem jogadores com outros predicados. Para a posição 5 enfrenta a concorrência de Robert Williams, Porzingis, Al Horford e Kornet.

Ainda assim, e apesar de teoricamente partir em último, a verdade é que os dois primeiros desta lista são propensos a lesões. Al Horford já tem 37 anos e Kornet teve a sua época de afirmação na passada temporada. O português poderá beneficiar deste contexto para se destacar e começar a afigurar-se como uma das principais alternativas.

Contrato e salário

O acordo celebrado tem os mesmos moldes daquele que tinha nos Kings, assinando o chamado contrato de duas vias Ou seja, poderá ser utilizado tanto na equipa principal como na “segunda” equipa, os Maine Celtics, que competem num campeonato de equipas B.

Porém, o contrato dita que não poderá ser chamado para os play-offs. Já no que toca ao salário, será semelhante aquele que auferia: meio milhão de euros anuais.

Thinking Football Summit: “o maior fórum de discussão e reflexão do futebol profissional”

Entre os dias 7 e 9 de setembro, o Super Bock Arena foi palco da 2.ª edição do Thinking Football Summit (TFS). O pontapé de saída foi dado por Pedro Proença, Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), e Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto, com um discurso que descreveu o evento como sendo “o maior fórum de discussão e reflexão do futebol profissional alguma vez realizado em Portugal”.

A Grande Feira do Futebol Profissional contou com mais de 100 oradores, todos eles  profissionais da indústria, que abordaram temas da atualidade desportiva. A TejoMag marcou presença e assistiu ao debate de questões como gestão, análise de dados, marketing, liderança, saúde, inovação e planeamento estratégico.

Começando por fazer um balanço sobre a edição anterior, Pedro Proença afirmou que o “Thinking Football foi internacionalmente considerado um enorme sucesso”, fator que elevou a fasquia para este ano – “aumentou a nossa responsabilidade e vamos fazer ainda  melhor”. Refletiu, ainda, sobre a influência política, económica, social e cultural do desporto-rei, caracterizando-o como “um fenómeno multidimensional” e apelou a uma mudança no panorama português:

“Percebamos, de uma vez por todas, o enorme esforço que os clubes em Portugal fazem para serem internacionalmente competitivos, num país que tem pouco mais de 10 milhões de habitantes. Façamos todos um esforço para eliminar os obstáculos que aumentam as desigualdades face aos nossos concorrentes internacionais”.

No palco principal do evento, o TFS Stage, a experiência do adepto, relacionada diretamente com as suas emoções, foi tema de destaque. “Lembro-me de ir a estádios  desde criança e a experiência dessa altura para aquilo que temos hoje em dia, a nível de tudo aquilo que acontece antes, durante e depois do espetáculo desportivo, é inacreditável”, começou por referir o Fundador e CEO da agência de comunicação desportiva Empower Sports, Pedro Pinto. Atualmente, explicou, o objetivo dos eventos desportivos – que passa por ser também o propósito dos clubes, das federações e das marcas – “é reter as pessoas o máximo de tempo possível para se divertirem e para consumirem também”.  

“Trata-se do conceito de economia da experiência, desenvolvido por académicos de Harvard, segundo o qual a experiência do adepto é composta pela utilização do estádio, do palco e dos adereços, para criar algo diferente na sua viagem enquanto  espectador”. 

Borja Janariz Sánchez, Diretor Europeu de Vendas na empresa LG, partilhou da mesma opinião e sublinhou a mudança a que estamos a assistir, fruto de uma geração “que está a levar as instalações para uma direção diferente daquilo que conhecíamos”. Nesse sentido, destacou o investimento que alguns estádios estão a tentar fazer, “para trazer e manter os adeptos”, e potenciar, assim, uma relação mais interativa, através da tecnologia. 

Pensando numa indústria que está em rápida evolução, discutiu-se também o futuro do streaming desportivo. “A forma como cresci a ver o futebol morreu” – foi assim que Robbie Lyle, Fundador e CEO da Global Fan Network, deu início ao seu discurso. O jogo, transmitido pelas empresas televisivas que detêm os direitos, é consumido pelo espectador de um modo diferente, afirmou. Isto porque, para além do evento, que é mostrado na televisão, existe muito mais a acontecer,  como a antecipação do jogo e as conversas após o seu término.

“A dinâmica do futebol mudou muito, e a forma tradicional de apenas ver a televisão e obter todo o futebol através dela, mudou também”. 

Quem concordou com esta ideia foi Pierdamiano Tomagra, responsável pelo departamento digital da Serie A, a principal Liga de Futebol Italiana. O sucesso do streaming, neste momento, passa por “colocar o público no centro da experiência digital e criar um conteúdo que vá para além  do jogo”, esclareceu. Deu como exemplo o YouTube e as redes sociais e partilhou com a plateia uma perspetiva para o futuro: “é muito interessante ver que os media se transformam e se tentam adaptar. Acho que, em termos de transmissão em direto, isto  será crucial”.

“Há ferramentas que nos permitem [aos detentores de direitos] criar uma experiência ao vivo fantástica – com estatísticas e eventos relacionados com o jogo –, que tornam os adeptos coprotagonistas daquilo que estão a ver”. 

A verdade é que, durante o Thinking Football Summit, muito se falou de gestão, estratégia e novidade, mas também se deu destaque à liderança, em particular à feminina. Com um painel composto apenas por mulheres, ficou claro, pela voz de Helena Pires, que “o que marca a diferença é a competência, o profissionalismo e a dedicação”. A atual Diretora Executiva da Liga Portugal, associada ao Departamento de Competições, explicou que, outrora, já existiu uma equipa de Direção constituída somente por mulheres e realçou: “acho que a Liga é um caso diferenciador, onde aquilo que é tido em consideração é a capacidade de quem lá está”.

“A Liga tem, efetivamente, vindo a trabalhar no sentido de reconhecer as mulheres e de colocá-las, pela sua capacidade, volto a frisar, em posições de liderança”. 

Foi evidenciado o caso da Presidente do Rio Ave, Alexandrina Cruz, clube no qual trabalha há quase 19 anos. É a primeira mulher a liderar no principal escalão do futebol profissional e voltou a sublinhar que “a competência prevalece ao género”. Sofia Teles, que assume a Direção de Competições e Desporto da Associação de Futebol do Porto, referiu-se às oradoras do painel como “um exemplo para as raparigas mais novas”. Salientou que o panorama do futebol feminino tem ganho “outra dimensão, outra exposição e outra visibilidade”, e que “isso ajuda a abrir portas a muitas meninas que querem praticar a modalidade”. No entanto, embora o balanço seja positivo, reforçou que ainda há muito a fazer.

“Basta olharmos para as estruturas do futebol nacional e percebermos quantas mulheres estão naqueles lugares. Não são a maioria, nem são equivalentes, portanto enquanto não o forem, acho que há um caminho que tem de ser feito, e vai demorar o seu tempo”.

A próxima edição do Thinking Football Summit já tem datas marcadas e o evento estará de regresso entre os dias 12 e 14 de setembro de 2024. Os bilhetes já se encontram disponíveis e podem ser adquiridos a um preço especial, até ao dia 29 deste mês.

Atleta mais bem pago da história é ‘português’ e não é Cristiano Ronaldo

Kylian Mbappé, um dos melhores futebolistas do mundo da atualidade, recebeu uma oferta na ordem dos mil milhões de euros por parte do Al Hilal. O desejo era ter o craque do PSG como grande rival do Al Nassr de Cristiano Ronaldo.

No entanto, mesmo com essa soma verdadeiramente astronómica, o astro francês – que recusou a proposta – não estaria sequer perto de ser o atleta mais rico da história.

Isso porque existiu um corredor de bigas chamado Gaius Appuleius Diocles, que acumulou mais de 14 mil milhões de euros ao longo da sua carreira.

Estas corridas – semelhantes às de cavalos – foram durante décadas o desporto mais popular na Roma Antiga e aconteciam um pouco por todo o Império. As multidões reuniam-se para ver e apoiar os seus atletas e equipas favoritos. O dinheiro estava longe de ser problema! 

O lusitano Gaius

Gaius Appuleius Diocles nasceu na província da Lusitânia, hoje Portugal, em 104 d.C. Era uma região conhecida por produzir os cavalos de corrida mais velozes do continente e foi nesse mundo que Diocles entrou aos 18 anos, estreando-se em Roma. Na altura, Roma era a maior e mais rica cidade do mundo, com uma população superior a um milhão de habitantes.

Nas corridas, existiam quatro equipas: Verde, Vermelha, Branca e Azul. Cada uma tinha os seus próprios estábulos, gestores, criadores, agentes, mecenas, patrocinadores e corredores. Eram organizações profissionais em grande escala, com multidões de fãs e rivalidades intensas. Nem o Imperador ficava indiferente e também ele tinha uma equipa preferida.

Mais de duas décadas de muitas conquistas

Diocles começou na equipa Branca e conquistou a primeira vitória ao fim de dois anos. Quatro anos depois desta conquista, transferiu-se para os Verdes, onde teve desempenhos irregulares e sofreu uma lesão grave.

Três anos volvidos, nova mudança. Desta feita para os Vermelhos, onde se manteve durante quinze anos, conquistando mais de mil corridas.

As estatísticas de Diocles impressionam. Foram 1.463 vitórias em 4.257 corridas. Os prémios ascenderam aos 35.863.120 sestércios. Em termos modernos, estima-se que esses ganhos equivaleriam a cerca de 14 mil milhões de euros, tornando-o de longe o atleta mais rico da história.

Mundial Feminino: Presidente da Federação Espanhola beija jogadora e estala polémica

Espanha conquistou o título de campeã do mundo no futebol feminino ao derrotar Inglaterra por 1-0. O golo decisivo foi marcado pela capitã Olga Carmona à passagem dos 30 minutos, garantindo desta forma um troféu inédito para nuestros hermanos.

A verdade é que o marcador não traduz a quantidade de oportunidades que existiram de parte a parte. As britânicas poderiam mesmo ter inaugurado o placar aos 17 minutos, quando Lauren Hemp atirou em cheio na barra. Do outro lado, aos 70 minutos, Espanha desperdiçou uma grande penalidade que lhe traria outro conforto.

O beijo da polémica

Porém, há um momento que já se tornou viral nas redes sociais que está, de certa forma, a ‘abafar’ esta conquista histórica. É que durante os festejos, Luis Rubiales, presidente da Federação Espanhola de Futebol, beijou a jogadora Jennifer Hermoso

 

¿Esto de Rubiales no va a tener consecuencias penales? pic.twitter.com/B7QSZMDuu2

— Pablo Echenique (@PabloEchenique) August 20, 2023

 

O gesto de Cristiano Ronaldo que está a dar que falar

Cristiano Ronaldo marcou o único golo da vitória do Al-Nassr sobre o Al-Shorta do Iraque. Graças a este tento solitário, carimbou a passagem dos sauditas à final da Taça dos Campeões Árabes.

No entanto, a celebração do golo está a dar que falar e tudo porque envolveu um gesto controverso na religião muçulmana. Antes de realizar a sua icónica celebração com o grito “Simmmm”, o avançado da Seleção Portuguesa benzeu-se, um gesto que é historicamente rejeitado e repudiado no contexto muçulmano.

 

Real Madrid retira cruz cristã do equipamento

Em 2017, surgiram notícias a dar conta da pressão exercida por muçulmanos para que a FIFA proibisse o uso do sinal da cruz no futebol.

Na mesma época, quando Ronaldo jogava no Real Madrid, o clube espanhol anunciou a remoção da cruz cristã tradicional do emblema das camisolas vendidas em vários países do Médio Oriente. Ainda assim, e apesar de toda a polémica em volta do momento, o Al-Nassr partilhou nas redes sociais o momento. 

António Ramalho Boxing Spirit: “um clube de oportunidades”

Da paixão pelo boxe nasceu, em 2015, a António Ramalho Boxing Spirit, um clube em que o objetivo é, mais do que formar atletas, “formar pessoas”. À conversa com a TejoMag, o fundador António Ramalho, que dá nome a este projeto, conta como é que  transcendeu as cordas do ringue. 

Treinador e desportista, motivado pela vontade de proporcionar mais do que o treino de boxe, transformou o clube numa Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS). “Sentia que podia dar e fazer mais”, explica. 

Da formação ao apoio social 

Ao olhar para o desporto como uma ferramenta de inclusão social, decidiu criar um Centro de Apoio ao Estudo (CAE) para crianças e jovens. Para ensinar que “o desporto e  os estudos se complementam”, é necessário praticar boxe no clube para frequentar o CAE. Alguns dos jovens têm a oportunidade de viajar através do programa de ERASMUS, ao qual a António Ramalho Boxing Spirit se costuma candidatar. 

Os adultos também não ficam de fora, não fosse esta uma instituição inclusiva. Para eles, existe um projeto sénior que abrange desde o boxe até ao desenvolvimento de competências digitais e profissionais. Aqui aprendem, por exemplo, a utilizar a internet, a preparar o seu currículo e têm também ajuda na procura de emprego. “O nosso trabalho é dar oportunidade àqueles que estão mais desprotegidos, sejam eles crianças, jovens ou adultos. São pessoas que, por vezes, não têm um grande núcleo de amigos, não têm quem lhes dê atenção e quem fale com eles. A nossa escola quer inserir na sociedade todas as pessoas que a procuram”. 

“Somos uma pequena escola e um clube de oportunidades”. 

Os valores e a inclusão social

Assente em princípios como o respeito, a honestidade, a coragem, a disciplina, a cooperação, a igualdade e o fair play, a António Ramalho Boxing Spirit garante que “não foge à aplicação dos valores”. O fundador do clube destaca a relevância de se ensinar a  aceitar a derrota e de se transmitir que “com ela também se aprende”. 

“Somos certificados com a Bandeira da Ética pelo Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED), no âmbito da promoção dos valores éticos através da prática desportiva”. 

A instituição dedica-se, ainda, ao combate do bullying, à promoção da autoconfiança e do bem-estar dos seus membros. Nesta “escola”, como gosta de lhe chamar António, são abordados temas como o medo, a segurança e a vulnerabilidade. Ensina-se, sobretudo, “o quão importante é sermos melhores uns para os outros”. 

Desafios e planos para o futuro 

A mudança para uma IPSS não esteve isenta de desafios, especialmente no que diz respeito à obtenção de apoio financeiro. A Câmara Municipal de Oeiras é uma das  parceiras deste projeto. “Acompanhou o seu desenvolvimento, apoia-o e ajuda a que vá para a frente”, explica António.

Também a Auchan patrocina o clube, fornecendo, por exemplo, frutas e leite, que são distribuídos nos lanches das crianças e jovens. A ajuda pode chegar de diversas formas, seja através de donativos, voluntariado ou apadrinhamento de membros da António Ramalho Boxing Spirit. 

Olhando para o futuro, a perspetiva é de consolidação e crescimento. O objetivo é tornar o projeto mais forte e estável, assim como melhorar as instalações e,  consequentemente, aumentar as condições para receber mais pessoas. A inclusão social continua a ser o mote para o progresso do clube. 

“Queremos continuar a incentivar todos a serem melhores pessoas e a respeitar o outro”.