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IMT Jovem já chegou a mais de seis mil pessoas

Desde que entrou em vigor a 1 de agosto, mais de seis mil jovens portugueses já beneficiaram da isenção do Imposto sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e do Imposto de Selo na compra da primeira casa. O ministro das finanças divulgou os dados numa audição no Parlamento.

As últimas informações, divulgadas a 10 de outubro, davam conta que mais de quatro mil portugueses já tinham sido beneficiados. Esse balanço foi feito a propósito da apresentação do Orçamento do Estado para 2025. Dessa forma, foi agora atualizado.

Questionado pelo PS sobre o impacto da medida, Joaquim Miranda Sarmento reforçou, no entanto, que o número de jovens beneficiários poderá ser ainda maior assim que entrar em vigor a garantia pública para compra de primeira habitação. Tal como a isenção de IMT e Imposto de Selo, a garantia de Estado será também destinada a jovens até aos 35 anos

“Haverá jovens à espera da garantia e até ao final do ano os jovens já poderão começar a fazer escrituras”, explicou o ministro das Finanças. Com muitos atrasos, a medida deveria ter entrado em vigor em agosto, mas foi adiada até ao final de dezembro.

A isenção de IMT e Imposto de Selo é atribuída a jovens até aos 35 anos de idade e está limitada a imóveis que custem até 316.772 euros. A casa em questão terá de ser destinada a primeira habitação própria e permanente. Já para imóveis de valor superior, a isenção pode ser parcial, cobrada a 8% para casas com custo até 633.453 euros.

Além do IMT, a garantia pública. Quem pode beneficiar?

Apesar de ainda não ter entrado em vigor, já restam poucas dúvidas sobre como vai funcionar a garantia pública prometida pelo Governo. De modo geral, a medida vai permitir aos jovens garantia de financiamento a 100% para compra de primeira habitação.

Assim, será o próprio Estado Português a dar garantia de cerca 15% do valor da casa, ficando responsável por garantir essa percentagem em caso de incumprimento. O executivo estima que o impacto nas contas públicas seja praticamente nulo.

No entanto, perante o avanço da garantia pública e das demais isenções atribuídas aos jovens até aos 35 anos, o preço das casas já voltou a subir. Em muitos casos, os proprietários estão a subir os preços de forma a garantir uma margem de lucro maior. Assim, fica parcialmente anulada a isenção destes dois impostos.

Segundo o Banco de Portugal, do total de créditos à habitação concedidos em agosto, mais de metade foram atribuídos a pessoas até aos 35 anos.

Isenção de IMT também abrange maiores de 35 anos. Saiba como

A partir de agosto, os jovens portugueses até aos 35 anos vão ter direito à isenção de pagamento de IMT e Imposto de Selo na compra da primeira casa, desde que seja para habitação própria e permanente e com um teto máximo de 316 mil euros.

O Governo já aprovou a medida e o Presidente da República já a promulgou. Aguarda-se agora a portaria que a vai regular. Ainda assim, há muitas dúvidas. A mais recorrente é sobre como vai funcionar a garantia pública até 15%, que permite a muitos jovens o financiamento a 100% junto dos bancos. Sobre esta, aguarda-se a conclusão das negociações com o Banco de Portugal.

Porém, sabe-se que a isenção de IMT e Imposto de Selo também vai abranger os contribuintes com mais de 35 anos. Mas o imóvel terá de ser adquirido em conjunto com um cidadão elegível não dependente. Segundo o ECO, a isenção aplica-se apenas à parte correspondente ao jovem até aos 35 anos. A restante parte da transação será sujeita à tabela atual. É considerada a totalidade do valor do imóvel para efeitos de aplicação da isenção e redução de taxa.

Tenho mais de 35 anos. Como funciona a isenção?

Segundo o quadro atual, uma pessoa com mais de 35 anos que compre uma casa de 300 mil euros irá pagar mais de 13 mil euros em despesas com IMT e Imposto de Selo. A partir de agora, se o fizer em conjunto com um jovem até 35 anos, o custo desce para metade, por conta da isenção fiscal aplicada ao proprietário mais novo.

Este modelo de isenção aplicado a casais com idades abaixo e acima dos 35 anos torna-se proveitoso, ainda que se trate da compra de uma casa de valor superior a 316.772 euros.  Nestes casos, existe uma isenção parcial, mantendo-se a do escalão anterior e pagando-se o valor de imposto remanescente. 

Assim, para imóveis acima dos 633 mil euros, não há qualquer desconto. Segundo as previsões do Governo, o impacto orçamental da medida destinada aos jovens será de aproximadamente 100 milhões de euros por ano.

Imagem: Pexels