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Horário do Metro de Lisboa não deve ser prolongado na passagem de ano

O Metropolitano de Lisboa não deverá prolongar o horário de funcionamento na noite de passagem de ano. Os sindicatos representantes dos trabalhadores garantem que não estão reunidas as condições necessárias para que “participem no prolongamento da atividade do Metropolitano de Lisboa”, na noite de 31 de dezembro para 1 de janeiro de 2024.

Em causa estão os trabalhos realizados além do horário habitual de funcionamento – das 6h30 à 1h00 – como habitualmente acontece todos os anos. Por norma, nessa noite os comboios circulam com maior frequência e até mais tarde.

A justificação

A explicação está na crise política desencadeada pela demissão do Governo. Como consequência, a administração do Metropolitano de Lisboa informou os sindicatos da suspensão de todas as negociações por falta de orientações do executivo, que a partir desta semana (e até março) passa a trabalhar em regime de gestão.

Nesse cenário, o Governo perde o poder de decisão nas negociações com todos os sindicatos a nível nacional. No caso dos trabalhadores do Metro, um dos processos negociais mais importantes em cima era a regulamentação de carreiras na empresa.

Correu (quase) tudo bem. Luzes de Natal já brilham em Lisboa

Desta vez as luzes de Natal de Lisboa acenderam no momento certo. Carlos Moedas, a dupla Anjos e um grupo de crianças pressionaram o botão que deu luz à árvore de 25 metros que ficará estacionada no Terreiro do Paço até 6 de janeiro. A praça mais conhecida de Lisboa encheu.

Mas a cerimónia ficou marcada por um incidente durante o espetáculo de música e fogo de artifício. Dois foguetes ainda acesos acabaram por cair junto ao arco da rua Augusta, atrás do palco, onde se concentravam algumas dezenas de pessoas. Ninguém ficou ferido.

Gostava de apelar a um cessar-fogo da Câmara de Lisboa. Há um ano a árvore não acendeu, este ano iam acendendo dois ou três munícipes. Imagino a reunião: “A árvore correu mal, este ano devíamos usar fogo de artifício, jogar pelo seguro.” pic.twitter.com/wGknWJouiU

— Zé Pedro Silva (@zepiter) December 3, 2023

As luzes de Natal de Lisboa foram inauguradas pouco antes das 18h00 de dia 1 de dezembro. Vão estar ligadas em horário parcial, todos os dias, a partir das 17h30. O investimento da Câmara de Lisboa rondou os 750 mil euros

NHR: Portuguese Parliament Approves Changes to Non-Habitual Resident Tax Regime

On Monday, lawmakers approved a provision that modifies the non-habitual resident (NHR) tax regime, stipulating that NHR is accessible to workers in companies certified as ‘startups.’

The State Budget proposal for 2024 (OE2024) anticipates the discontinuation of the NHR regime, limiting its accessibility to individuals whose income stems from careers in higher education teaching, scientific research, or qualified positions under the contractual benefits for productive investment outlined in the Fiscal Investment Code.

The solution proposed in the OE2024, which faced strong opposition, particularly from tax experts who deemed it ineffective, underwent an alteration proposed by the Socialist Party (PS). This alteration was approved in committee on Monday, expanding the scope of positions that can benefit from a 20% income tax rate for ten years. The proposal was passed with the majority the Socialist Party holds on the Parlament.

Thus, this tax incentive for scientific research and innovation will be available to individuals who, not having been residents in Portugal in the previous five years, become tax residents in the country and hold positions in entities certified as ‘startups’ under the law.

This includes companies employing fewer than 250 workers, with an annual turnover not exceeding 50 million euros, in operation for less than ten years, having headquarters or representation in Portugal, or at least 25 employees in the country. They must also meet other requirements, such as not resulting from the split of a large company.

The tax regime will also cover “qualified positions recognized by the Agency for Investment and Foreign Trade of Portuga, or by IAPMEI – Agency for Competitiveness and Innovation as relevant to the national economy, particularly in the context of attracting productive investment.”

The Socialist Party’s proposal also extends the regime to “positions or other activities carried out by tax residents in the autonomous regions of the Azores and Madeira,” according to the terms to be defined by regional legislative decree.

 

Author: Chris Morris

A torre de cartas ruiu. E agora?

A queda do governo e a perspetiva de eleições antecipadas levaram os partidos políticos a delinear uma estratégia a curto prazo para fazer face à instabilidade que se instalou e à confusão que se adivinha. No Partido Socialista (PS), os dois candidatos, o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, e o antigo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos , disputam a herança de uma maioria absoluta que, ao que tudo indica, não se repetirá. Na última sondagem realizada pela Aximage para a TVI e CNN Portugal, o PS cai para 26%, longe dos 41,68% que lhe asseguraram a maioria absoluta. Ainda que Carneiro reúna o apoio de figuras relevantes como Augusto Santos Silva, Fernando Medina e Ana Catarina Mendes, Pedro Nuno Santos é o nome mais consensual no aparelho do partido.

Durante a apresentação da candidatura a Secretário-Geral, Pedro Nuno Santos destacou três preocupações centrais: aumentar salários, combater a crise da habitação e valorizar o território. Além disso, afirmou que “o combate à corrupção constitui uma tarefa prioritária do Estado”. Sob o lema “Por todos, Para Todos”, José Luís Carneiro deixa claro que quer “dar continuidade às políticas do Governo liderado por António Costa”, apostando no “compromisso das contas certas”. No plano político, Carneiro surge, frequentemente, associado à possibilidade de um bloco central, enquanto o seu adversário defende a reedição de uma geringonça.

Eleições não são “favas contadas”

No espectro político de centro-direita em Portugal, o Partido Social Democrata (PSD) tem procurado estabelecer-se como uma alternativa equilibrada. No entanto, essa tentativa não tem tido o sucesso esperado. Anteontem, no 41º Congresso do partido, Montenegro dirigiu-se ao país num tom mais otimista, prometendo melhores condições de vida para todas as camadas da sociedade. Segundo o próprio, o país só será capaz de criar riqueza se aproveitar as “sinergias” dos setores público, privado e social. Certo de que o PSD vai ganhar as eleições, garantiu que vai ser “o primeiro ministro que Portugal precisa nos próximos anos”.

Apesar de o PSD já ter apresentado mais de 200 propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2024, há quem considere que o partido não está a fazer o suficiente. Marques Mendes, no seu espaço habitual de comentário, afirmou que o PSD “anda bastante deslumbrado com a ideia de que as eleições são favas contadas”. “É assim que o PSD vê um bocadinho as coisas”, reforçou.

Parece que “cortar o mal pela raiz” não será tão simples como Luís Montenegro previu no dia 9 de novembro, dois dias após a demissão do Primeiro-Ministro. Em entrevista à TSF, Rui Gomes da Silva, ex-ministro-adjunto de Pedro Santana Lopes, alertou que o PSD pode estar à beira de um “desastre eleitoral”.“Eu não quero ser conivente com o partido, com esta situação de pensar que é irreversível termos um líder candidato a primeiro-ministro que todos os dias nas sondagens não aparece como um projeto para Portugal”, afirmou Gomes da Silva.

Com uma diferença de apenas 8 pontos percentuais em relação ao PSD, o CHEGA decidiu moderar o seu discurso até ao dia das eleições. Em entrevista ao Semanário SOL, André Ventura admite a possibilidade de entendimento entre os dois partidos para alcançar a maioria parlamentar. Esta declaração surge apesar de Luís Montenegro ter afirmado anteriormente que só governará se vencer as eleições. “O que eu acredito é que a direita não será tão insensata que permita ao PS governar. Se a direita tiver maioria, quero acreditar que não estamos ainda nesse nível de insanidade”, disse Ventura. Montenegro está ciente que o factor CHEGA foi determinante na constituição da maioria absoluta do PS.

À margem da conferência “A nova economia”, organizada pela CNN, Montenegro afirmou: “Se o PSD não tiver maioria absoluta no Parlamento, o PSD tentará encontrar o reforço da sua posição de maneira a alcançar essa maioria, sendo certo que não se vai coligar nem com o PS, nem com o CHEGA”.

Enfrentando uma forte oposição interna e ocupando o quinto lugar na tabela, a Iniciativa Liberal (IL) decidiu adiar a sua Convenção Nacional, inicialmente prevista para o início de dezembro. O partido optou por concentrar-se nas eleições legislativas antecipadas com o objetivo de “retirar o PS da governação”. Em entrevista à SIC Notícias, o líder do partido, Rui Rocha, esclareceu que a “IL irá a eleições sozinha”.

“A Iniciativa Liberal não fará nenhum tipo de coligação pré-eleitoral”, afirmou. Rocha acredita que seria “contraproducente para o futuro do país” se a IL não concorresse às eleições com “candidatos, ideias e listas próprias”. Acusada de “nepotismo” e “falta de democracia interna”, a IL defende que não beneficiaria de uma coligação. Seis meses após um misterioso almoço que reuniu Rui Rocha e Luís Montenegro, os dois parecem estar de costas voltadas, nomeadamente em relação ao dossier da TAP e à proposta de uma descida mais acentuada do IRS.

Cerco sanitário contra a direita “reacionária”

À esquerda do Partido Socialista (PS), o Bloco de Esquerda (BE) e o Partido Comunista Português (PCP) unem-se nas críticas aos três maiores partidos, em especial ao PSD e ao CHEGA, acusando-os de servir os interesses dos “grupos económicos”. Segundo Paulo Raimundo, Secretário-Geral do PCP, “o PS não só não fez frente às forças reacionárias como, numa visão oportunista e perigosa, em nome de um dito combate retórico, deu-lhes e dá-lhes palco e ainda mais tempo de antena”.

A cerca de seis meses do aniversário do 25 de Abril, a campanha eleitoral do PCP promete ser marcada por um “contacto permanente e intenso com os trabalhadores e as populações”. À beira do precipício — com apenas 3% das intenções de voto — os comunistas estão focados em clarificar e reforçar as posições defendidas pelo partido, nomeadamente o aumento dos salários e pensões, o combate à crise da habitação, e a reestruturação do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Com o foco na ideia de que a direita, e não o PS — com quem poderão vir a coligar-se dependendo do resultado das eleições primárias — é o seu principal adversário, o BE afirma que o seu objetivo é “derrotar a direita”.“Se o Partido Socialista deixou o país num pântano, a direita só vai cavar mais fundo esse pântano”, concluiu Mariana Mortágua na última reunião da Mesa Nacional, realizada no dia 19 de novembro. “Já está à vista que, na nova situação política, a direita prometerá tudo o que nunca fez nem fará — desde um cordão sanitário face ao Chega (são aliados nos Açores) até ao reconhecimento do tempo de serviço dos professores (que o PSD propõe agora, após tê-lo chumbado em 2019 quando poderia de facto tê-lo imposto no parlamento)”, rematou o BE.

A crise política em Portugal, que culminou na renúncia abrupta e inesperada de António Costa devido a suspeitas de corrupção, mergulhou o país num mar de incerteza, tanto a nível nacional como internacional. A torre de cartas ruiu, e agora?

A trip to Asia without leaving Invicta: 5 Asian restaurants you really must try

In the heart of the Invicta, where the Douro River meets the cobblestone streets, lies an odyssey of flavors that transcends borders. Along with Port wine and the famous francesinha, the city offers a gastronomic panoply that challenges the palate of the adventurous to embark on a true discovery. If you’re in the city or plan to visit, take a chance and embark on a journey through Asia without leaving Portugal.

Boa-Bao

Rua da Picaria 61 65, 4050-477

Boa-Bao_03 A trip to Asia without leaving Invicta: 5 Asian restaurants you really must try When you enter Boa-Bao, it’s impossible to look away from the decor. At a glance, you feel like you’re in a 1920s Asian market, and your attention is drawn to the immersive experience that the restaurant presents. Each dish is a celebration of the diversity and cultural richness that permeates Asian cuisine, including China, Thailand and Japan, among many other places. The menu, which is one of those that leaves you indecisive, also has vegan and gluten-free options. Starting with the entreé, I suggest the classic pork belly bao with hoisin and pickled vegetables, a splendid mix of flavors and textures. As a main dish, my choice is torn between the black tiger pad thai with rice noodles, sautéed vegetables and egg, and eddy’s hanoi phô, with Vietnamese beef broth, rice noodles, spices and soy sprouts.

Ramen Shifu

Rua de Cedofeita 378, 4050-126

Ramen%20Shifu_03 A trip to Asia without leaving Invicta: 5 Asian restaurants you really must try If you’re a fan of Japanese culture, you’re sure to become a fan of Ramen Shifu. The place is part of a chain of restaurants that opened its doors in 2017 in Madrid. Here you can eat ramen – a type of traditional Japanese noodle dish, served in a meat or vegetable broth – and the diversity of the menu is huge. The meal is chosen via a tablet, on which you can customize your order, and it’s also a round trip to Japan, without even leaving your seat. With vegan and spicy options, Ramen Shifu Japanese cuisine lovers an experience that is both comforting and unforgettable. For appetizers, I recommend trying the gyozas, whether chicken or vegetable, and the crispy fried chicken bao bun. The shichu ramen – with Taiwanese-style stewed meat, soy sprouts, pak choi, egg, chives and homemade broth – was the highlight of my last visit, along with the passion fruit mochi, which rounded off the meal in style.

Nood

Praça de Carlos Alberto 92, 4050-526

Nood_03 A trip to Asia without leaving Invicta: 5 Asian restaurants you really must try What fascinates me most about Asian restaurants is their ability to immerse you in its space. Either through the décor, the layout of the tables or the cultural elements and the vibrant colors, and Nood is no exception. The tradition of Asian cuisine, combined with an innovative touch, the fusion of textures and the balance of spices are, as you would expect, the invitation to a gastronomic journey. From rice to noodles, with or without broth, Nood offers a diverse selection of dishes that explore the different tastes of the continent. If you want to follow my advice, you really can’t miss the opportunity to try the chicken or vegetable gyozas, as well as the spring rolls.

Bao’s

Rua de Cedofeita 263, 4050-174

Bao A trip to Asia without leaving Invicta: 5 Asian restaurants you really must try Bao’s represents an innovative twist on the classic burger. By combining the juiciness of the fillings with the softness of the Taiwanese bao bun, it transports you to an experience inspired by the vibrant streets of Taiwan. Each item on the menu, from the bao to the rice bowls to the noodle soups, is a symphony of textures and aromas with a unique and innovative approach. My suggestion is that you try this reinvented burger, whether it’s pork, tofu, chicken or even crab tempura. As a good lover of noodles, I couldn’t fail to suggest the danzai noodle soup, with minced braised pork belly, pork broth, prawns, garlic and spring onions.

Kanpai Downtown

Rua de Mouzinho da Silveira 298, 4000-069

Kanpai_02 A trip to Asia without leaving Invicta: 5 Asian restaurants you really must try Last but not least, a trip to Asia isn’t complete without tasting good sushi, right? For lovers of sashimi, temaki or hot rolls, this is the go-to restaurant to transcend borders and be transported, through the palate, to the bustling streets of Tokyo. The minimalistic décor draws your attention to detail and provides a setting that is as immersive as each dish on the menu. My recommendation is to order the Kanpai festival, which includes a tasting of four Japanese entrées, a salmon and cream cheese temaki and a chef’s choice selection of sushi and sashimi. Another good option is the executive menu, available for lunch only, from Monday to Friday, except on public holidays.

Heatbit: Innovative Heating Technology Revolutionizes Energy Consumption and Rewards Users

In a recent interview with Alex Busarov, the founder of Heatbit, a pioneering heating technology unveiled a transformative approach to home and office heating. Departing from conventional methods that use heating coils, this innovative system employs silicon chips to convert electric energy into heat while simultaneously performing complex computations. “The technology’s unique ability to merge heating and computing processes opens doors to diverse applications, including AI model training, video editing, and even Bitcoin mining”.

1 Heatbit: Innovative Heating Technology Revolutionizes Energy Consumption and Rewards UsersAlex explains that “users, much like with traditional heaters, experience the comfort of warmth in their spaces. However, the groundbreaking aspect lies in the rewards users receive for the valuable computations performed”. Whether engaged in Bitcoin mining or AI training, users stand to benefit financially, potentially offsetting up to 50% of their electricity bills.

As the conversation unfolds, the economic model of the technology becomes clearer. Alex delves into specifics, revealing that the system returns a portion of the energy costs in the form of Bitcoin, emphasizing that for each kilowatt-hour spent at a rate of $0.15, users may receive Bitcoin worth $0.075. “Notably, this return model is specific to the Bitcoin mining functionality of the technology”.

Beyond Bitcoin mining, the technology proves versatile, with the capacity to generate AI models and perform various valuable computations. Alex sheds light on the Heatbit’s journey, “from proof-of-concept products to the current fully rebuilt iteration, emphasizing features such as a touchscreen interface and a user-friendly design”.

In addressing concerns about energy consumption, Alex highlights the societal impact of increased computing demands and underscores the technology’s role in mitigating this challenge. The company’s global operations, with design and research in Europe, chip manufacturing in Korea, and assembly in China, further emphasize the technology’s reach and impact.

The interview concludes with insights into the founder’s role, the team’s expertise, and the challenges faced during product development. “With a focus on reducing overall energy consumption, the technology emerges as a game-changer in the heating industry, offering users not just warmth but also a pathway to actively participate in valuable computational processes”.

WebSummit: número recorde de startups, 43% de mulheres e 70.236 participantes

70.236 participantes de 153 países

A WebSummit reuniu 70.236 participantes de todo o mundo na Altice Arena, em Lisboa, para discutir e debater ideias para o futuro, num encontro de CEOs, investidores, media, tomadores de decisão e criativos num total de 1.180 reuniões entre investidores e startups, 70 masterclasses, 17 rondas de competições PITCH, 25 eventos noturnos e festas do Night Summit pelos bairros de Lisboa.

Katherine Maher, CEO da WebSummit, subiu ao palco da Altice Arena, na noite de abertura do evento, diante de uma plateia de 11.000 pessoas: “Ao longo da última década, à medida que a WebSummit cresceu, reunimos dezenas de milhares de pessoas que usaram esta semana em Lisboa como um trampolim para realizar acontecimentos notáveis – lançar empresas, encontrar investidores, revelar projetos, avançar com uma visão do mundo que vale a pena debater”.

Com a nova líder desta organização incrivelmente dedicada e defensora, de longa data, da tecnologia como uma força motriz para o bem da humanidade e da sociedade, a “Web Summit continua a ser o lugar mais importante para reunir e conectar pessoas e promover conversas críticas sobre tecnologia, sociedade e inovação.”

2.608 startups de 93 países.

Um recorde de 2.608 startups de 93 países apresentou as suas inovações e os negócios do futuro durante três dias. Estas empresas promissoras foram escolhidas entre milhares de candidatos e representam mais de 30 indústrias diferentes. Mais de 250 startups participaram na WebSummit como parte do programa Impact – startups que trabalham para ter um impacto positivo nas suas comunidades, indústrias e ecossistemas. As indústrias mais representadas entre as startups incluem SaaS, IA/ML (Inteligência Artificial e Machine Learning), tecnologia de saúde e bem-estar, Fintech e serviços financeiros, sustentabilidade e Cleantech.

Mulheres na tecnologia

43% de todos os participantes foram mulheres e mais de 38% dos oradores também foram mulheres – a maior percentagem de sempre. As fundadoras representam quase um terço de todos os fundadores de startups em exposição.

Centro Nacional de Cibersegurança alerta para o aumento de ciberespionagem

Na sua quarta edição, o Relatório Riscos e Conflitos 2023 destaca que o ano de 2022 ficou marcado pela “persistência de atividades relacionadas com campanhas de ciberespionagem no ciberespaço de interesse nacional”. Segundo o relatório publicado pelo Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), “houve um crescimento quantitativo e qualitativo” deste fenómeno, “o que tende a tornar as consequências sobre as vítimas mais gravosas”.

O documento analisado pela TejoMag revela que “a guerra da Ucrânia ajudou a definir um cenário de antagonismo entre geografias e quadros políticos consoante os posicionamentos relativamente ao conflito”. Neste contexto, explica, “Portugal foi alvo de operações que ameaçaram comprometer a informação privilegiada, particularmente no que diz respeito a interesses nacionais e organizações bilaterais e multilaterais das quais Portugal faz parte”. De acordo com o relatório, “enquanto a guerra na Ucrânia não terminar, prevê-se que este cenário se mantenha e possa mesmo agudizar-se”.

Atores estatais entre os principais responsáveis

O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) destaca que a prática de ciberespionagem é frequentemente realizada por atores estatais, muitas vezes associados ao spear phishing, um tipo de ataque direcionado a “vítimas específicas”, como responsáveis do Estado ou operadores de serviços essenciais. “Os ataques de ransomware (sequestro de dados para obtenção de um resgate pela sua devolução) tendem a ser realizados por cibercriminosos extorsionistas, mas existem grupos deste tipo associados a alguns Estados, que são acionados a título de ação disruptiva e a coberto de falsa bandeira”, alerta.

Questionado sobre o assunto, o CNCS informa que o relatório “apresenta a informação mais detalhada possível sobre operações, vítimas e agentes de ameaça”. A TejoMag também contactou o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa – uma das entidades parceiras do CNCS – para saber quais são os principais atores estatais por detrás desses ataques, bem como o conteúdo e a substância dessas operações, mas não obteve resposta.

O CNCS antecipou que, em 2023, os atores estatais continuassem a representar uma ameaça significativa, ocupando o segundo lugar no ranking de ameaças cibernéticas, logo atrás dos cibercriminosos, cujo principal objetivo é o lucro económico. Consoante o relatório do CNCS, os atores estatais são “grupos com elevado nível de recursos e sofisticação pertencentes à estrutura de Estados ou patrocinados por estes”. Os grupos, explica, “podem fazer parte de serviços de informações ou serem organizações criminosas com apoio de determinado Estado para a realização de acções maliciosas sobre um alvo”.

Como já aqui foi referido, as suas motivações tendem a estar ligadas às “estratégias geopolíticas dos Estados que representam, o que pode passar pela ciberespionagem, mas também pela cibersabotagem, a desinformação ou mesmo a procura de obtenção de ganhos económicos”. Em 2021, o jornal PÚBLICO identificou a China e a Rússia como países associados à ciberespionagem. Quando contactadas pelo referido jornal, nenhuma das respectivas embaixadas negou estar envolvida nos ataques que marcaram o ano de 2020, aos quais o artigo se refere.

Portugal acompanha a tendência

Este fenómeno não é novo e não se limita à realidade portuguesa. “Fora do conflito na Europa, outros atores hostis no ciberespaço, nomeadamente com apoio estatal, continuaram a manter uma atividade regular ao longo de 2022, sobretudo com ações de ciberespionagem nos domínios industrial, diplomático, militar, bem como de reconhecimento de infraestruturas críticas e de vigilância de opositores políticos”, lê-se no relatório do CNCS.

Um relatório publicado pela Agência Europeia para a Segurança das Redes e da Informação (ENISA) em 2018, citado no relatório do CNCS, destaca que “esta ameaça geralmente tem como alvo os setores industriais, as infraestruturas críticas e estratégicas em todo o mundo, incluindo entidades governamentais, transportes, provedores de telecomunicações, empresas de energia, hospitais e bancos”.

Na WebSummit conhecemos uma startup de Portugal e uma do Vietname

No segundo dia da WebSummit fomos conhecer duas startups de dois locais diferentes: Portugal e o Vietname. Procuramos conhecer os fundadores ou promotores e perceber as vantagens da WebSummit e quais as dificuldades que foram encontrando ao longo da sua jornada empreendedora.

Junto ao palco 13 é possível encontrar a startup Alpha (nomenclatura usada para designar empresas em fase embrionária ou a serem lançadas ao mercado) chamada Wander Gift, um marketplace onde pode comprar souvenirs únicos, autênticos e de produção local. A ideia é “deixar de comprar os ímanes Made in China e passar a comprar ao artesão local”, nas palavras de Ana Silvestre, uma das promotoras da Wander Gift. A proposta de valor, na óptica da Wander Gift, é muito simples. “Criamos uma fonte de receitas para todos porque a maior parte do dinheiro da venda vai para o artesão, mas há um parte que fica para nós e uma parte para o estabelecimento hoteleiro que promover ativamente a Wander Gift”. Todavia não são só os estabelecimentos hoteleiros que promovem a Wander Gift: “aqui na WebSummit já tivemos algumas vendas e o feedback de quem vê a Wander Gift pela primeira vez tem sido fantástico”. Os próximos passos passam pela “prova de conceito do marketplace e, se correr bem, vamos construir uma plataforma tecnológica de raiz”.

Também perto do palco 13, numa banca muito discreta, é possível encontrar Raghav Sheika que veio do Vietnam para promover a sua startup Beta (empresas que já se encontram no mercado e já realizaram mais de 1 milhão de dólares em financiamento) chamada Relia. “Não somos só uma consultora de IT: procuramos exportar os melhores talentos do Vietname mas também assegurar que estas pessoas são valorizadas ao longo da sua carreira”. A participação na WebSummit era um desejo desde 2020 mas “a pandemia atingiu fortemente o Vietname e não nos permitiu sair do país mas fez crescer imenso o nosso negócio”. Raghav quer explorar mais Portugal, “um país maravilhoso e com pessoas super simpáticas” e conta vir às próximas edições da WebSummit pois já angariou alguns clientes.