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CNE esclarece que cada voto será respeitado nas eleições

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) garante que as mesas de voto vão funcionar normalmente em todo o país no dia 10 de março, data em que os portugueses voltam a ser chamados a votar para as eleições legislativas antecipadas.

Num curto comunicado, a CNE esclarece que no seguimento das várias questões levantadas sobre o funcionamento das mesas, “o voto de cada cidadão vai contar exatamente como ele escolheu”. 

“As mesas de voto são compostas por cidadãos indicados por todos os partidos ou coligações que concorrem à eleição. A CNE intervém sempre que tenha conhecimento de situações em que não esteja garantida a pluralidade na composição das mesas de voto”, explica.

Sobre o sistema eleitoral, acrescenta ainda que se caracteriza por uma ampla participação dos partidos e dos cidadãos. “Estas características constituem a razão última para que, nos 50 anos vividos em democracia, nenhum resultado eleitoral tenha sido globalmente contestado.”, conclui.

 

A “piada de mau gosto” que levou ao esclarecimento sobre eleições

Em causa está uma polémica que envolve um militante do Bloco de Esquerda (BE) do círculo eleitoral de Aveiro que, através das redes sociais, prometeu anular os votos que pertencessem ao Chega e à Aliança Democrática. A pessoa em questão tinha sido indicada pelo BE para estar presente na mesa no dia das eleições.

O partido liderado por Mariana Mortágua solicitou depois ao responsável que apagasse a publicação e pedisse dispensa da mesa de voto onde iria colaborar. O Bloco de Esquerda fala numa “piada de mau gosto”.

O Presidente do Chega, André Ventura, admitiu fazer uma participação sobre o caso e chegou a pedir a demissão do porta-voz da CNE.

Legislativas: É ilegal publicar fotos do boletim de voto preenchido?

São cada vez mais os portugueses que, no momento de exercer o direito de voto, publicam fotografias ou divulgam textos sobre o assunto através das redes sociais. Muitos desses posts são acompanhados com imagens dos respetivos boletins de voto. Alguns até aparecem já preenchidos com a cruz numa das forças políticas concorrentes às legislativas ou com mensagens, ilustrações ou com as opções de voto rasuradas. Nestes últimos casos, o voto torna-se nulo no momento da contagem.

É nesta ocasião que surge uma dúvida: é ilegal publicar fotografias do boletim de voto já preenchido nas redes sociais? A dúvida foi esclarecida numa das mais recentes edições do Polígrafo SIC, depois de divulgada uma imagem com um boletim de voto, por ocasião do voto antecipado no estrangeiro.

Na prática, não é ilegal. Mas depende.

Segundo o Código Penal, é proibido tomar conhecimento ou divulgar o sentido de voto de outra pessoa. Sendo secreto, ninguém está obrigado a revelar em quem vota. A violação do segredo de escrutínio pode ser punida “com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias”. 

Neste caso avaliado pelo Polígrafo SIC, como se tratava de um voto exercido antecipadamente, não existiu qualquer violação. Até porque foi a pessoa que decidiu revelar o próprio sentido de voto.

Ou seja, se alguém decidir revelar o sentido de voto não está a cometer infração ou crime. Não. A menos que o faça em determinados dias. Quais?

O esclarecimento da Comissão de Eleições. Legislativas a caminho.

Revelar livremente o voto através de uma publicação nas redes sociais, por exemplo, não é permitido em pleno. Em declarações à SIC, a Comissão Nacional de Eleições (CNE), que fará uma vez mais a monitorização das legislativas deste ano, explica que é proibido divulgar o sentido voto no dia de reflexão ou no dia oficial de ida às urnas (neste caso, a 9 ou 10 de março). 

 

Legislativas: Abertas inscrições para o voto antecipado

Já estão abertas as inscrições para o voto antecipado em mobilidade. Para quem não tem disponibilidade para votar no dia 10 de março, esta é a única oportunidade para exercer o direito constitucional antes da data oficial das eleições.

As urnas vão abrir no dia 3 de março, uma semana antes da data do sufrágio, das 8h00 às 19h00. Mas atenção: é obrigatório realizar uma inscrição.

O voto antecipado em mobilidade pode ser requerido por todos os cidadãos recenseados em Portugal (incluindo regiões autónomas) e não é necessária qualquer justificação para o pedido. As inscrições encerram a 29 de fevereiro. Nas últiumas legislativas, 285.848 eleitores votaram antecipadamente.

Como funciona o voto antecipado em mobilidade?

O voto antecipado pode ser pedido online (no portal votoantecipado.pt) ou através do envio de uma carta para a Secretaria Geral da Administração Interna, para que seja recebido pelos serviços até à data limite.

Por carta: Deverá ser indicado o nome completo, a data de nascimento, o número de identificação civil, a morada e a mesa onde pretende votar. Além disso, deve ser indicado o endereço eletrónico e o número de telemóvel do requerente.

A forma mais fácil de realizar a inscrição no voto antecipado é através da internet. O processo é feito através de uma plataforma própria, na qual deverá ser indicado o número de identificação civil e a data de nascimento.

antecipado1 Legislativas: Abertas inscrições para o voto antecipado

Depois, o utilizador é encaminhado para uma segunda página onde poderá escolher o distrito e o concelho onde deseja votar. Caso haja mais que uma mesa de voto disponível, será mais uma opção a ter em conta.

antecipado2 Legislativas: Abertas inscrições para o voto antecipado

Quase a terminar, é necessário confirmar os dados pessoais, o posto de recenseamento eleitoral e, por fim, o local escolhido para exercer o voto antecipado. É nesta fase que é solicitado o endereço eletrónico e o número de telemóvel. 

antecipado3 Legislativas: Abertas inscrições para o voto antecipado

O portal envia, por fim, uma mensagem com um código de validação e deve inseri-lo no campo onde é pedido.

É recebido depois um comprovativo que deve ser apresentado na mesa de voto onde será exercido o direito de voto antecipadamente, junto com o Cartão de Cidadão (ou outro documento que contenha nome completo, fotografia atualizada e data de nascimento).

O voto em mobilidade conta para onde?

Mesmo que o direito de voto seja exercido num local diferente e distante do posto de recenseamento, o voto dos eleitores contará para o círculo eleitoral em que estão registados. Por exemplo: um cidadão do distrito de Santarém que decida votar em Lisboa, verá o seu voto contar para o círculo eleitoral de Santarém que, este ano, elege 9 deputados para a Assembleia da República.

Inscrevi-me e não compareci. Perco o direito ao voto?

Não perde. Caso não compareça no local escolhido no dia 3 de março, poderá votar no local de recenseamento no dia oficial das eleições. Esgotada a oportunidade de votar antecipadamente em mobilidade, fica indicado novamente a votar no posto em que está recenseado.

Legislativas: Saiba como, quando e onde pode votar antecipadamente

Com as eleições legislativas marcadas para dia 10 de março, regressa a possibilidade de votar antecipadamente em mobilidade, quer seja em território nacional ou no estrangeiro. Na prática, significa que os portugueses continuam a ter direito a votar caso se encontrem fora do local de recenseamento eleitoral. Porém, há regras e datas já definidas pela Comissão Nacional de Eleições.

A legislação portuguesa prevê o direito ao voto antecipado para os cidadãos em mobilidade dentro ou fora de território nacional, para quem se encontra internado num hospital ou para os reclusos em estabelecimentos prisionais. 

 

Voto antecipado em mobilidade dentro de Portugal

Segundo o Portal do Eleitor, o voto antecipado em mobilidade dentro do país pode ser exercido no sétimo dia anterior ao das eleições. No caso das legislativas de 2024, o voto antecipado realiza-se a 3 de março. Mas atenção: é necessário inscrever-se.

“Existirá uma mesa de voto antecipado em cada município do continente e das Regiões Autónomas. Para tal, deverá efetuar o seu requerimento para votar antecipadamente, através da Plataforma Eletrónica​ ou por via postal à administração eleitoral da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, entre o 14.º e o 10.º dia anterior ao dia da eleição.”

As inscrições para o voto antecipado em mobilidade dentro de Portugal estarão disponíveis entre os dias 25 e 29 de fevereiro. No portal exclusivamente dedicado ao Voto Antecipado, têm de ser preenchidos corretamente os parâmetros e confirmar o pedido. No final, será disponibilizado um comprovativo a apresentar na mesa de voto escolhida para votar.

Voto antecipado fora de território nacional

“Se está inscrito no recenseamento eleitoral português em território nacional e se encontra deslocado no estrangeiro, por imperativo decorrente de funções profissionais, ou em tratamento, e por esse motivo está impedido de se deslocar à assembleia de voto no dia da eleição, pode votar nas representações diplomáticas, consulares ou nas delegações externas das instituições públicas portuguesas, previamente definidas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, entre o 12.º e o 10.º dia anteriores ao dia da eleição.

O voto antecipado em mobilidade no estrangeiro realiza-se entre os dias 27 e 29 de fevereiro. Confira aqui os locais onde o poderá fazer.

 

Inscrevi-me no voto antecipado e não compareci. E agora?

No caso dos eleitores que se inscreveram para votar antecipadamente em mobilidade e não conseguiram comparecer na mesa de voto que escolheram previamente, ficam obrigados a votar no posto em que estão recenseados no dia da eleição em causa.

Não sei qual é o meu local de recenseamento

É uma dúvida comum a muitos portugueses e pode ser desfeita em menos de um minuto. Para saber qual o local de recenseamento, é necessário enviar uma mensagem (gratuita) para o número 3838 com as seguintes palavras:

– RE (ESPAÇO) Nº Cartão de Cidadão (ESPAÇO) Data de Nascimento (ANO/MÊS/DIA)

É enviada de imediato uma mensagem do remetente ‘REleitoral’ na qual aparece o nome completo e o respetivo posto de recenseamento (Distrito – Concelho – Freguesia).

 

O paradoxo da liberdade

Ao passarem 49 anos sobre a revolução do 25 de Abril e sobre os 48 anos das eleições para a assembleia constituinte é tempo de refletir sobre o estado do regime democrático, mas também da sociedade em Portugal.

Ao aproximarmo-nos de 50 anos de democracia plena notamos que Portugal é, atualmente, um país em convergência com os índices de desenvolvimento das nações mais desenvolvidas economicamente e socialmente no mundo.

No entanto, durante estes últimos 49 anos, a história do desenvolvimento económico, social e material confunde-se com a história similar da Europa Ocidental e principalmente da União Europeia.

Não nos podemos esquecer que o 25 de Abril, trouxe consigo a independência das antigas Províncias Ultramarinas, por muitos chamadas de colónias, levando à perda de grandes proveitos económicos que as explorações destes territórios traziam a Portugal, e à rápida “reinstalação” de milhões de portugueses no território do Portugal europeu. Uma situação destas fez com que Portugal entre o final da década de 70 e o início da década de 80 enfrentasse um sério risco de bancarrota, o que acelerou a necessidade de entrar na União Europeia, situação que se constatou em 1986 e que abriu a possibilidade e necessidade de entrar no espaço Schengen no início dos anos 90 e na moeda única europeia no dealbar do novo milénio.

Como consequência dessa aproximação aos restantes países da Europa, Portugal obteve um forte desenvolvimento económico, sobretudo ao nível das infraestruturas. No entanto, no campo financeiro nem tudo é maravilhoso. Se utilizarmos alguns dos dados estatísticos da plataforma PORDATA e realizarmos alguns cálculos com os mesmos, verificamos que de 1985 até ao momento, a taxa de inflação média anual é de 4,55 %, (bem mais baixo do que os 8,47 % se fizermos o cálculo de 1974 a 2022), no entanto, a percentagem média de crescimento do rendimento médio bruto anual do trabalhador português de 1985 ao momento é de 2,33 %. Ou seja, pelo menos desde a adesão de Portugal à União Europeia até ao momento, o cidadão português vem perdendo poder de compra. No entanto, não podemos dizer que é uma consequência negativa da democratização da sociedade portuguesa, visto não termos dados para fazer semelhante comparação em períodos anteriores.

Não obstante, o 25 de abril foi um dos marcos mais significativos da história de Portugal, um país e nação que se aproxima a passos largos para os 900 anos de existência.

Trata-se de uma data histórica, não só pela sua dimensão política como pela sua dimensão social.

Dimensão política porque instaurou um novo regime baseado numa nova Constituição (a de 1976). Um novo regime ou sistema político, muito mais democrático e de acesso político do que os anteriores. Um regime onde passaram a existir eleições presidenciais, legislativas e autárquicas que não restringem ideais políticos, ao contrário do Estado Novo que não organizava eleições periodicamente, que aplicava uma pesada censura às ideologias políticas e que controlava ferozmente os resultados eleitorais levando a um regime parlamentar unipartidário no período salazarista e mais tarde a um regime parlamentar pluripartidário, muito segregacionista, durante o período marcelista.

E mesmo em comparação com os regimes da Primeira República e da Monarquia Constitucional, o acesso à vida política mudou radicalmente. Com o 25 de Abril, todo e qualquer cidadão maior de idade, sem deficiências ou incapacidades cognitivas, passou a ter direitos políticos, como o simples voto.

Nas questões sociais, são inegáveis os avanços que o 25 de Abril trouxe à população de Portugal, direitos como a greve ou a manifestação, o facto de não existir censura, de não existir uma polícia política, nem prisões políticas são avanços inegáveis.

Entretanto, passados 49 anos, a sociedade mudou e continua a mudar a um ritmo cada vez mais acelerado, fruto da evolução tecnológica exponencial e da evolução científica nas suas várias vertentes.

As exigências sociais são hoje maiores. Os níveis de bem-estar exigidos em 1974 parecem, por vezes, ser parcos face às necessidades do século XXI. Por outro lado, pilares da Revolução como o direito à saúde e à habitação, parecem hoje incompletos e em processo de retrocesso. A economia portuguesa parece estagnar e toda esta conjuntura faz com que ideologias políticas antiquadas e provenientes de regimes totalitaristas regressem em força. Para isso, ajudam também as influências similares vindas dos países vizinhos e próximos geograficamente.

Poderíamos com tudo isto dizer que a culpa é do partido A ou partido B ou dos principais partidos que têm legislado o país durante estas quase cinco décadas. Mas na realidade, a verdade ou parte dela é muito mais complexa.

Passados 49 anos e mesmo com um índice de escolaridade média muito maior, os cidadãos continuam a não associar liberdade a responsabilidade.

Viver num regime democrático liberal, com direitos e garantias de liberdade é também aumentarmos o índice de responsabilidade individual.

Não raras vezes se ouve alguém dizer, “que os políticos isto ou aquilo” como se todos os cidadãos maiores de idade na posse das suas capacidades cognitivas não fossem também eles políticos.

Só o ato de votar, já é um ato político. E se nas últimas décadas o número de partidos e forças políticas aumentou grandemente, se o nível de escrutínio em campanhas políticas, debates, sessões de esclarecimento e outros aumentou, como pode a percentagem de abstenção continuar a crescer?

Será que a culpa é só daqueles que se candidatam aos cargos políticos e que exercem essas funções?

E já agora quantos portugueses e cidadãos de Portugal já participaram em consultas públicas ou em assembleias municipais ou de freguesia, ou puramente acompanham ao detalhe as ações do partido político em que votaram e que ajudaram a eleger um determinado deputado ou determinado vereador?

É devido a este afastamento exercido pelo cidadão comum, agente político (mas não possuidor de um cargo político), face aos órgãos de decisão, que o país não progride tão rapidamente e tão sustentadamente como se esperaria ou desejaria.

É por este motivo que o cidadão comum também é responsável, culpado e não vítima como muitas vezes se tenta personificar. Esta incapacidade é, inclusivamente, o motivo pela manutenção de algumas práticas censórias invisíveis, que restringem indiretamente a liberdade de expressão sobretudo no mercado laboral, mesmo quase 50 anos após o fim do regime ditatorial do Estado Novo.

Mas o 25 de Abril não trouxe só mudanças políticas e económico-sociais, trouxe também alterações filosófico-sociais (se me permitem o abuso linguístico).

Viver em regimes ditatoriais é por vezes mais fácil em certas questões. A moral é só uma e indiscutível, a ética ou a deontologia é só uma e indiscutível, a verdade é só uma e indiscutível, a razão é só uma e indiscutível, e até o culpado não morre solteiro, mas fica casado em regime monogâmico e tradicional. No fundo, tudo é esquemático, lógico e facilmente entendível, facilitando certos padrões comportamentais e sociais.

Com a abertura da sociedade a direitos e deveres iguais, a uma igualdade entre estatutos, géneros e gerações, todos estes aspetos perdem a sua objetividade fria, e tornam-se em elementos alvos de uma subjetividade múltipla só ao alcance de pessoas com maior sensibilidade e esclarecimento social.

Julgo que é neste ponto que a sociedade portuguesa se encontra. Atualmente o que para uns é moral, para outros é imoral, e ninguém tem mais razão que o próximo, é tudo uma questão de compreensão do outro. A ética e a deontologia são hoje passíveis de discussão, embora nem sempre de obrigatória revisão e alteração.

A verdade não é sempre única, nem igual para todos, mas tal como no caso da moral, a verdade de uns não é melhor que a verdade de outros, é só diferente.

A culpa continua a não dever morrer solteira, mas o ato de encontrar o culpado deixou de ser tão vital, porque a culpa tornou-se muito complexa. Deixou de ser monogâmica e tradicional para se transformar em poligâmica e com muito mais níveis, categorias, intensidades e correlações de culpabilidade.

No fundo, a liberdade tão proclamada, festejada e desejada a 25 de abril de 1974 é hoje um paradoxo. Não deixou de ser um direito, um prazer e uma felicidade. Mas tornou-se similarmente, um dever, uma responsabilidade e uma complexidade mais profunda do que a sensibilidade e os limites de aceitação de muitos cidadãos permite.

Neste contexto, urgem duas questões.

O 25 de Abril está finalizado e completo? Não, pelo contrário. Está longe de estar terminado, nem nunca deverá ficar completo.

O 25 de Abril esgotou o seu projeto de sociedade e tornou-se numa utopia? A resposta está na capacidade que o cidadão tem de aumentar a sua sensibilidade e compreensão do outro e de aceitar a diferença e variedade.

Ao aproximarmo-nos do cinquentenário da Revolução do 25 de Abril de 1974, paira sobre Portugal e sobre os portugueses a questão final. Chega de democracia e liberdade ou vamos continuar a construir o projeto inacabável?