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Rússia fora dos Jogos Olímpicos? Putin cria Jogos Mundiais da Amizade

A Rússia planeia relançar os Jogos de Amizade multi-desportivos já em 2024, 40 anos após a sua primeira edição, informou o Ministro do Desporto, Oleg Matytsin. O presidente Vladimir Putin, que já assinou o decreto da nova competição. O evento será realizado após os Jogos Olímpicos de Paris, que decorrem entre 26 de julho a 11 de agosto do próximo ano.

“Propomos intensificar a prática de realizar competições num formato aberto, a convite dos países parceiros”, afirmou Matytsin. “Continuamos a cumprir as suas instruções [de Putin] para organizar os Jogos Mundiais da Amizade no outono de 2024. Consideramos necessário utilizar ao máximo os recursos das organizações públicas e estatais russas e internacionais para a realização bem-sucedida dos Jogos, que devem ter lugar regularmente no futuro”, acrescentou.

De recordar que os atletas da Rússia e do seu aliado Bielorrússia foram excluídos de competições internacionais pelas federações desportivas na sequência da invasão russa da Ucrânia, que Moscovo classifica como uma “operação militar especial”.

Muitos milhões em prémios

Algumas modalidades olímpicas, como tiro com arco, canoagem, ciclismo, esgrima, judo, pentatlo moderno, ténis de mesa, taekwondo e triatlo, readmitiram atletas dos dois países, mas o atletismo não o fez. O Comité Olímpico Internacional recomendou que os atletas russos e bielorrussos fossem autorizados a competir internacionalmente como neutros, embora ainda não tenha sido tomada uma decisão final sobre a sua participação nos Jogos de Paris.

Os Jogos de Amizade foram originalmente organizados em 1984 na União Soviética e em oito outros estados socialistas que boicotaram os Jogos Olímpicos de Verão de 1984 em Los Angeles. Participaram cerca de 50 países, com a União Soviética a dominar com 126 medalhas de ouro, seguida pela Alemanha Oriental com 50.

Desta feita, serão mais de cinco mil os atletas que irão participar no regresso desta competição, que contará com prémios monetários na ordem dos 45 milhões de euros.

Uma das melhores séries de sempre está prestes a chegar à Netflix

São vários os títulos da HBO que estão prestes a chegar à Netflix. Isto aconteça fruto de um acordo entre a Warner Bros. e a gigante do streaming. A mais recente adição é a aclamada série Band of Brothers, uma produção histórica que retrata a Segunda Guerra Mundial, programada para entrar no catálogo da plataforma em 15 de setembro.

Lançada em 2001, a série foi indicada em 19 categorias nos Prémios Emmy e conquistou seis, incluindo “Melhor Minissérie”, “Melhor Elenco para uma Minissérie, Filme ou Especial” e “Melhor Direção para Minissérie, Filme ou Especial Dramático”. No mesmo ano, recebeu um Globo de Ouro de “Melhor Minissérie ou Filme para TV”.

Band of Brothers conta a história verídica da Easy Company do Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, destacando o seu papel no desembarque na Normandia no Dia D e sua contribuição para a derrota dos nazis.

Elenco de luxo

A série narra a jornada longa, dolorosa e genuína desses soldados, desde o treino inicial até os últimos dias do conflito. É baseada no livro homónimo de Stephen E. Ambrose, publicado em 1992, que se baseou na sua própria pesquisa e entrevistas gravadas com veteranos norte-americanos. A adaptação resultou numa temporada composta por 10 episódios.

O elenco é de luxo e conta com nomes como Michael Fassbender, Tom Hardy, David Schwimmer, Simon Pegg, James McAvoy, Damian Lewis, Ron Livingston, Scott Grimes e Donnie Wahlberg nos papéis principais. Tom Hanks foi um dos produtores executivos da minissérie, juntamente com Steven Spielberg.

Os mesmos produtores de “Band of Brothers” criaram outra série, chamada “The Pacific”, em 2010, seguindo um formato semelhante. Essa produção, originalmente exibida na HBO, também chegará à Netflix na mesma data e explora as memórias de dois fuzileiros navais que lutaram na Guerra do Pacífico.

Jovens ucranianos vieram para Portugal e “não sabem qual será o seu futuro”

A 23 de fevereiro de 2022, milhões de ucrianianos adormeceram em paz e acordaram, na manhã seguinte, com a sua nação destruída pela guerra. Os pedidos de ajuda multiplicaram-se e o que outrora pareceu um futuro de céu azul, rapidamente se transformou num pesadelo. Para muitas famílias, fugir foi a solução. Os jovens, que, como se costuma dizer, são o futuro, viram-se obrigados a repensar o que seria do dia seguinte. Muitos deles chegaram, por meio de auxílio, a Portugal, para tentar recomeçar a vida que deixaram, na Ucrânia, em standby.

No ano passado, foram cerca de 14 mil os jovens ucranianos que cá chegaram – quase todos menores de idade. Deixaram tudo para trás em busca de um país onde não se ouvisse o som de explosões. Em declarações à TejoMag, Pavlo Sadokha, presidente da Associação Dos Ucranianos em Portugal (AUP), esclarece que só 4 mil foram matriculados no ano letivo de 2022/2023. A análise feita pelo Alto Comissariado para as Migrações mostra que “os restantes estão em situação desconhecida”.

Para eles, o cenário é de indecisão, explica-nos Pavlo. Se, por um lado, querem acreditar que ainda existe a possibilidade de regressar à Ucrânia, por outro, a situação de guerra não lhes permite. “Estão numa situação vulnerável em que não sabem qual será o seu futuro”, sublinha.

A barreira linguística é o maior obstáculo à sua integração. Em Portugal, quando chegam à escola, têm aulas adicionais de língua portuguesa para estrangeiros, mas, como o objetivo é voltar ao país que os viu nascer, e não cá ficar, “colocam, imediatamente, um entrave à aprendizagem”. No caso daqueles que ingressam no ensino superior, o panorama é ligeiramente diferente, visto que a maior parte dos jovens ucranianos domina o inglês, justifica o presidente da AUP.

“A reconstrução da Ucrânia vai demorar anos, por isso não esperamos que estes jovens consigam regressar. Eles cada vez mais começam a perceber isso e a mudar a sua visão em relação ao futuro”.

Um ano depois de se ter instalado a guerra, Pavlo acredita que estes jovens começam agora a encontrar amigos, vizinhos e ambientes que os ajudam na inclusão, “motivando-os para aprender o português, com a finalidade de se integrarem”.

Salienta, mais uma vez, a importância de aulas de língua portuguesa – “isto é o básico para a adaptação”. Outro ponto de relevo, reforça, é o ambiente criado pelos professores e colegas, e a sua atitude perante os imigrantes ucranianos.

“Portugal tem uma sociedade solidária, é um bom exemplo de como acolher refugiados”, destaca.

O país vive um momento de crise – consequência, em grande parte, da guerra na Ucrânia, “mas os portugueses reconhecem que isto não é um problema causado pelos ucranianos, mas sim pelo lado de quem é agressor”. À comunidade, pede, sobretudo, paciência e que continuem a ajudar, porque “a guerra não irá terminar daqui a um ano, nem os efeitos causados por ela serão brevemente resolvidos”.

Ao Governo, às instituições e à sociedade civil, recomenda que incluam, neste processo de integração, os ucranianos que chegaram a Portugal por volta do ano 2000, já que “estão ambientados, conhecem o país e a língua, e podem ser muito úteis para a adaptação destes refugiados que fogem ao perigo”.

Recorde-se que houve, no início do século XXI, uma outra vaga de imigração ucraniana em Portugal, pautada por questões financeiras.  Espalharam-se pela Europa e vieram para Portugal à procura de trabalho. “A diferença é que os jovens que cá chegaram, na altura, com os seus pais, tinham o objetivo de ficar e construir aqui o seu futuro”, distingue Pavlo.