Título para tag

Autem vel eum iriure dolor in hendrerit in vulputate velit esse molestie consequat, vel illum dolore eu feugiat nulla facilisis at vero eros et dolore feugait.

Arquivo de tag estudo

Inteligência Artificial já consegue identificar diabetes com um áudio de 10 segundos

A Inteligência Artificial (IA) veio para ficar! E, se para uns é um ‘bicho papão’, para outros é uma ferramenta extremamente valiosa. É precisamente isso que uma recente investigação veio provar ao demonstrar que já é possível identificar a diabetes tipo 2 simplesmente ao ouvir um paciente falar por durante um período de seis a dez segundos.

Nesse sentido, o estudo demonstrou uma precisão de 89% no diagnóstico para mulheres e 86% para homens, conforme explicado em comunicado pelos responsáveis. “A nossa investigação destaca variações vocais significativas entre indivíduos com e sem diabetes tipo 2 e pode transformar a forma como a comunidade médica faz o rastreio da diabetes“, começa por explicar a principal autora do estudo, Jaycee Kaufman.

Os métodos atuais de deteção podem exigir muito tempo, deslocações e custos. A tecnologia de voz tem o potencial de eliminar totalmente essas barreiras“, acrescenta Kaufman.

Um telemóvel foi tudo o que os participantes precisaram

No estudo, foi pedido aos 267 participantes – diabéticos e não diabéticos – gravassem vocalmente frases nos respetivos telemóveis seis vezes por dia ao longo de duas semanas. Assim, foram analisadas mais de 18 mil áudios que foram avaliados de acordo com múltiplas características acústicas distintas. Além disso, os voluntários indicaram dados básicos de saúde, como idade, altura e peso.

Assim, as tecnologias de processamento de sinais foram capazes de identificar certas nuances tonais indetetáveis ao ouvido humano. Estes sons ofereceram pistas decisivas para o diagnóstico posterior. A etapa seguinte envolve replicar o estudo e expandir a análise vocal para identificar pré-diabetes, hipertensão e outras condições.

Dorme pouco? Pode vir a desenvolver esta doença

Não é propriamente novidade que a falta de sono pode prejudicar gravemente a saúde mental. No entanto, sabe-se agora que quem dorme cinco horas ou menos por noite tem 2,5 vezes mais probabilidade de desenvolver depressão, revela uma inivestigação levada a cabo por um grupo de cientistas do Reino Unido. 

O estudo acompanhou 7.146 participantes – recrutados pelo English Longitudinal Study of Ageing – ao longo de um período que variou entre os quatro a 12 anos. Os voluntário dormiam, em média, sete horas por noite. Cerca de 10% dormiam menos de cinco horas por noite no início do período de estudo. Esse número subiu para mais de 15% no final. A percentagem de pessoas que sofriam de sintomas de depressão passou de cerca de 9% para 11%.

O conselho da investigadora

Assim, graças a esta monitorização foi possível concluir que aqueles geneticamente propensas a dormir pouco tinham maior probabilidade de desenvolver depressão. No entanto, a predisposição à depressão não aumentou a probabilidade de problemas de sono.

Apesar de estas conclusões possam ser desanimadoras, Odessa Hamilton encoraja as pessoas que sofrem de um ou outro problema a não considerarem a situação irreversível.

O meu conselho seria dar prioridade ao sono e evitar a procrastinação do sono”, explica uma das autoras do estudo. “Há um ditado comum em genética que diz que os genes carregam a arma e o ambiente puxa o gatilho. Podemos estar geneticamente predispostos a isto, mas podemos tomar medidas para mitigar o risco“, salienta.

Descoberto novo sintoma de Alzheimer que surge no início da doença

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta a memória, o pensamento e a capacidade de realização de tarefas diárias. É a forma mais comum de demência e tende a piorar com o tempo, afetando significativamente a qualidade de vida do paciente.

Caracteriza-se pela acumulação anormal de proteínas no cérebro, levando à morte das células nervosas e à perda de funções cognitivas. Atualmente, não há cura para o Alzheimer e os tratamentos disponíveis têm como objetivo controlar os sintomas e desacelerar a progressão da doença. Assim, o diagnóstico precoce desempenha um papel crucial na gestão da doença, permitindo intervenções mais eficazes e melhor qualidade de vida para os pacientes.

De acordo com uma nova investigação conduzida por cientistas da University College London (UCL), os doentes que sofrem de Alzheimer sentem dificuldades ao realizar curvas durante a locomoção. Este estudo fez uso da tecnologia de realidade virtual para investigar os erros de locomoção em pessoas que apresentam os primeiros indícios da doença, com o intuito de desenvolver testes simples para detecção precoce da condição.

Os resultados do estudo

A pesquisa envolveu a divisão dos participantes em três grupos distintos: um grupo de jovens saudáveis (31 indivíduos), outro de idosos saudáveis (36 indivíduos), e um terceiro composto por pacientes com défice cognitivo leve (43 indivíduos). De seguida, os investigadores solicitaram que os participantes realizassem uma tarefa com o auxílio de óculos de realidade virtual, permitindo movimentação real.

O termo “défice cognitivo leve” refere-se à fase intermédia entre o declínio cognitivo esperado relacionado à idade e o declínio mais severo característico da demência. A tarefa consistia em percorrer um percurso delineado por cones numerados, composto por dois segmentos retos ligados por uma curva. Posteriormente, os participantes foram desafiados a regressar ao ponto de partida sem qualquer auxílio.

As condições de realização da tarefa foram alteradas para enfatizar as habilidades de locomoção dos participantes: na primeira condição, o ambiente virtual permaneceu inalterado; na segunda, os detalhes do cenário foram substituídos por uma textura plana; e, por fim, na terceira condição, todos os pontos de referência do mundo virtual foram temporariamente removidos.

Os resultados revelaram que os participantes que tinham Alzheimer em fase inicial superestimaram consistentemente a intensidade das curvas no percurso e demonstraram maior variabilidade na sua capacidade de orientação. Tais dificuldades na navegação não foram observadas nos grupos de jovens e idosos saudáveis, o que sugere que essas dificuldades de navegação são específicas do Alzheimer.

É por isto que os gatos gostam tanto de atum

A razão por trás dessa ‘loucura’ pelo atum tem sido objeto de curiosidade. Assim, um estudo recente que investigou os recetores gustativos na boca dos gatos revelou algo intrigante: tudo se resume ao umami.

Os nossos queridos companheiros felinos são carnívoros estritos. Significa isto que devem consumir carne para sobreviver, uma vez que não conseguem digerir adequadamente alimentos à base de plantas.

O umami, uma das cinco sensações gustativas fundamentais partilhadas por mamíferos, juntamente com o doce, o salgado, o azedo e o amargo, desempenha um papel essencial em suas preferências alimentares.

Gatos e doces? Nem pensar!

Ao contrário dos humanos, os gatos não têm a capacidade de detetar o sabor do açúcar e, por norma, não são apreciadores de comidas doces. Uma investigação publicada na revista Chemical Senses revelou que estes felinos não só têm recetores para o umami, como esses são também sensíveis a moléculas encontradas em altas concentrações no atum.

Para detectar o umami, é necessária a presença de dois genes. Nos seres humanos, os genes TAS1R1 e TAS1R3 permitem perceber os sabores umami presentes em alimentos como cogumelos e molho de soja.

Até agora, somente o gene TAS1R3 tinha sido identificado em gatos. No entanto, esta nova pesquisa revelou a presença do gene TAS1R1 em gatos, oferecendo assim uma explicação para o motivo pelo qual demonstram uma atração quase irresistível pelo atum.

Embora haja semelhanças entre os genes dos recetores gustativos de gatos e humanos, os cientistas fizeram uma descoberta fascinante sobre como esses recetores funcionam de maneira diferente nos gatos.

A experiência que dissipa qualquer dúvida

Nos humanos, os aminoácidos ligam-se primeiro aos recetores, seguidos pela ação dos nucleótidos. Entretanto, nos gatos, os nucleótidos ativam os recetores antes, seguidos pelos aminoácidos.

Numa experiência com 25 gatos, os investigadores ofereceram tigelas de água com diferentes concentrações de aminoácidos e nucleótidos, juntamente com uma tigela de água pura. Como era esperado, os gatos mostraram preferência por tigelas com níveis mais altos das moléculas encontradas em alimentos ricos em umami.

Além disso, os felinos demonstraram um gosto particular por tigelas com altos níveis de histidina e monofosfato de inosina (IMP), ambos abundantes no atum.

Em suma, é possível concluir-se que a combinação de IMP e histidina é a razão pela qual os gatos não resistem ao atum.

Este ingrediente é o elixir da juventude, revela estudo

Um novo estudo científico liderado por investigadores da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, e publicado na revista Science, dá conta de um nutriente produzido internamente que é referido como o “elixir da juventude”.

Identificado como taurina, esse composto está associado a diversas funções vitais no nosso organismo. É sintetizado no fígado e desempenha um papel essencial no sistema imunológico, na acuidade visual, na fertilidade e até mesmo no sistema nervoso. Pode ser encontrada em suplementos e em alimentos como o peixe, frango, peru, carne vermelha e até frutos do mar.

As conclusões da investigação dão conta de que a carência de taurina está correlacionada com o processo de envelhecimento. Assim, os investigadores acreditam que suplementos que tenham este nutriente possam melhorar a saúde e prolongar a expectativa de vida em animais.

Um grupo de especialistas e investigadores conduziu análises sobre o envelhecimento em espécies animais como ratos e macacos. Os resultados mostram que a administração de suplementos de taurina retardava o envelhecimento e aumentava a esperança média de vida.

Aplicável aos seres humanos?

Vikav Yadav, professor de genética e desenvolvimento e líder do estudo, explica como nos últimos anos “os cientistas têm tentado encontrar fatores que não só nos permitam viver mais, mas também que aumentem o tempo com saúde, o tempo em que permanecemos saudáveis na velhice”. 

Embora os resultados tenham sido positivos em animais, é fundamental a realização de estudos mais aprofundados em seres humanos para poder traçar conclusões científicas definitivas: “Para averiguar se a insuficiência de taurina também é um fator de envelhecimento em humanos, são necessários testes de suplementação de taurina de longo prazo e rigorosamente controlados, medindo a extensão da saúde e da longevidade como resultados.”

Embora os resultados tenham sido positivos em espécies animais, é fundamental a realização de estudos mais aprofundados em seres humanos para alcançar conclusões científicas definitivas. “Para testar se a deficiência de taurina também é um fator de envelhecimento nos seres humanos, são necessários ensaios de suplementação de taurina a longo prazo e bem controlados que meçam a duração da saúde e da vida como resultados.”

Esta é a melhor altura para enviar um e-mail

Um novo estudo revelou o momento ideal para enviar um e-mail em contexto profissional. Isto se quer evitar que se perca entre as dezenas ou centenas que o destinatário certamente receberá. 

Num mundo em que a comunicação se tornou vital e as linhas entre a vida profissional e pessoal estão cada vez mais ténues, este estudo esclarece quando é o momento certo para enviar e-mails de trabalho.

A Axios HQ, uma empresa especializada em software de comunicações, conduziu uma análise de 8,7 milhões de e-mails com o objetivo de identificar o padrão de envio que maximiza as chances de que as suas mensagens sejam abertas. No entanto, é importante considerar que isso pode também gerar irritação em algumas pessoas.

“Para encontrar o melhor momento para enviar um e-mail interno, analisamos as taxas médias de abertura de 8,7 milhões de envios de e-mail enviados por meio do Axios HQ, uma plataforma alimentada por Inteligência Artificial para comunicações internas, entre janeiro de 2022 e março de 2023″, explica a empresa.

Estas são as melhoras horas para enviar e-mails

Os resultados são surpreendentes: o período mais eficaz para enviar e-mails é a tarde de domingo, nomeadamente as 15h00 e as 18h00. Durante esse período, os e-mails têm uma impressionante taxa de abertura de 94% por parte dos destinatários.

Este valor supera significativamente as taxas de abertura usuais, que variam entre 50% e 76% durante os restantes dias da semana.

O estudo sugere ainda que escolher esse horário permite que as mensagens estão no topo da caixa de entrada durante as horas de pico de leitura, como as manhãs de segunda-feira, quando a semana de trabalho começa.

Horário provoca discórdia

Porém, há especialistas que alertam que enviar e-mails profissionais fora da hora laboral pode prejudicando ainda mais o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

Matthew Davis, Professor Associado da University of Leeds Business School, no Reino Unido, explica que “há um fenómeno conhecido como ‘invasão tecnológica’. Trata-se de um sentimento de que a tecnologia do trabalho também se está a infiltrar na vida pessoal. A minha preocupação seria se as pessoas vissem isto e pensassem: ‘Vou começar a enviar-lhes mais mensagens de rotina aos fins-de-semana’. Porque para alguns isso é bom, mas há uma boa percentagem de pessoas a quem isto vai aumentar a sensação de sobrecarga”, destaca.