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Slashing, a nova tendência do mercado de trabalho

Há uma nova tendência a emergir no setor dos recursos humanos que promete trazer novidades: o slashing. Ao desafiar as noções tradicionais de carreira, permite aos profissionais explorar múltiplas paixões e fontes de rendimento simultaneamente.

O slashing refere-se, então, à prática de combinar duas ou mais carreiras distintas para criar um portfólio profissional mais diverso. Este conceito tem ganho especial destaque entre os jovens que procuram maior liberdade e flexibilidade no mundo do trabalho.

Os slashers são profissionais que não se enquadram na definição convencional de carreira. Em vez disso, optam por apostar em múltiplos talentos e fontes de rendimento, muitas vezes através de trabalho temporário, do freelance e de empregos a tempo parcial.

“Esta abordagem permite-lhes explorar os seus interesses e as suas skills, assim como associá-los ao trabalho. Embora ofereça inúmeros benefícios, que incluem a polivalência, a flexibilidade horária e a segurança financeira, esta forma de trabalho também apresenta desafios únicos”, clarifica Rui Rocheta, Chief Regional Officer Southwestern Europe & Latam da Gi Group Holding.

Os ricos do slashing

Os slashers têm de equilibrar múltiplas atividades e evitar o burnout devido à carga de trabalho adicional. Além disso, podem encontrar resistência por parte de potenciais clientes ou empregadores que questionam o seu compromisso com cada uma das suas atividades.

De qualquer modo, considerando a instabilidade verificada na economia global, o slashing continua a ser uma opção atraente para muitos profissionais. Num mundo cada vez mais orientado para a economia freelance e para as novas tecnologias, os slashers estão bem posicionados para se adaptarem e prosperarem. “Com a procura por competências diversificadas, este grupo de pessoas tem a oportunidade de se destacar no mercado de trabalho do futuro”, completa o especialista.

À medida que o mundo do trabalho continua a evoluir, o slashing representa uma abordagem inovadora e dinâmica para a construção de uma carreira. Com uma mentalidade de aprendizagem contínua e adaptação às mudanças, estão preparados para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que o futuro traz.

Morreram 19 CEOs de burnout em 2023 e situação preocupa em Portugal

No ano passado, 1914 CEOs em todo o mundo deixaram os seus cargos de liderança, revela um estudo da Challenger, Gray & Christmas, empresa que monitoriza a rotatividade de executivos. Este número é o mais alto registado desde 2002, quando a consultora começou a analisar o comportamento dos CEOs. De acordo com a mesma nota, 19 desses líderes morreram devido a burnout.

Trata-se de um sintoma grave da pressão excessiva e da dificuldade em conciliar a vida pessoal e profissional. A situação exige uma reflexão profunda sobre o papel do CEO no mundo moderno e a necessidade de encontrar um equilíbrio saudável entre as diferentes áreas da vida.

O burnout em Portugal

Portugal destaca-se na Europa em termos de esgotamento, com cerca de três milhões de pessoas afetadas. Este problema acarreta custos significativos para o Estado, estimados em 600 mil milhões de euros anuais. A conferência “Handle With Care – The Power of Fragility to Lead the New World”, que se realizou em Cascais, deu conta de números alarmantes.

  • 49% dos CEOs reportam sintomas de doenças mentais;
  • 75% considerariam trocar de emprego por um com melhores medidas de bem-estar e saúde mental;
  • 72% dos fundadores de startups também sofrem com problemas de saúde mental;

Saiba o que é o rust out, o novo burnout

O termo “rust out” está a ganhar destaque no contexto profissional e, de acordo com especialistas, representa uma realidade crescente que merece atenção.

Enquanto o conhecido “burnout” é resultado da incapacidade de gerir o stress crónico no local de trabalho, o “rust out” é muitas vezes considerado como o “primo aborrecido” desse esgotamento.

Este manifesta-se através de uma falta de motivação para enfrentar projetos com a mesma energia de outrora, potenciais irritações com colegas e a sensação de que a rotina se tornou monótona. É como se alguém se sentisse enferrujado, tendo perdido o entusiasmo pelo trabalho.

Este fenómeno pode afetar tanto a vida profissional como a pessoal, deixando as pessoas com uma sensação de paralisia e infelicidade. De acordo com a coach Emily Button-Lynham, emd eclarações ao Harper’s Bazaar, é especialmente entre as mulheres profissionais de alto desempenho que o “rust out” parece estar a ganhar terreno.

Estudos revelam que as mulheres muitas vezes sentem que precisam de se esforçar mais do que os homens para progredirem nas suas carreiras, o que pode gerar um sentimento de injustiça e desmotivação.

O que fazer?

Para lidar com o “rust out”, especialistas recomendam começar por desenvolver a autoconsciência. É importante dedicar tempo para ligar-se às suas emoções e pensamentos, identificando padrões ou temas que surgem com frequência.

Este processo pode permitir que as pessoas reconheçam os sinais precoces do “rust out” e tomem medidas para reverter essa situação. Ao invés de encarar o “rust out” como um problema, é possível encará-lo como um sinal de alerta necessário, uma oportunidade para repensar e revitalizar a carreira.

Num mundo em constante evolução, a atenção ao bem-estar emocional e ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal é crucial. O “rust out” é uma realidade que merece a nossa atenção, pois afeta não apenas a produtividade no local de trabalho, mas também a qualidade de vida das pessoas.