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Cérebro de pipoca, o fenómeno que deixa psicólogos em alerta

Se sente dificuldade em concentrar-se devido à incessante distração dos meios digitais, pode estar a sofrer do chamado “cérebro de pipoca“. Este termo, cunhado em 2011 pelo investigador David Levy da Universidade de Washington, descreve a tendência para a nossa atenção saltar rapidamente de uma coisa para outra, assemelhando-se ao processo de rebentar grãos de milho.

 

Um estudo revelou que 62,3% da população mundial está nas redes sociais, com uma média de utilização diária de 2 horas e 23 minutos no mês passado. Especialistas em saúde mental alertam para os efeitos nocivos desta constante estimulação digital.

Efeitos negativos

O uso excessivo das redes sociais e a navegação contínua por mensagens e alertas ativam uma pequena libertação de dopamina no cérebro, alimentando um ciclo vicioso de distração.

Para combater este fenómeno, é recomendado limitar o tempo de exposição à tecnologia, participar em atividades offline e fazer pausas para concentrar-se numa única tarefa. Estas medidas visam restaurar a capacidade do cérebro de se envolver profundamente e evitar os efeitos negativos do “cérebro de pipoca” nas interações sociais, bem-estar emocional e produtividade.

O impressionante benefício de fazer uma sesta todos os dias

Um estudo publicado na revista Sleep Health sugere que dormir uma sesta rápida durante o dia pode ajudar a retardar o envelhecimento do cérebro. A investigação, realizada por investigadores da University College London e da Universidade da República no Uruguai, analisou dados de mais de 378 mil pessoas com idades entre os 40 e os 69 anos.

Os investigadores descobriram que as pessoas que dormiam uma sesta com frequência tinham um volume total do cérebro maior do que as pessoas que não dormiam a sesta. A diferença foi equivalente a 2,6 a 6,5 anos de envelhecimento. “As nossas descobertas sugerem que, para algumas pessoas, as sestas curtas durante o dia podem ser uma parte do puzzle que pode ajudar a preservar a saúde do cérebro à medida que envelhecemos“, disse a Victoria Garfield, autora sénior do estudo.

Os benefícios da sesta

Os investigadores acreditam que a sesta pode ajudar a proteger o cérebro do envelhecimento através de vários mecanismos, incluindo:

► Aumentar a produção de proteínas que estimulam o crescimento e a regeneração neuronal;

► Reduzir a inflamação cerebral;

► Melhorar a função mitocondrial, que é essencial para a produção de energia nas células.

No entanto, também sublinham que o estudo foi realizado apenas com pessoas de ascendência europeia branca, pelo que os resultados podem não ser generalizados para outras etnias. Além disso, é importante notar que o estudo apenas encontrou uma associação entre a sesta e o volume do cérebro. Não é possível afirmar que a sesta seja a causa do maior volume cerebral.

Apesar destas limitações, os resultados do estudo são promissores e sugerem que a sesta pode ser uma estratégia útil para proteger a saúde cerebral à medida que envelhecemos.

Há um teste de ADN revolucionário capaz de identificar 18 tipos de cancro

O cancro é a principal causa de morte em todo o mundo, responsável por uma em cada seis óbitos. A deteção precoce pode melhorar significativamente os resultados. No entanto, os testes de rastreio existentes têm vários inconvenientes, incluindo a invasividade, o custo e os baixos níveis de precisão para as doenças em fase inicial.

No entanto, isso pode estar perto de mudar. Um grupo de investigadores norte-americanos desenvolveu um teste sanguíneo, chamado CancerSEEK, que pode detetar 18 tipos de cancro em fase inicial, representando todos os principais órgãos do corpo humano. Este analisa as proteínas no plasma sanguíneo e é superior a outros que dependem do ADN tumoral no sangue.

A equipa, da empresa americana de biotecnologia Novelna, afirma que o teste foi capaz de diferenciar as amostras de cancro das normais e até distinguir entre diferentes tipos de cancro “com elevada precisão”. A investigação também encontrou provas de que os sinais das proteínas do cancro podem ser específicos do sexo.

Os resultados

Os investigadores recolheram amostras de plasma sanguíneo de 440 pessoas diagnosticadas com 18 tipos diferentes de cancro e de 44 dadores de sangue saudáveis. A equipa identificou então proteínas que revelavam cancros em fase inicial e a sua origem no corpo.

Na fase I (a fase mais precoce do cancro) e com uma especificidade de 99%, os painéis da equipa foram capazes de identificar 93% dos cancros entre os homens e 84% dos cancros entre as mulheres. Os painéis de localização específicos para cada sexo eram constituídos por 150 proteínas e conseguiram identificar o tecido de origem da maioria dos cancros em mais de 80% dos casos.

A análise das proteínas plasmáticas mostrou também que quase todas elas estavam presentes em níveis muito baixos. Isto mostra a importância das proteínas de baixo nível para detetar doenças pré-cancerosas e em fase inicial, antes de um tumor ter tido tempo de causar danos substanciais.

Os investigadores concluem que os resultados são promissores e podem mesmo revolucionar as diretrizes de rastreio do cancro. No entanto, são necessários mais estudos para confirmar a eficácia do teste em grupos maiores de pessoas.

Novo antibiótico mostra-se promissor contra uma das bactérias mais nocivas ao ser humano

Um grupo de investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, identificaram uma classe completamente nova de antibióticos capazes de eliminar bactérias resistentes à maioria dos fármacos atuais.

O novo medicamento, chamado zosurabalpina, mostrou-se altamente eficaz contra a bactéria Acinetobacter baumannii (Crab) que é resistente aos atuais antibióticos e que tem uma alta taxa de mortalidade. Trata-se de um patógeno responsável por graves infeções urinárias, pulmonares e no sangue. A Organização Mundial da Saúde classifica-a como “prioridade número um” devido à crescente presença nos hospitais. Também os lares de idosos registam uma maior incidência nos últimos tempos.

Os antibióticos normalmente atravessam a parede celular que envolve as bactérias infeciosas e impedem o seu desenvolvimento. No entanto, o Crab é um desafio diferente já que possui uma parede celular dupla, característica descrita pelos microbiologistas como “gram negativa”. Isso significa que os antibióticos precisam de atravessar ambas as camadas, o que dificulta o sucesso.

Como funciona?

A zosurabalpina funciona de forma diferente dos carbapenémicos. Em vez de atacar a parede celular, bloqueia uma máquina molecular chamada LptB2FGC, que transporta uma toxina chamada lipopolissacarídeo da barreira interna para a externa da bactéria. Isso faz com que a toxina se acumule dentro das bactérias, causando a morte das células do Crab. Mas nem tudo são boas notícias.

Isto porque a zosurabalpina apenas tem capacidade para eliminar infeções causadas por esta bactéria em específico. Ou seja, os médicos teriam de realizar um diagnóstico preciso. Além disso, os investigadores explicam já ter observado algumas mutações na bactéria que reduziu a eficácia do antibiótico.

A zosurabalpina está agora na fase 1 dos ensaios clínicos para uso em pacientes infetados com Crab. Estes testes realizadosvão ajudar a identificar quaisquer efeitos secundários bem como a potencial toxicidade. O objetivo passa também por perceber se funciona tão bem em humanos como funcionou em ratos.

Estes são os principais fatores de risco de demência precoce

Recentemente, um estudo publicado no JAMA Neurology, conduzido pela Universidade de Exeter e Universidade de Maastricht, identificou fatores que podem desencadear casos precoces de demência, alguns surpreendentes.

A investigação analisou mais de 350 mil participantes com menos de 65 anos no Reino Unido para avaliar a demência de início precoce. Foram identificados 15 fatores comuns que contribuem para o desenvolvimento precoce da doença. Se alguns têm que ver com questões genéticas, muitos outros são modificáveis.

Os fatores de risco para a demência precoce

– Isolamento social
– Baixa escolaridade formal
– Estatuto socioeconómico inferior
– Ser portador de duas cópias do gene APOE (um marcador ligado ao risco de Alzheimer)
– Deficiência de vitamina D
– Deficiência auditiva
– Perturbação no consumo de álcool (consumo excessivo ou abstinência)
– Depressão
– Altos níveis de proteína C-reativa
– Fragilidade física
– Hipotensão ortostática (uma forma de pressão arterial baixa)
– Acidente vascular cerebral
– Diabetes
– Doença cardíaca

Embora alguns desses riscos não possam ser controlados – como fatores genéticos ou estatuto socioeconómico – a verdade é que há outros podem ser alterados por mudanças no estilo de vida. Para reduzir o risco de demência precoce, os especialistas sugerem fazer exercício físico regular. Uma simples caminhada de 10 minutos tem a capacidade de melhorar o humor, aumentar a energia e o estado de alerta mental. 

Também a alimentação assume um papel de suma importância. A dieta mediterrânea é a que reúne maior consenso entre os especialistas, que destacam vegetais de folhas verdes, salmão e mirtilos, ricos em vitaminas, ácidos graxos ómega-3 e antioxidantes com efeitos neuroprotetores.

Constantemente cansado? A Ciência tem a solução, é inusitada e demora 5 segundos

Uma especialista do sono revelou que cantarolar é uma forma eficaz de combater o cansaço graças a uma reação química que acontece no interior do corpo. A Dr.ª Nerina Ramlakhan explicou, em declarações ao The Guardian, que ao cantarolar com a boca fechada, o corpo produz naturalmente “óxido nítrico nas cavidades nasais, que é um anti-séptico, antiviral e anti-inflamatório”.

Estudos anteriores também confirmaram que este tipo de som tem realmente impacto e mostraram que pode mesmo reduzir a sensação de exaustão. “Depois de acabar de cantarolar, se inspirar imediatamente pelo nariz, pode absorver um pouco do óxido nítrico”, acrescenta Louis Ignarro, vencedor de um Prémio Nobel pela sua investigação sobre o óxido nítrico, ao Shape.

Só precisa de… 5 segundos

O professor de farmacologia molecular e médica da UCLA explicou que o este gás tem um papel vital na dilatação das vias respiratórias e na abertura dos vasos sanguíneos, permitindo assim que os pulmões recebam mais oxigénoo. Essa melhoria no fluxo sanguíneo é essencial para combater doenças, já que o óxido nítrico nos pulmões pode eliminar ou inibir o crescimento de várias bactérias, parasitas e vírus.

Tudo o que precisa são cinco segundos deste ‘zumbido’. Estes poucos segundos equivalem a 15 vezes mais óxido nítrico na cavidade nasal em comparação com cinco segundos de expiração tradicional. “Se fizermos 10 segundos de zumbido, todo o ar é trocado. Com a respiração normal, isso demora entre meia hora e uma hora”, aponta.

Além disso, as vibrações deste cantarolar têm um efeito redutor no stress. De acordo com Ramlakhan, essas pausas devem seguir o ritmo ultradiano, um ciclo de cerca de 90 minutos, permitindo uma reposição intermitente de energia.

Como cantarolar para aumentar a energia

  1. Encontre um local tranquilo onde possa cantarolar sem ser incomodado.
  2. Feche a boca e faça um som de zumbido, como se estivesse a cantarolar uma nota longa.
  3. Continue a fazer o som durante 5 a 10 segundos.
  4. Inspire pelo nariz para absorver o óxido nítrico.

Este medicamento já consegue eliminar reações alérgicas alimentares

Há uma nova esperança para aqueles que sofrem com alergias alimentares graves. O Xolair, conhecido como omalizumab, recebeu uma revisão prioritária da Food and Drug Administration (FDA) visando a sua utilização na redução de reações alérgicas, incluindo a anafilaxia, em pessoas com mais de 1 ano expostas acidentalmente a alérgenos.

 

Um estudo, que contou com com 165 jovens entre 1 e 17 anos, mostrou que aqueles que receberam injeções regulares – a cada duas semanas ou mensalmente – puderam ingerir quantidades maiores de amendoins, ovos, castanhas de caju e leite em comparação com os que receberam placebo.

Embora “as pessoas em tratamento com Xolair ainda precisem evitar os alimentos aos quais são alérgicas”, a injeção mostrou-se capaz de reduzir reações em pessoas alérgicas a amendoins e outros alérgenos comuns. Assim, se aprovado, o Xolair será o primeiro medicamento a diminuir reações a múltiplos alérgenos alimentares após exposição acidental, conforme dá conta o comunicado da empresa farmacêutica Roche Holding.

Medicamento já é utilizado para asma alérgica

“Apesar do peso significativo e crescente das alergias alimentares na saúde, os avanços no tratamento têm sido limitados”, apontou  Levi Garraway, diretor médico e responsável pelo desenvolvimento global de produtos da Roche.

As reações alérgicas podem variar de ‘simples’ problemas digestivos e urticária a condições graves como inchaço, tosse, pieira e até dificuldades respiratórias, podendo levar à anafilaxia, em que a pressão arterial cai drasticamente, as vias aéreas contraem-se e a garganta incha.

O Xolair já é um tratamento aprovado para asma alérgica persistente moderada a grave em pacientes com 6 anos ou mais, que não respondem a corticosteroides inalados, bem como para pessoas com urticária crónica ou rinossinusite crónica com pólipos nasais.

Dorme mal? A ciência acaba de descobrir os culpados

Um estudo publicado no Journal of Child Psychology and Psychiatry revelou que 30% das crianças têm dificuldades para adormecer ou ter um sono de qualidade devido a fatores genéticos. Investigadores do Instituto Neerlandês de Neurociências, em Amesterdão, analisaram 2.458 crianças e chegaram à conclusão de que as variantes genéticas têm impacto na qualidade e quantidade de sono.

A autora, Desana Kocevska, sublinha que crianças geneticamente predispostas à insónia demonstraram problemas de sono dos dois aos 15 anos. Alguns desses episódios incluíam dificuldades em adormecer, dormir menos do que a maioria das crianças durante o dia e/ou a noite e acordar frequentemente durante a noite.

No entanto, os autores alertam que há que ter em consideração que os comportamentos de sono foram relatados pelas mães das crianças e, como tal, podem ser influenciados por “percepções e expectativas maternas”. Os investigadores recuperaram ainda outras investigações que apontam que a insónia é hereditária em cerca de 40% dos casos, a qualidade do sono é hereditária em 44% e a duração do sono é hereditária em 46%.

 

Dicas para melhorar o sono das crianças

Embora a genética desempenhe um papel importante, Christopher Winter, especialista em medicina do sono, – que não participou no estudo – explica que existem muitos outros fatores que podem perturbar o sono. Desde os aparelhos tecnológicos (telemóveis, computadores, tablet) a trabalhos e/ou atividades escolares ou até medicação. Porém, salienta que se este for um problema persistente, os pais devem procurar a ajuda de um especialista do sono.

Funke Afolabi-Brown, especialista em medicina do sono pediátrico, recomenda rotinas consistentes, limitar a utilização dos ecrãs antes de dormir, ambiente de sono tranquilo e atividade física regular. Ademais, é importante que mantenha um horário de sono estável, mesmo aos fins-de-semana.

O déjà vu explicado pela neurociência

A resposta mais comum a esta questão é a sensação de estar a viver novamente uma situação que já antes aconteceu. No entanto, muitos neurocientistas argumentam que essa explicação é demasiado simplista. De acordo com o Dr. Akira O’Connor, psicólogo da Universidade de St Andrews, o déjà vu é mais do que uma sensação de familiaridade; é o reconhecimento metacognitivo de que essa familiaridade é… descabida.

O déjà vu é basicamente um conflito entre a sensação de familiaridade e a consciência de que essa familiaridade é incorreta. E é a consciência de que se está a ser enganado que torna o déjà vu tão único em comparação com outros eventos de memória“, explica.

 

Tal acontece quando áreas como o lobo temporal sinalizam que uma experiência passada se repete, seguido pela verificação pelas áreas frontais do cérebro. Estas áreas de tomada de decisão verificam se o sinal é consistente com a realidade recorrendo à seguinte ‘pergunta’: “Já estive aqui antes?”. Se sim, há uma tentativa de recuperar a memória; se não, pode dar-se a tal sensação de déjà vu.

Como tal, para a maioria da população, este é um sinal de que estas regiões cerebrais estão a funcionar corretamente. “Numa pessoa saudável, esses erros de memória acontecem todos os dias. Isto é de esperar porque a memória envolve milhões e milhares de milhões de neurónios. É muito confusa“, salienta.

Déjà vécu e jamais vu

O especialista estima que uma pessoa saudável tenha, em média, uma experiência de déjà vu todos os meses. Porém, fatores como o cansaço, stress, dopamina e envelhecimento, podem influenciar a sua frequência. A sensação persistente de déjà vu, conhecida como déjà vécu pode ser prejudicial, especialmente em casos de demência. Estas pessoas têm a sensação constante de já terem vivido a situação atual. Portanto, nada é novo para elas.

Por outro lado, jamais vu é a sensação de não reconhecer uma situação que lhe deveria ser familiar. Embora muito associado à amnésia, é, na verdade, mais do que um simples lapso de memória momentâneo. 

É uma sensação desorientadora de não reconhecer algo quando se sabe que se deveria reconhecer. O que é realmente importante é o elemento de consciencialização – sabemos que esta sensação é factualmente errada. Se não nos apercebermos disso, não estamos a sentir jamais vu“, alerta o psicólogo. Curiosamente, é mais frequente nos jovens e é espoletado pelo cansaço.

É isto que acontece quando uma bomba nuclear explode

À medida que as preocupações globais com o risco de conflitos nucleares se intensificam, é importante compreender o que acontece com a explosão de uma bomba atómica.

Rússia e Estados Unidos são responsáveis por, sensivelmente, 90% do arsenal nuclear global, conforme explica a Federação de Cientistas Americanos. Um eventual conflito levaria a um cenário apocalíptico. Não apenas pela tragédia imediata, que resultaria na morte de milhões de pessoas, como também pelo arrefecimento global, conhecido como inverno nuclear.

Quando uma quantidade específica de bombas é detonada, a fuligem proveniente das explosões e dos incêndios que delas resultam sobe até a estratosfera e bloqueia a luz solar. Teoricamente, esse bloqueio pode ser tão intenso a ponto de reduzir as temperaturas globais por vários anos, que prejudica a produção agrícola. O resultado seria a escassez de alimentos generalizada, independentemente das áreas onde as bombas tenham sido detonadas.

Num cenário alternativo, mais plausível, proposto por alguns especialistas em política externa, pode ocorrer um nuclear em escala limitada, com recurso a armas nucleares táticas. Aproximadamente 30% a 40% do arsenal nuclear dos Estados Unidos e da Rússia consistem em bombas menores, menos destrutivas, com alcance limitado, tanto em terra quanto no mar ou no ar. Embora estas armas causem muitos estragos, não seriam responsáveis por um cenário de holocausto nuclear global catastrófico.

A explosão de uma bomba nuclear

Quando uma bomba nuclear explode começa com uma reação de cisão, que envolve a divisão de núcleos de átomos pesados em núcleos mais leves, libertando assim neutrões. Estes podem colidir com os núcleos atómicos próximos, desencadeando uma reação em cadeia incontrolável. Tal resulta na explosão ‘final’, absolutamente destrutiva. 

Prova disso mesmo são os acontecimentos nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, em que foi libertada energia equivalente a 15 a 20 quilotoneladas do explosivo trinitrotolueno, mais conhecido como TNT. As bombas termonucleares modernas vão mais além: utilizam a energia da reação inicial para fundir átomos de hidrogénio dentro da arma. Essa reação de fusão irá resultar numa bola de fogo com temperaturas comparáveis ao núcleo do sol. 

As trágicas consequências

Estar no epicentro de uma explosão deste tipo resulta, naturalmente, na morte instantânea. Por exemplo, uma arma nuclear de 10 quilotoneladas, equivalente ao tamanho das bombas de Hiroshima e Nagasaki, mataria imediatamente cerca de 50% das pessoas num raio de três quilómetros, principalmente devido a incêndios, exposição a radiação e também ferimentos fatais resultantes do desabamento de edifícios e de estilhaços. Na ínfima hipótese de sobrevivência a uma catástrofe dessa magnitude, os níveis de radiação após a explosão representariam um obstáculo significativo para os primeiros socorros.

Finalmente, as consequências ambientais e de saúde de um conflito nuclear são significativas. Dependendo da escala do conflito, as explosões podem até afetar o clima.