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As imagens do “cometa do século” vistas de Portugal

Foi um acontecimento no mínimo espetacular para os amantes de astronomia. No dia 13 de outubro, Portugal pôde testemunhar “de perto” a passagem de um cometa. O corpo celeste “C/2023 A3 Tsuchinshan-ATLAS”, passou a sensivelmente 80 milhões de quilómetros de distância da Terra. 

Dessa forma, foi possível observar o cometa a olho nu entre as 19h35 e um pouco antes das 20h00, nomeadamente nas áreas de mais baixa luminosidade. Ainda assim, para os mais atentos, foi possível testemunhar o fenómeno, que só volta a repetir-se daqui a centenas de milhares de anos. Alguns especialistas apostam na teoria de que a aproximação nunca mais volta a acontecer.

Foi, aliás, a única oportunidade para ver o cometa a olho nu. Nos próximos dias, ainda será possível fazê-lo, mas só com recurso a telescópios.

Veja aqui algumas imagens do cometa, partilhadas nas redes sociais pela @MeteoTrasMontPT, de Márcio Santos.

https://twitter.com/MeteoTrasMontPT/status/1845549291928264899

https://twitter.com/MeteoTrasMontPT/status/1845581165144551673

https://twitter.com/MeteoTrasMontPT/status/1845547404399194314

https://twitter.com/MeteoTrasMontPT/status/1845539203993497801

“Cometa do Século” visto no mundo

Já antes, o corpo celeste visto e fotografado a leste dos Estados Unidos. Algumas imagens divulgadas pela agência Reuters, mostram o cometa a sobrevoar os céus da Califórnia. 

O cometa “C/2023 A3 Tsuchinshan-ATLAS” foi detetado no espaço, pela primeira vez, em fevereiro do ano passado pelos telescópios chineses da Tsuchinshan. A existência do corpo celeste foi depois confirmada pelo telescópio sul-africano da ATLAS

Assim, depois da curta passagem pela Terra, o cometa continuará o seu percurso pelo sistema solar, podendo aproximar-se de outros planetas ou satélites naturais. Os cometas são corpos celestes formados por gelo, poeiras e pequenos fragmentos ou partículas rochosas. Dessa forma, tornam-se visíveis ao aproximarem-se do Sol.

Recentemente, Portugal testemunhou a passagem de um meteoro. Ainda se lembra?

Imagem: Hernani Cavaco, partilhada por @MeteoTrasMontPT

O que se sabe sobre o meteoro que atravessou Portugal?

A passagem de um meteoro pelos céus de Portugal não passou despercebida a quem estava na rua. Muitos assustaram-se, outros ficaram surpreendidos e, naturalmente, houve quem conseguisse gravar o momento. Aliás, o clarão e o rasto de luz formados pelo fenómeno devolveram o dia durante alguns segundos a quase todo o país.

Faltavam poucos minutos para a meia-noite em Portugal continental. A rocha espacial irrompeu a atmosfera na cidade espanhola de Badajoz a 166 mil quilómetros por hora (45 km/segundo) e 122 quilómetros de altitude. Dada a velocidade, a passagem pelos céus durou apenas alguns segundos

A “explosão” vista no final dos vídeos publicados não é nada mais que a fase final da desfragmentação do objeto. Aconteceu a 55 quilómetros de altitude e o meteoro acabou por cair no Oceano Atlântico

Meteoro ou meteorito?

A dúvida surge de imediato. Especialistas ouvidos por vários jornais explicam que se tratou de um meteoro (chamado, em primeiro lugar, de “meteoróide” antes de entrar na atmosfera). Assim, a designação “meteorito” é atribuída apenas quando as rochas espaciais atingem o solo, antes de se desintegrarem por completo. Não foi o que aconteceu.

No entanto, foi um meteoro que atravessou os céus de Portugal, dado que o objeto acabou consumido pela atmosfera. Acontece através do atrito provocado pelo ar na rocha espacial. Quanto à magnitude, é classificada como “intermediária”.

Além disso, a Agência Espacial Portuguesa explica à SIC que os detritos do meteoro acabaram por ser projetados para o mar, já acima do norte de Portugal. Por isso, fica descartada qualquer queda de meteoritos em terra.

O significado do clarão do meteoro

Ao Público, o diretor do Planetário – Casa da Ciência de Braga explica que a luminosidade de um fenómeno deste género nada tem que ver com o tamanho do objeto. Aliás, a explicação está na densidade, que determina a intensidade. Já o efeito de luz do rasto é explicado pela composição.

No caso observado, a cor predominante registada foi azul. Segundo João Vieira, a rocha espacial teria magnésio na sua composição. Quanto ao tamanho, não será possível apurar.

A eventual queda em Castro Daire

Os especialistas dizem que não caiu nada em Castro Daire e aconselham mesmo a que se evite procurar o objeto, já que, por um lado, é quase certo que caiu no oceano Atlântico e, por outro, seria muito difícil encontrá-lo se caísse em terra.

A vila do distrito de Viseu surgiu como um eventual ponto de queda uma vez que foi de lá que partiram os primeiros alertas para as autoridades. O primeiro relato dava conta da queda de um objeto na serra de Montemuro. Aliás, chegaram a ser realizadas buscas, mas sem sucesso.

 

Imagem partilhada no @InformaCosmos no “X”