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Este é o grande perigo do fumo dos incêndios florestais

Um novo estudo, liderado pela engenheira doutorada, Chae Yeon Park, publicado pela versão internacional da revista científica Nature Climate Change, sugere que o aquecimento global e as alterações climáticas contribuem para o aumento de áreas queimadas, por incêndios florestais, que parecem ser responsáveis por cerca de 12.000 mortes, em todo o mundo, anualmente, pela inalação do fumo.

Segundo o estudo, o risco de mortalidade é particularmente maior em zonas como a Austrália, América do Sul, Europa e as florestas boreais da Ásia. Estima-se que em 2010, cem mil pessoas morreram pela inalação de fumo, resultado de incêndios florestais, devido à entrada nos pulmões e na corrente sanguínea, de partículas finas (PM2.5) que elevam o risco de desenvolvimento de doenças respiratórias e cardiovasculares.

O impacto das alterações climáticas

De acordo com o jornal britânico The Guardian, o investigador Seppe Lampe, da Vrije Universiteit Brussel, refere que, embora as atividades humanas, que alteram a paisagem, estejam a ajudar a reduzir a área queimada do planeta, os “efeitos das alterações climáticas continuam a aumentar”. Consoante a região, o fator mais determinante para o risco de incêndios florestais, são as temperaturas mais elevadas ou os níveis de humidade mais baixa.

Casos como o de Portugal e da Austrália, são exemplos dessa vulnerabilidade e que são alvo de preocupação, devido ao clima cada vez mais quente e seco, cujo impacto interfere não só no equilíbrio do ecossistema, como também a nível da saúde pública.

Incêndios: Ativados todos os meios de combate até 30 de setembro

Já está em vigor o terceiro reforço do dispositivo especial de combate a incêndios rurais. Todo o território nacional entra no chamado nível “Delta”, a denominação que determina a fase mais crítica de incêndios rurais e florestais em Portugal.

Segundo a Diretiva Operacional Nacional, já estão em estado de prontidão 14.155 operacionais, 3.174 viaturas e 70 meios aéreos entre 1 de junho e 30 de setembro. No caso do combate aéreo, o número de aeronaves pode chegar às 72. Ao todo, há 3.162 equipas prontas para agir. Pode haver até 20.000 operacionais, se necessário.

O efetivo de operacionais é composto por membros das forças de segurança, equipas de intervenção permanente e membros do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas. Além disso, estão também presentes elementos da Proteção Civil e Bombeiros, que constituem mais de metade das pessoas destacadas.

A Diretiva Operacional é o documento que define os meios e estabelece a arquitetura da estrutura de direção e comando do Sistema Integrado das Operações de Proteção e Socorro. Do mesmo modo, a diretiva estabelece a coordenação dos organismos que o integram

Este ano há mais operacionais, equipas e meios terrestres destacados. O número de meios aéreos é o mesmo de 2023.

Menos incêndios em 2023, mas cenário pode mudar

O verão começou tímido. Junho foi mais frio que o normal, ao passo que julho começou já com um aumento significativo das temperaturas. O calor, conjugado com a baixa humidade, torna possível a ocorrência de incêndios em território nacional.

Desde janeiro até agora, o número de incêndios registados é inferior em relação ao ano passado.

Em 2023, houve menos 2.800 incêndios. Também a área ardida foi menor. Arderam cerca de 34.500 hectares, um número muito inferior ao registado antes.

Ainda assim, a Associação Zero considera que a diminuição do número de ocorrências pode transmitir uma “falsa sensação” de mudança de comportamentos. Em declarações à Agência Lusa, citada pelo Diário de Notícias, para a Zero existem “muitas medidas a marcar passo” e alerta que “os fogos rurais são um problema social que continua longe de estar resolvido”

Imagem: Pixabay