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Web Summit 2024: Mulheres na tecnologia continuam sub-representadas

“Eu não pertenço ao clube dos rapazes”. Este é um dos testemunhos das mil mulheres questionadas no quinto relatório global da Web Summit, relativamente a 2024, sobre a participação das mulheres no mundo da tecnologia.

Os dados divulgados no passado dia 2 de outubro, destacam que as mulheres continuam a enfrentar desafios significativos no setor, nomeadamente ao estarem sub-representadas em cargos de liderança e com dificuldades em obter financiamento de startups.

Os dados principais da Web Summit

Mais de metade das mulheres inquiridas (50.8%) relatou ter experienciado sexismo no local de trabalho, bem como sentirem preconceitos de género inconscientes (63.8%). Além disso, para metade das mulheres, a pressão de escolher entre a família e a carreira ainda é uma realidade. No entanto, a maioria das inquiridas (75%) sente-se empoderada para procurar e/ou ocupar cargos de liderança.

É visto potencial, por 68% das participantes, na Inteligência Artificial para promover mudanças positivas na igualdade de género. Outro dado promissor é que 80% das inquiridas partilham que há uma mulher na gestão de topo na sua empresa. Apesar dos obstáculos, o evento refere a intenção de incentivar as organizações a promoverem mudanças ativas e abrir o debate para a igualde de género no setor tecnológico.

WebSummit: número recorde de startups, 43% de mulheres e 70.236 participantes

70.236 participantes de 153 países

A WebSummit reuniu 70.236 participantes de todo o mundo na Altice Arena, em Lisboa, para discutir e debater ideias para o futuro, num encontro de CEOs, investidores, media, tomadores de decisão e criativos num total de 1.180 reuniões entre investidores e startups, 70 masterclasses, 17 rondas de competições PITCH, 25 eventos noturnos e festas do Night Summit pelos bairros de Lisboa.

Katherine Maher, CEO da WebSummit, subiu ao palco da Altice Arena, na noite de abertura do evento, diante de uma plateia de 11.000 pessoas: “Ao longo da última década, à medida que a WebSummit cresceu, reunimos dezenas de milhares de pessoas que usaram esta semana em Lisboa como um trampolim para realizar acontecimentos notáveis – lançar empresas, encontrar investidores, revelar projetos, avançar com uma visão do mundo que vale a pena debater”.

Com a nova líder desta organização incrivelmente dedicada e defensora, de longa data, da tecnologia como uma força motriz para o bem da humanidade e da sociedade, a “Web Summit continua a ser o lugar mais importante para reunir e conectar pessoas e promover conversas críticas sobre tecnologia, sociedade e inovação.”

2.608 startups de 93 países.

Um recorde de 2.608 startups de 93 países apresentou as suas inovações e os negócios do futuro durante três dias. Estas empresas promissoras foram escolhidas entre milhares de candidatos e representam mais de 30 indústrias diferentes. Mais de 250 startups participaram na WebSummit como parte do programa Impact – startups que trabalham para ter um impacto positivo nas suas comunidades, indústrias e ecossistemas. As indústrias mais representadas entre as startups incluem SaaS, IA/ML (Inteligência Artificial e Machine Learning), tecnologia de saúde e bem-estar, Fintech e serviços financeiros, sustentabilidade e Cleantech.

Mulheres na tecnologia

43% de todos os participantes foram mulheres e mais de 38% dos oradores também foram mulheres – a maior percentagem de sempre. As fundadoras representam quase um terço de todos os fundadores de startups em exposição.

Na WebSummit conhecemos uma startup de Portugal e uma do Vietname

No segundo dia da WebSummit fomos conhecer duas startups de dois locais diferentes: Portugal e o Vietname. Procuramos conhecer os fundadores ou promotores e perceber as vantagens da WebSummit e quais as dificuldades que foram encontrando ao longo da sua jornada empreendedora.

Junto ao palco 13 é possível encontrar a startup Alpha (nomenclatura usada para designar empresas em fase embrionária ou a serem lançadas ao mercado) chamada Wander Gift, um marketplace onde pode comprar souvenirs únicos, autênticos e de produção local. A ideia é “deixar de comprar os ímanes Made in China e passar a comprar ao artesão local”, nas palavras de Ana Silvestre, uma das promotoras da Wander Gift. A proposta de valor, na óptica da Wander Gift, é muito simples. “Criamos uma fonte de receitas para todos porque a maior parte do dinheiro da venda vai para o artesão, mas há um parte que fica para nós e uma parte para o estabelecimento hoteleiro que promover ativamente a Wander Gift”. Todavia não são só os estabelecimentos hoteleiros que promovem a Wander Gift: “aqui na WebSummit já tivemos algumas vendas e o feedback de quem vê a Wander Gift pela primeira vez tem sido fantástico”. Os próximos passos passam pela “prova de conceito do marketplace e, se correr bem, vamos construir uma plataforma tecnológica de raiz”.

Também perto do palco 13, numa banca muito discreta, é possível encontrar Raghav Sheika que veio do Vietnam para promover a sua startup Beta (empresas que já se encontram no mercado e já realizaram mais de 1 milhão de dólares em financiamento) chamada Relia. “Não somos só uma consultora de IT: procuramos exportar os melhores talentos do Vietname mas também assegurar que estas pessoas são valorizadas ao longo da sua carreira”. A participação na WebSummit era um desejo desde 2020 mas “a pandemia atingiu fortemente o Vietname e não nos permitiu sair do país mas fez crescer imenso o nosso negócio”. Raghav quer explorar mais Portugal, “um país maravilhoso e com pessoas super simpáticas” e conta vir às próximas edições da WebSummit pois já angariou alguns clientes.