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Afinal, a Polícia Municipal pode ou não fazer detenções?

O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa deu ordem ao Comandante da Polícia Municipal para que os agentes passem a fazer detenções na cidade. Há muito que Carlos Moedas defende uma maior ação dos polícias municipais. Porém, o pedido entra em choque com a própria legislação, que os impede de realizar detenções sem a presença de elementos da PSP ou da GNR.

“Esta ordem já foi dada ao comandante da Polícia Municipal e essas detenções já estão a acontecer. Depois podemos clarificar em termos jurídicos, mas a Polícia Municipal são Polícias de Segurança Pública”, defendeu Moedas, em entrevista à SIC Notícias.

Recentemente, os autarcas de Lisboa e do Porto defenderam um reforço do número de efetivos nas cidades. Carlos Moedas e Rui Moreira justificaram o pedido ao Governo com o sentimento de insegurança vivido na capital e na invicta. Mesmo assim, Rui Moreira discorda do reforço de competências dos agentes municipais pedido por Lisboa.

As competências da Polícia Municipal

O problema da “ordem” de Carlos Moedas é a legalidade. Os agentes da Polícia Municipal dispõem de competências meramente administrativas, ainda que muitos dos seus elementos tenham transitado da Polícia de Segurança Pública. Ao chegarem à Municipal, deverão perder as competências criminais inerentes à função que ocupavam anteriormente.

Assim, mesmo que os agentes da polícia municipal possam deter suspeitos da prática de crimes, em flagrante, são obrigados a chamar de imediato as autoridades judiciais ou policiais. Depois, são os elementos da PSP ou da GNR que consumam a detenção, por terem competências para o fazer.

Em entrevista à Rádio Renascença e ao Público, Carlos Moedas diz agora que é urgente pedir ao Governo uma clarificação da lei. O autarca de Lisboa já contactou o Ministério da Administração Interna, que diz estar a analisar o assunto.

“Esse trabalho conjunto entre a PSP e a Polícia Municipal é essencial. Aquilo que eu peço é a classificação da lei. Clarificando a lei, isto pode ser feito e a Polícia Municipal pode complementar o trabalho da PSP“, explicou.

Cascais também pede mudanças na lei

A Câmara Municipal de Cascais também defende um reforço do papel dos polícias municipais.

Em declarações ao Diário de Notícias,  a autarquia liderada por Carlos Carreiras considera que este serviço poderia “atuar como órgão de polícia criminal nas questões de fiscalização ferroviária”.

Imagem: lisboa.pt

Moedas pede mais efetivos para a Polícia Municipal

O Presidente da Câmara de Lisboa pede ao Governo que tome medidas para reforçar o número de efetivos da Polícia Municipal do concelho. Carlos Moedas fala num sentimento de insegurança e diz ainda que a visibilidade de agentes é essencial para garantir mais qualidade de vida à comunidade.

À margem de uma visita ao Centro de Gestão Integrada do Porto – juntamente com Rui Moreira – Carlos Moedas assume que quer fazer pressão sobre o poder central para garantir mais segurança à cidade.

“Sentimos nas nossas cidades – gostava de reiterar isto à ministra da Administração Interna – a falta de policiamento e essa falta de policiamento é visível ao nível da PSP e da Polícia Municipal. Portanto, os efetivos para nós são essenciais”, disse Carlos Moedas no encontro. 

O autarca pede, por isso, um reforço de 200 elementos para a Polícia Municipal, perfazendo um total de 600. Atualmente há 400 agentes em serviço. Moedas quer ainda alargar as competências dos agentes municipais, até para desfazer a ideia que a Polícia Municipal é apenas administrativa.

Falta de polícias também afeta o Porto

A preocupação com a segurança é partilhada pelo Presidente da Câmara do Porto. Rui Moreira assume que existe um défice e pede ao Governo um reforço de 100 efetivos no contingente da Polícia Municipal. O Porto tem, atualmente, 200 agentes.

“Sabemos que o anterior ministro da Administração Interna anunciou que iria haver um reforço de efetivos, mas até agora não conhecemos o cronograma e estamos à espera”, afirmou Rui Moreira.