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Portugal precisa de 1.000 dádivas diárias de sangue

“O pior já passou”, esclarece o diretor do serviço de sangue do hospital de Santa Maria, depois da maior unidade de saúde do país ter adiado quatro cirurgias programadas por falta de reservas.

Segundo Álvaro Beleza, o problema foi sentido no início de julho, quando foram adiadas cirurgias. Em declarações à Rádio Observador, o médico diz, no entanto, que em 2024 o período crítico chegou mais cedo “por três razões: Férias, atividade cirúrgica maior que o normal e os picos de Covid-19.

Habitualmente, a falta de sangue nos hospitais sente-se em agosto (no verão) e em dezembro (no período do inverno). Segundo Álvaro Beleza, os hospitais estão assim a realizar mais cirurgias para responder ao problema das listas de espera no Serviço Nacional de Saúde. 

Nesse sentido, só este ano, foram realizadas mais 15% de cirurgias programadas. “Este ano estamos a operar muito mais que nos últimos anos. A recuperação das listas de espera implica mais cirurgias”, conclui.

Dádivas de sangue são urgentes

Em maio, a Federação de Dadores Benévolos já tinha alertado para a carência de sangue nos hospitais portugueses, sobretudo em quatro grupos sanguíneos.

As reservas continuam em baixo nos grupos de sangue A +, B -, O + e O –, onde se encontram alguns dos tipos mais raros.

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Segundo o diretor do serviço de sangue do hospital de Santa Maria, Portugal tem cerca de 300 mil dadores de sangue regulares. Este grupo de pessoas faz entre uma a três doações anualmente.

Por isso, para suprimir as necessidades dos hospitais em Portugal, são necessárias cerca de 1.000 doações de sangue todos os dias. Álvaro Beleza destaca a resposta dos portugueses, sobretudo nas alturas mais críticas, e elogia o papel dos mais jovens.

Os componentes sanguíneos têm um prazo limitado de armazenamento, nomeadamente os concentrados de eritrócitos perdem a validade ao fim de 35 a 42 dias, e as plaquetas ao fim de cinco a sete dias.

Doação urgente. Há quatro grupos de sangue em níveis críticos

O apelo é urgente e vem da Federação dos Dadores Benévolos. Falta sangue nos hospitais portugueses, nomeadamente de quatro grupos sanguíneos, onde estão dois dos considerados mais raros em todo o mundo. 

Em comunicado, o Presidente da Federação, Alberto Mota, destaca que “é urgente aumentar a consciencialização para a necessidade da dádiva de sangue”, e apela a todos os interessados e jovens dadores que se desloquem aos centros de colheita em todo o país.

Segundo o responsável, a diminuição do número de doadores nas colheitas deve-se, em parte, ao facto de persistirem períodos de gripes, infeções respiratórias e outro tipo de doenças. Assim, muitos cidadãos acabam não ser elegíveis para doar sangue, pelo menos temporariamente. No entanto, a falta de pessoal técnico no Instituto Português do Sangue e Transplantação também pode explicar o recuo nas colheitas.

Os tipos de sangue em falta em Portugal

Os níveis de armazenamento nos hospitais estão em níveis mínimos em, pelo menos, quatro grupos sanguíneos. São eles A+, B-, O+ e O-.

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A Federação dos Dadores Benévolos recorda as condições básicas para um cidadão poder doar sangue. Em primeiro lugar, ter mais de 18 anos de idade. Em segundo lugar, ter mais de 50 quilos e ser saudável

O processo de recolha ou colheita é simples e demora, no máximo, 30 minutos. Além disso, uma única unidade recolhida pode salvar até três pessoas. Os locais de recolha de podem ser consultados no site da Federação e no Portal do Dador de Sangue.

Para junho estão agendadas 422 sessões de colheita.