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Saiba como prevenir a maioria dos AVC

O acidente vascular cerebral (AVC) continua a ser uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. Em resposta a este problema crescente, a Stroke Association divulgou novas orientações focadas na prevenção de AVCs, com dicas práticas e baseadas em evidências que podem ajudar a reduzir significativamente o risco de sofrer um AVC.

A hipertensão é um dos principais fatores de risco para AVC. Controlar a pressão arterial, seja com medicação ou através de mudanças no estilo de vida, como reduzir o consumo de sal e praticar exercícios físicos, é essencial para prevenir um acidente vascular cerebral. Monitorizar regularmente a pressão arterial pode ser uma forma eficaz de evitar complicações futuras.

Ter níveis elevados de colesterol aumenta o risco de entupimento das artérias, o que pode provocar um AVC. A adoção de uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais e gorduras saudáveis, ajuda a manter os níveis de colesterol controlados. O uso de medicamentos, como estatinas, também pode ser recomendado para pessoas com alto risco cardiovascular.

O perigo de fumar e beber álcool

Fumar e consumir álcool em excesso estão fortemente associados a um maior risco de AVC. O tabagismo danifica os vasos sanguíneos, enquanto o álcool pode aumentar a pressão arterial. Abandonar estes hábitos melhora consideravelmente a saúde cardiovascular e reduz o risco de doenças relacionadas, como AVC.

Exercícios regulares ajudam a manter o coração saudável e podem reduzir o risco de AVC. A recomendação é realizar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, como caminhar ou andar de bicicleta.

Prevenir um AVC está ao alcance de todos com algumas mudanças simples no estilo de vida. Manter a pressão arterial e o colesterol sob controlo, abandonar hábitos prejudiciais como fumar, e adotar uma rotina ativa são medidas essenciais. A implementação dessas orientações pode fazer uma enorme diferença na redução do risco de acidente vascular cerebral.

Novo teste de sangue pode prever doenças cardíacas com 30 anos de antecedência

Uma nova abordagem na análise ao sangue pode revolucionar a forma como se prevê o risco de doenças cardíacas, nomeadamente ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais, permitindo uma deteção precoce com até 30 anos de antecedência. Os médicos sugerem que uma análise “tripla” ao sangue, que examina três biomarcadores diferentes, oferece uma previsão muito mais precisa dos riscos cardiovasculares futuros.

Tradicionalmente, o colesterol LDL tem sido o principal indicador usado pelos médicos para avaliar a vulnerabilidade a problemas cardíacos. No entanto, um estudo recente, publicado no The New England Journal of Medicine, vai além desta prática comum. Ao longo de três décadas, os investigadores analisaram, além do colesterol, dois outros biomarcadores importantes: a proteína C reativa (PCR), que aumenta em resposta à inflamação, e a lipoproteína(a), um tipo específico de gordura no corpo.

O que mostram os resultados

Os resultados do estudo mostram que a combinação de níveis elevados de colesterol, PCR de alta sensibilidade e lipoproteína(a) está fortemente associada à ocorrência de eventos cardiovasculares. As pessoas que apresentam altos níveis nestes três biomarcadores têm um risco significativamente aumentado de desenvolver doenças cardíacas.

O estudo foi conduzido com a participação de quase 30 mil mulheres americanas que foram acompanhadas durante 30 anos. Quando o estudo começou, na década de 1990, a média de idades das participantes era de 55 anos. Durante o período de acompanhamento, 13% das participantes sofreram um evento cardiovascular, como um ataque cardíaco ou um AVC.

As mulheres que apresentavam os níveis mais altos de lipoproteína(a) no início do estudo tiveram um risco 33% maior de desenvolver problemas cardiovasculares. Já aquelas com níveis elevados de PCR apresentaram um risco 70% superior. Quando estes dois biomarcadores foram analisados em conjunto com o colesterol, o risco aumentou dramaticamente, com as mulheres nas categorias mais altas das três medições apresentando mais de três vezes a probabilidade de desenvolver doenças cardíacas.

“Os médicos não vão tratar o que não analisam”

À NBC News, Paul Ridker, autor principal do estudo, enfatiza a importância de os médicos começarem a incluir esta análise tripla de biomarcadores em pacientes com 30 ou 40 anos. Explica que a deteção precoce destes fatores de risco, muitas vezes ignorados, pode permitir intervenções preventivas mais eficazes, reduzindo significativamente a incidência de doenças cardiovasculares crónicas. “Os médicos não vão tratar o que não analisam”, alerta.

Em última análise, o estudo sugere que, com a implementação desta análise ao sangue mais completa, muitas doenças cardiovasculares, que são em grande parte evitáveis, poderão ser prevenidas com maior eficácia.

Noites quentes de verão associadas a cada vez mais casos de AVC

O risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) aumenta significativamente com as noites quentes de verão. Assim, este aumento do risco foi destacado por uma investigação do centro de pesquisa Helmholtz Munich, na Alemanha, que analisou as temperaturas noturnas e os casos de AVC registados em Augsburg ao longo de 15 anos.

Os investigadores descobriram que as temperaturas noturnas extremas estão associadas a um aumento estatisticamente significativo do risco de AVC. Pessoas idosas e mulheres são particularmente vulneráveis.. Alexandra Schneider, epidemiologista do Helmholtz Munich, explicou que se trata de um problema sério. “As alterações climáticas estão a causar um aumento mais rápido nas temperaturas nocturnas em comparação com as diurnas.”

Números de AVC em noites quentes dispararam

Assim, o estudo, que envolveu 11.037 casos de AVC no Hospital Universitário de Augsburgo entre 2006 e 2020, revelou um aumento de 7% no risco de AVC durante noites “tropicais”, definidas por temperaturas acima de 14,6 °C. Os dados mostraram um aumento dos incidentes de AVC ao longo do tempo.

De 2006 a 2012, noites quentes foram associadas a dois AVC adicionais por ano, enquanto de 2013 a 2020, essas noites resultaram em 33 casos adicionais por ano. Fatores como desidratação e acesso limitado ao ar condicionado podem contribuir para esse aumento.

Os investigadores sugerem medidas preventivas, como maior cobertura de pessoal hospitalar em noites quentes e sensibilização das comunidades. Além disso, esforços para mitigar o efeito das ilhas de calor urbano, como a plantação de árvores, são essenciais.