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Estas são as melhores horas para fazer exercício físico

Siga em frente, aproveite para dormir até mais tarde e deixe de lado o exercício matinal. Um estudo recente sugere que fazer a maior parte do exercício físico à noite pode ser a chave para uma vida mais longa e saudável. Investigadores australianos analisaram dados de cerca de 30 mil pessoas ao longo de oito anos e chegaram à conclusão de que, para pessoas que enfrentam a obesidade, mover-se durante a noite, especificamente entre as 18h00 e a meia-noite, pode trazer grandes benefícios.

Além disso, a boa notícia é que não é preciso um treino de suor intenso; uma simples caminhada rápida ou uma corrida até as escadas podem fazer toda a diferença. Mas não é tudo! Isto porque bastam três minutos para colher os benefícios!

As principais conclusões sobre fazer exercício físico

Os responsáveis do estudo chegaram também à conclusão de que a frequência com que as pessoas realizam estes pequenos exercícios parece ser mais importante do que a quantidade total. Em suma, o ideal é vários períodos curtos de atividade física e não tanto um único treino longo e depois passar o resto do dia sentado.

No final do estudo, os exercícios noturnos foram consistentemente associados a melhores resultados para aqueles que vivem com obesidade. A verdade é que estas conclusões contrariam a tese de que e o exercício matinal é melhor, especialmente para quem está a tentar perder peso.

Estas são as palavras que deve ouvir durante o sono para bem do seu coração

Há um novo estudo que chegou à conclusão que há um tipo específico de palavras que podem ter efeitos positivos no sono e… no coração!

Um novo estudo publicado no Journal of Sleep Research destaca o impacto das afirmações relaxantes no sono na saúde cardíaca. Realizado por pesquisadores das universidades de Liège e Suíça, a investigação debruçou-se sobre como o corpo responde a estímulos durante o repouso, analisando a atividade elétrica do coração.

A equipa de investigadores descobriu que as palavras relaxantes durante o sono reduzem os batimentos cardíacos, promovendo um ritmo mais calmo. Por exemplo, mensagens relaxantes diminuíram a frequência cardíaca, enquanto que no caso das palavras neutras estas não tiveram o efeito desejado.

A importância de dormir bem

Os especialistas interpretaram essa redução como indicativo de um sono mais profundo, destacando a ligação entre mente e corpo, mesmo durante o sono. Os resultados desta investigação estudo reforça o que anteriores estudos já tinham abordado. Ou seja, as palavras relaxantes estão intrinsecamente ligadas a uma melhor qualidade e duração do descanso.

Não restam dúvidas sobre a importância de uma boa noite de descanso. A falta de um sono profundo pode ter efeitos prejudiciais na sua saúde física e mental, contribuindo para um risco acrescido de hipertensão, diabetes, obesidade, depressão, ataque cardíaco e acidente vascular cerebral.

O importante (e desconhecido) papel do abraço no stress

A vida, com os seus desafios e pressões, pode ser bastante stressante. Para lidar com tamanho stress, as pessoas desenvolvem diferentes mecanismos. Entre as estratégias mais universais e reconfortantes está o abraço. Apesar de uso intuitivo, os mecanismos biopsicológicos por trás dos efeitos calmantes do abraço no stress ainda não são totalmente compreendidos.

Um estudo recente publicado no “International Journal of Environmental Research and Public Health” propôs-se a desvendar os fundamentos biopsicológicos por trás da regulação do stress através do abraço.

A equipa, liderada pela Dra. Chelsea E. Romney da Universidade Brigham Young, utilizou a técnica de avaliação ecológica momentânea (EMA) para monitorizar os hábitos de abraço de 112 estudantes universitários. Através de cinco mensagens de texto por dia, durante três dias, os participantes relataram se tinham recebido um abraço em intervalos de três horas. Além disso, recolheram amostras de saliva para medir os níveis de cortisol, uma importante hormona do stress, logo após o despertar e 30 minutos depois.

Os resultados

Os resultados revelaram uma associação interessante entre a frequência de abraços e a resposta de cortisol ao despertar (CAR). Os participantes que relataram mais abraços apresentaram um CAR significativamente menor na manhã seguinte, em comparação com aqueles que relataram menos abraços. Essa relação manteve-se mesmo após considerar o sexo e a frequência média de abraços como fatores de controlo.

Assim, os resultados sugerem que os abraços podem atuar como um sinal de segurança biológica, reduzindo a antecipação do stress no dia seguinte e, consequentemente, diminuindo o CAR. Essa resposta hormonal pode ser explicada pela libertação de oxitocina e dopamina durante o abraço, hormonas que promovem sentimentos de bem-estar e segurança.

Embora este estudo forneça importantes pistas sobre os efeitos biopsicológicos do abraço, a verdade é que ainda há muito a ser explorado. Investigações futuras podem investigar o papel de outros fatores, como a qualidade da relação entre as pessoas que se abraçam, a duração do abraço e o contexto social em que o abraço ocorre.

Esta é a melhor forma de estudar eficazmente

Nos últimos anos, com a popularidade crescente da dark academia asthectic, entre outros fenómenos, ter-se-á dispersado, nas redes sociais, uma certa romantização do estudo – mais especificamente práticas de estudo excessivas e obsessivas (por exemplo: estudar de manhã até à noite, sem quaisquer – ou pouquíssimos – intervalos para conviver, relaxar ou sequer dormir). Contudo, além de tais práticas não serem saudáveis e estarem relacionadas com casos de esgotamentos nervosos, depressão e ansiedade, é de fazer notar o facto de que estudar muito não equivale a estudar bem.

Como será explorado no seguinte artigo, os métodos de estudo mais eficazes são sempre aqueles que exigem a atenção total do seu utilizador, desafiando o real conhecimento que este detém do material; por outras palavras: estudo ativo, em vez de passivo. Além disso, certas atividades não diretamente relacionadas com o ato de estudar podem ajudá-lo a alcançar melhores resultados académicos e/ou a aumentar a sua produtividade.

Outras atividades para melhorar o estudo

Dormir 8 horas por dia: passar noites em claro a tentar assimilar, em tempo recorde, a matéria de um semestre inteiro não vai contribuir para a sua educação a longo prazo, além de estar a correr o risco de chumbar. Cientistas da Universidade do Arizona concluíram que, durante o sono, o cérebro treina as tarefas e “revê” os conhecimentos aprendidos ao longo do dia.

Em 2008, a neurologista Teresa Paiva analisou cerca de mil alunos do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, tendo concluído que os melhores dormiam 8 horas por noite. Ou seja, o sono é essencial para consolidar conhecimento, então, evite ao máximo fazer diretas antes dos exames – mesmo que tenha adquirido algum conhecimento durante a noite vai estar de tal modo exausto(a) que se poderá esquecer de responder a uma questão, ler mal o enunciado, cometer erros ortográficos ou ter uma “branca” a meio do exame.

Exercício físico: ao realizar atividades físicas de caráter aeróbico (tais como caminhar, correr, nadar ou saltar à corda), aumenta-se a produção de uma proteína chamada BDNF, responsável por formar novos neurónios e mantê-los saudáveis. Como tal, fazer uma caminhada antes dos estudos poderá, em geral, melhorar a sua memória e a capacidade de compreensão.

Repetição espaçada: Herman Ebbinghaus, ao analisar a sua própria memória, desenhou a conhecida “curva do esquecimento”, que demonstra o processo gradual de esquecimento que decorre logo após o nosso cérebro ter captado qualquer evento – o que inclui, naturalmente, a caracterização das personagens d’Os Maias, as queixas do Velho do Restelo (Os Lusíadas) e as tuas fórmulas de química. No entanto, caso reavivemos determinada memória frequentemente – isto é, antes do completo ou total esquecimento da mesma –, é possível mantê-la a longo prazo.

No que concerne aos estudos, pode aplicar a repetição espaçada de diversos modos: desde rever ‘flashcards’ no Metro antes das aulas a discutir múltiplas vezes com alguém sobre o mesmo tópico (de preferência com pessoas diferentes, para que seja obrigado a adaptar os seus argumentos ou a seguir uma nova linha de raciocínio).

Muitos alunos também têm o hábito de rever as notas que tomaram durante as aulas pouco após estas findarem, bem como de as completar enquanto a memória ainda está fresca. Deste modo, é possível recordar diversos factos importantes sem ter de “marrar” a matéria toda na véspera do teste, além de aprender e compreender a matéria em vez de a decorar.

Técnicas para melhorar o estudo

Sistema Leitner: O alemão Sebastian Leitner sugeriu dividir os ‘flashcards’ em 5 caixas. Inicialmente, todos os cartões devem ser depositados na caixa 1. Após rever todos os cartões, aqueles cujo conteúdo não foi memorizado são mantidos na primeira caixa e os restantes cartões passarão para a caixa 2. O processo repete-se até que todos os cartões cheguem à quinta caixa. Normalmente, ao criar flashcards a maioria dos estudantes usa o formato questão-resposta. Caso, durante uma revisão, responda incorretamente à questão de um cartão pertencente à caixa 2, 3, 4 ou 5, o ‘flashcard’ retorna à caixa anterior.  

Mas… porque é que isso haveria de facilitar os estudos? Bem, a verdade é que cada caixa exige a revisão do seu conteúdo a cada X dias: ou seja, os ‘flashcards’ que se revelam mais desafiantes terão de ser revistos todos ou quase todos os dias até que interiorize a informação, enquanto aqueles que estão nas caixas 2 a 5 devem ser revistos com progressivamente maiores intervalos de tempo entre si, de modo a derrotar a já referida curva do esquecimento e, assim, construir memória de longo prazo.

Pode seguir o seguinte cronograma:

– Caixa 1: rever todos os dias

– Caixa 2: rever a cada 3 dias

– Caixa 3: rever a cada 5 dias

– Caixa 4: rever a cada 7 dias

– Caixa 5: rever de 10 a 14 dias 

Técnica de Feynman: Este método foi desenvolvido por Richard Feynman, físico norte-americano que revolucionou a eletrodinâmica quântica e foi laureado com o Prémio Nobel. Para colocar esta técnica em prática basta que explique, em voz alta ou por escrito, um conceito da forma mais simples possível, repetidas vezes. Com cada explicação, dar-se-á conta de alguns erros que lhe haviam passado ao lado previamente e, assim, conseguirá, progressivamente, compreender melhor o tópico em estudo. Esta é uma excelente forma de testar o seu conhecimento, evitar o esquecimento de detalhes relevantes e também de compreender melhor a matéria. 

Pomodoro: A técnica pomodoro parte do princípio cientificamente comprovado de que os seres humanos apenas se conseguem concentrar ininterruptamente por períodos de 25 a 90 minutos. Seguidamente, o mais correto é fazer uma pequena pausa para que o cérebro possa recarregar energia e só depois voltar ao trabalho. Após 4 ciclos de estudo e descanso, é recomendável um intervalo maior antes de voltar aos livros. Na internet, existem ‘pomodoro timers’, já com todas estas particularidades incluídas.

Papel e caneta: por mais prático que seja para muitos escrever num tablet ou computador, múltiplos estudos sugerem que estudar com livros e cadernos em formato físico em detrimento do digital é mais benéfico à retenção de conteúdo, particularmente no que concerne a tirar apontamentos durante as aulas.

Leitura ativa: quer esteja o leitor na faculdade e tenha 5 páginas de bibliografia por cadeira, quer precise de ler o Memorial do Convento este ano, ler de forma ativa é essencial para criar, desde já, apontamentos sobre as suas leituras e também para que leia sempre “com olhos de ler”. Isto pois, caso leia enquanto questiona o texto, resume o conteúdo de cada parágrafo, sublinhe e explique por palavras próprias os conceitos mais relevantes,  vai obrigar-se a prestar atenção ao que está a ler, além de tornar a sua vida mais simples quando precisar de estudar para uma avaliação ou de realizar um trabalho sobre a obra.

Intercalar matéria: O título é auto-explicativo. Consiste na prática de alternar o estudo de um tópico com outro, em vez de bloquear um longo período de tempo para apenas um assunto. A literatura científica sugere que esta estratégia é particularmente útil em disciplinas/cadeiras que requerem resolução de problemas, como física, química ou matemática, uma vez que facilita o estabelecimento de ligações, semelhanças e diferenças entre ideias. O mesmo se aplica a qualquer curso minimamente especializado: por exemplo, se está no ensino secundário e escolheu o curso humanístico-científico de línguas e humanidades, deve ter reparado que o que a matéria de História A muitas vezes coincidente com a que está a ser lecionada nas aulas de Português ou Literatura Portuguesa.

Em conclusão, a busca por métodos de estudo eficazes é essencial para potencializar a aprendizagem e, como resultado, maximizar o sucesso académico, sem recurso a medidas extremas e, como foi explicado acima, desnecessárias. No entanto, é crucial reconhecer que a eficácia destas abordagens pode variar de pessoa para pessoa e a personalização do método de estudo às necessidades de cada um é fundamental, particularmente em casos de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), dislexia, dentre outros factores.

O impressionante benefício de fazer uma sesta todos os dias

Um estudo publicado na revista Sleep Health sugere que dormir uma sesta rápida durante o dia pode ajudar a retardar o envelhecimento do cérebro. A investigação, realizada por investigadores da University College London e da Universidade da República no Uruguai, analisou dados de mais de 378 mil pessoas com idades entre os 40 e os 69 anos.

Os investigadores descobriram que as pessoas que dormiam uma sesta com frequência tinham um volume total do cérebro maior do que as pessoas que não dormiam a sesta. A diferença foi equivalente a 2,6 a 6,5 anos de envelhecimento. “As nossas descobertas sugerem que, para algumas pessoas, as sestas curtas durante o dia podem ser uma parte do puzzle que pode ajudar a preservar a saúde do cérebro à medida que envelhecemos“, disse a Victoria Garfield, autora sénior do estudo.

Os benefícios da sesta

Os investigadores acreditam que a sesta pode ajudar a proteger o cérebro do envelhecimento através de vários mecanismos, incluindo:

► Aumentar a produção de proteínas que estimulam o crescimento e a regeneração neuronal;

► Reduzir a inflamação cerebral;

► Melhorar a função mitocondrial, que é essencial para a produção de energia nas células.

No entanto, também sublinham que o estudo foi realizado apenas com pessoas de ascendência europeia branca, pelo que os resultados podem não ser generalizados para outras etnias. Além disso, é importante notar que o estudo apenas encontrou uma associação entre a sesta e o volume do cérebro. Não é possível afirmar que a sesta seja a causa do maior volume cerebral.

Apesar destas limitações, os resultados do estudo são promissores e sugerem que a sesta pode ser uma estratégia útil para proteger a saúde cerebral à medida que envelhecemos.

Esta é a quantidade de exercício físico que tem de fazer por dia para bem do seu cérebro

Um novo estudo publicado no Journal of Alzheimer’s Disease sugere que a prática de exercício físico pode estar associada a um maior volume cerebral. O estudo teve em consideração exames cerebrais de mais de 10 mil indivíduos e descobriu que mesmo níveis moderados de atividade física, como dar menos de quatro mil passos por dia, podem ter um efeito muito positivo na saúde do cérebro.

O volume cerebral está reolacionado com a saúde do cérebro. Assim, menos volume indica declínio cognitivo e, subsequentemente, pode levar à demência. Um aumento ou manutenção da massa cerebral poderia, portanto, ter “potenciais efeitos neuroprotectores”, explica a equipa de investigadores.

Os resultados do estudo

Os participantes, com uma idade média de 52 anos, foram submetidos a exames de ressonância magnética (MRI) de corpo inteiro para determinar o volume do cérebro em relação aos seus níveis de exercício. Quer caminhassem, corressem ou praticassem desporto, as pessoas que praticavam uma atividade moderada a vigorosa – exercício que aumenta a pulsação e a respiração durante um mínimo de 10 minutos – tinham mais massa cerebral em várias regiões, como o hipocampo, responsável pela memória; a massa cinzenta, que ajuda a processar a informação; e os lobos occipital, frontal e parietal.

Os resultados do estudo apoiam investigações anteriores que mostram que ser fisicamente ativo é bom para o cérebro. O exercício não só reduz o risco de demência, como também ajuda a manter o tamanho do cérebro, o que é crucial à medida que envelhecemos. Os especialistas recomendam que todos os adultos façam pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade física vigorosa por semana. No entanto, mesmo níveis moderados de atividade física, como dar alguns milhares de passos por dia, podem ter benefícios para a saúde do cérebro.

Estes são os principais fatores de risco de demência precoce

Recentemente, um estudo publicado no JAMA Neurology, conduzido pela Universidade de Exeter e Universidade de Maastricht, identificou fatores que podem desencadear casos precoces de demência, alguns surpreendentes.

A investigação analisou mais de 350 mil participantes com menos de 65 anos no Reino Unido para avaliar a demência de início precoce. Foram identificados 15 fatores comuns que contribuem para o desenvolvimento precoce da doença. Se alguns têm que ver com questões genéticas, muitos outros são modificáveis.

Os fatores de risco para a demência precoce

– Isolamento social
– Baixa escolaridade formal
– Estatuto socioeconómico inferior
– Ser portador de duas cópias do gene APOE (um marcador ligado ao risco de Alzheimer)
– Deficiência de vitamina D
– Deficiência auditiva
– Perturbação no consumo de álcool (consumo excessivo ou abstinência)
– Depressão
– Altos níveis de proteína C-reativa
– Fragilidade física
– Hipotensão ortostática (uma forma de pressão arterial baixa)
– Acidente vascular cerebral
– Diabetes
– Doença cardíaca

Embora alguns desses riscos não possam ser controlados – como fatores genéticos ou estatuto socioeconómico – a verdade é que há outros podem ser alterados por mudanças no estilo de vida. Para reduzir o risco de demência precoce, os especialistas sugerem fazer exercício físico regular. Uma simples caminhada de 10 minutos tem a capacidade de melhorar o humor, aumentar a energia e o estado de alerta mental. 

Também a alimentação assume um papel de suma importância. A dieta mediterrânea é a que reúne maior consenso entre os especialistas, que destacam vegetais de folhas verdes, salmão e mirtilos, ricos em vitaminas, ácidos graxos ómega-3 e antioxidantes com efeitos neuroprotetores.

Cura para a depressão pode estar em… choques elétricos

Um estudo recente da Universidade de Cincinnati, publicado na revista Molecular Psychiatry em 20 de dezembro, debruçou-se sobra os efeitos da estimulação elétrica da medula espinal para o tratamento da depressão.

O principal autor da investigação, Francisco Romo-Nava explica que as vias neuronais da medula espinal transmitem informações do corpo para áreas cerebrais relacionadas com o humor. Um equilíbrio nesse fluxo é vital para regular o estado emocional. Ainda que o transtorno depressivo maior possa ter diferentes causas, uma delas pode passar pelo facto de esta via estar sobrecarregada de informação.

O estudo

O estudo envolveu 20 pacientes, divididos aleatoriamente em dois grupos para receber estimulação ativa ou uma versão inativa. Realizaram-se 24 sessões de estimulação em oito semanas, com foco na segurança e tolerância à intervenção.

Segundo Romo-Nava, a corrente utilizada foi mínima, dez vezes menor do que a que poderia causar danos nos tecidos. Esta abordagem permitiu ajustes na dose, embora todos os pacientes tenham tolerado bem a dose inicial. O estudo sugere uma promissora direção terapêutica para a depressão. Contudo, Romo-Nava sublinha a necessidade de mais investigações sobre a dose ideal e a frequência das sessões.

Novo estudo revela os segredos para chegar aos 100 anos

As pessoas que outrora chegavam à marca dos cem anos eram poucas, podendo-se dizer que era um fenónemo raro. Porém, com o passar dos anos, tornou-se cada vez mais comum. Na verdade, são o grupo demográfico que mais cresce globalmente, dobrando em número a cada década desde 1970.

No entanto, desvendar os segredos por trás de uma execional longevidade não é tarefa fácil. Isto porque envolve compreender a complexa interação entre predisposição genética e fatores associados ao estilo de vida de cada pessoa. Porém, num estudo levado a cabo pelo The Conversation e publicado na revista GeroScience, identificou alguns biomarcadores comuns, incluindo níveis de colesterol e glicose, em pessoas com mais de 90 anos.

A investigação, a de maior espectro alguma vez feita, comparou os perfis de biomarcadores medidos ao longo da vida entre pessoas com uma longevidade assinalável e os seus pares de vida mais curta. Assim, foi investigada a relação entre esses perfis e a probabilidade de se tornar um centenário.

Os procedimentos

O estudo incluiu dados de 44 mil suecos, avaliados entre 64 e 99 anos, da coorte Amoris. Estes participantes foram acompanhados ao longo de 35 anos. Destas pessoas, 1 224, ou seja, 2,7%, viveram até aos 100 anos. A grande maioria (85%) dos centenários era do sexo feminino.

Foram considerados doze biomarcadores sanguíneos relacionados à inflamação, metabolismo, função hepática e renal, bem como possíveis indicadores de desnutrição e anemia, todos associados ao envelhecimento ou mortalidade em estudos anteriores.

Um dos biomarcadores analisados foi o ácido úrico, um subproduto do organismo resultante da digestão de certos alimentos. Também foram investigados marcadores metabólicos como colesterol total e glicose, e indicadores hepáticos como alanina aminotransferase (Alat), aspartato aminotransferase (Asat), albumina, gama-glutamil transferase (GGT), fosfatase alcalina (Alp) e lactato desidrogenase (LD).

Além disso, foram analisados a creatinina, relacionada à função renal, e o ferro e a capacidade total de ligação do ferro (TIBC), associados à anemia. Por fim, a albumina, um biomarcador associado à nutrição, também foi estudada.

As principais conclusões

De um modo geral, aqueles que atingiram os 100 anos mostraram tendência a apresentar níveis mais baixos de glicose, creatinina e ácido úrico a partir dos 60 anos. Embora os valores médios não tenham diferido significativamente entre centenários e não centenários para a maioria dos biomarcadores, os centenários raramente apresentavam valores extremamente altos ou baixos.

Por exemplo, muito poucos centenários apresentaram níveis de glicose acima de 6,5 no início da vida ou níveis de creatinina acima de 125. Tanto centenários quanto não centenários mostraram valores fora do intervalo considerado normal nas diretrizes clínicas, possivelmente devido ao estabelecimento dessas diretrizes numa população mais jovem e saudável.

Ao explorar quais biomarcadores estavam associados à probabilidade de chegar aos 100 anos, foi observado que 10 dos 12 biomarcadores, exceto dois (Alat e albumina), tinham relação com essa probabilidade, mesmo após ajustes por idade, sexo e doenças. Pessoas com níveis mais baixos de colesterol total e ferro tinham menos probabilidade de atingir os 100 anos, enquanto aquelas com níveis mais elevados de glicose, creatinina, ácido úrico e marcadores hepáticos também reduziam a probabilidade de longevidade.

Embora as diferenças tenham sido geralmente pequenas, para alguns biomarcadores as discrepâncias foram mais substanciais. Por exemplo, a diferença absoluta para o ácido úrico foi de 2,5 pontos percentuais, com pessoas no grupo de níveis mais baixos tendo 4% de hipótese de atingir os 100 anos, enquanto no grupo de níveis mais elevados apenas 1,5% alcançaram essa idade.

A surpreendente palavra-passe mais usada em Portugal em 2023

É cada vez mais importante ter palavras-passe robustas para salvaguardar informações pessoais contra intromissões indesejadas. A combinação de letras, números e caracteres especiais reduz significativamente a probabilidade de ser alvo de ataques cibernéticos. Além disso, é aconselhável ir alterando com alguma frequência as palavras-passe.

No entanto, apesar de sucessivos alertas, a verdade é que algumas das mais utilizadas continuam, ano após ano, a serem previsíveis e fracas. Isso mesmo é comprovado no mais recente estudo da NordPass, que identificou as 200 palavras-passe mais comuns em 2023 em 35 países, incluindo Portugal.

É esta a palavra-passe mais usada pelos portugueses

Em 2023, “admin” foi a mais utilizada pelos portugueses. Em segundo lugar o já tão habitual… 123456, que é mesmo a mais utilizada a nível global. É importante ressalvar que as conclusões da investigação não refletem completamente o panorama global já que os investigadores analisaram apenas uma amostra proveniente de fontes de acesso público, incluindo a dark web.

Além disso, o estudo chegou à conclusão que os utilizadores adotam diferentes comportamentos consoante as plataformas em causa. A título de exemplo, as palavras-passe mais fracas foram encontradas nas contas de streaming. Em sentido inverso, é notório que existe maior cuidado nas combinações escolhidas para plataformas de serviços financeiros.

As 20 palavras-passe mais utilizadas em Portugal

  1. admin 
  2. 123456 
  3. user 
  4. 123456789 
  5. 12345678 
  6. password 
  7. 12345 
  8. benfica 
  9. graciete10 
  10. merda123 
  11. Oliveira11 
  12. diogo123 
  13. Password 
  14. jorge123456 
  15. 1234567890 
  16. catarina 
  17. qwerty 
  18. xandrito 
  19. portugal 
  20. benfica91