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O surpreendente efeito de ficar a noite toda acordado para pessoas com depressão

A privação de sono é uma experiência familiar para muitos pais de recém-nascidos, que enfrentam noites agitadas e manhãs desafiadoras. Surpreendentemente, estudos revelaram que a falta de sono pode ter efeitos inesperados no humor, especialmente em pessoas diagnosticadas com depressão grave.

Investigadores da Universidade da Pensilvânia realizaram um estudo com 54 voluntários sem histórico de problemas de humor e 30 com diagnóstico de depressão. Os participantes foram submetidos a exames cerebrais para investigar as diferenças nas funções cerebrais em resposta à privação de sono.

A verdade é que os resultados são… intrigantes. Enquanto a maioria das pessoas sente irritabilidade e cansaço após uma noite sem dormir, quase metade das pessoas com depressão grave experimentou uma melhoria temporária no humor. Este fenómeno desafia a compreensão convencional dos efeitos da falta de sono na saúde mental.

O estudo também revelou mudanças nas ligações cerebrais entre a amígdala e o córtex cingulado anterior em pessoas cujo humor melhorou após a privação de sono. Essas áreas do cérebro estão envolvidas na regulação emocional e cognitiva, sugerindo que a falta de sono pode ter efeitos específicos na comunicação entre essas regiões.

Não dormir não é solução

Embora seja intrigante descobrir que a privação de sono pode temporariamente melhorar o humor em algumas pessoas com depressão, os responsáveis alertam que esse fenómeno não deve ser visto como uma solução para a depressão. A falta de sono tem sido associada a uma série de problemas de saúde, incluindo um maior risco de demência e problemas cognitivos.

No entanto, entender como a privação de sono afeta o cérebro pode fornecer insights valiosos para o tratamento da depressão. A cronoterapia, que envolve a manipulação dos ritmos biológicos do corpo, está a surgir como uma área de pesquisa promissora. Ao entender melhor os mecanismos subjacentes à relação entre sono e humor, os cientistas podem desenvolver novas abordagens para ajudar as pessoas que sofrem de depressão grave.

Em última análise, o estudo destaca a complexidade da relação entre sono, humor e saúde mental. Embora a falta de sono possa ter efeitos temporários surpreendentes no humor, é fundamental abordar a depressão de maneira holística, considerando uma variedade de fatores, incluindo sono adequado, estilo de vida saudável e intervenções terapêuticas.

É por isto que procrastinamos

Para muitos, procrastinar não se trata apenas de protelar uma tarefa, mas de contornar as emoções desconfortáveis que ela evoca. Por exemplo, o simples ato de começar um trabalho universitário pode desencadear ansiedade e dúvidas de autoconfiança, levando à procrastinação como uma maneira de evitar essas emoções.

É importante distinguir a procrastinação como um atraso voluntário e desnecessário, não causado por prioridades concorrentes ou emergências imprevistas. Em vez disso, é uma escolha consciente de adiar algo importante, apesar de reconhecer as consequências negativas.

Estudos indicam que os procrastinadores crónicos muitas vezes lutam para regular as suas emoções e impulsos. A estrutura cerebral desempenha um papel fundamental, com várias investigações a revelar que uma maior conectividade entre certas áreas do cérebro está associada a uma menor propensão à procrastinação. Quanto maior volume de massa cinzenta no córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo, menor a propensão à procrastinação.

O perigo da procrastinar

Além disso, fatores genéticos também podem desempenhar um papel na predisposição à procrastinação, embora o ambiente desempenhe um papel significativo na maneira como respondemos a tarefas desafiadoras.

Embora a procrastinação possa parecer uma solução rápida para evitar o desconforto imediato, pode levar a um ciclo prejudicial de stress acumulado, afetando a saúde mental, o desempenho académico e até mesmo a estabilidade financeira. Portanto, compreender as raízes da procrastinação e desenvolver estratégias eficazes para combatê-la é essencial para promover uma vida mais produtiva e satisfatória.

Morreram 19 CEOs de burnout em 2023 e situação preocupa em Portugal

No ano passado, 1914 CEOs em todo o mundo deixaram os seus cargos de liderança, revela um estudo da Challenger, Gray & Christmas, empresa que monitoriza a rotatividade de executivos. Este número é o mais alto registado desde 2002, quando a consultora começou a analisar o comportamento dos CEOs. De acordo com a mesma nota, 19 desses líderes morreram devido a burnout.

Trata-se de um sintoma grave da pressão excessiva e da dificuldade em conciliar a vida pessoal e profissional. A situação exige uma reflexão profunda sobre o papel do CEO no mundo moderno e a necessidade de encontrar um equilíbrio saudável entre as diferentes áreas da vida.

O burnout em Portugal

Portugal destaca-se na Europa em termos de esgotamento, com cerca de três milhões de pessoas afetadas. Este problema acarreta custos significativos para o Estado, estimados em 600 mil milhões de euros anuais. A conferência “Handle With Care – The Power of Fragility to Lead the New World”, que se realizou em Cascais, deu conta de números alarmantes.

  • 49% dos CEOs reportam sintomas de doenças mentais;
  • 75% considerariam trocar de emprego por um com melhores medidas de bem-estar e saúde mental;
  • 72% dos fundadores de startups também sofrem com problemas de saúde mental;

Os melhores alimentos para combater o stress

Nos dias de hoje, é uma realidade inegável que as pessoas vivem cada vez mais sob stress. Este fenómeno é uma consequência da vida moderna, que, embora repleta de confortos e conveniências, também trouxe consigo uma série de desafios que afetam o bem-estar e a saúde mental.

Uma das principais razões para o aumento dos níveis de stress é o acelerado ritmo de vida. As pessoas estão constantemente a ‘correr’, tendo que lidar com responsabilidades profissionais, familiares e pessoais. A pressão para cumprir prazos e alcançar objetivos, muitas vezes impostos por uma sociedade orientada para o sucesso, também contribui para isso.

Outro fator que não pode ser menosprezado prende-se com preocupações financeiras. O custo de vida cada vez mais alto é uma fonte de grande insegurança. A verdade é que, perante o contexto atual, não é fácil gerir o stress. No entanto, a alimentação desempenha um papel crucial nesse processo.

A alimentação e o stress

A quantidade e a qualidade dos nutrientes que ingerimos ao longo do tempo podem influenciar os circuitos neurais que controlam as nossas emoções, motivação e humor, revela um estudo. Além disso, é sugerido que a comida pode impactar a nossa saúde mental, tal como a nossa saúde mental pode afetar nossos hábitos alimentares.

Outras investigações apontam o microbioma intestinal como um elo crucial entre o que consumimos e a forma como nos sentimos. As bebidas quentes, por exemplo, têm um efeito calmante, independentemente do sabor. Ervas como a lavanda e a camomila demonstraram ter efeitos relaxantes. Também o chá verde pode ser um aliado importante. Isto porque, quando é necessário, proporciona uma pequena dose de cafeína já que está cheio de flavonóides – uma classe de plantas e fungos com propriedades benéficas –, que os estudos mostram que ajuda na saúde do cérebro.

O chocolate negro, rico em antioxidantes, pode diminuir os níveis de hormonas de stress presentes no corpo. Porém, o consumo deve ser moderado. Além disso, escolher chocolate negro de elevada qualidade e que não contenha excesso de açúcar adicionado é fundamental. Não obstante, deve dar prioridade àqueles que têm um alto teor de cacau. Um estudo de 2022 chegou à conclusão de que o chocolate negro com 85% de cacau pode melhorar mais o seu humor do que aquele com 70% de cacau.

Ademais, os hidratos de carbono saudáveis, como batata-doce e cereais integrais, podem temporariamente aumentar os níveis de serotonina, o que se vai refletir na melhoria do humor e da concentração. No entanto, é importante evitar hidratos de carbono simples, como bolachas, pão branco e bolos.

As melhores vitaminas

É fã do abacate em guacamole ou na salada? Fique a saber que são ricos em ácidos gordos Ómega-3 e contêm fitoquímicos, fibras e nutrientes essenciais. Várias investigações concluíram que este super alimento tem o poder de melhorar a saúde do coração, a função cerebral e a saúde intestinal. Tudo isso graças à baixa densidade calórica e uma baixa proporção de gorduras saturadas.

O peixe gordo, como o salmão, atum ou cavala, é recomendável para prevenir doenças cardíacas graças aos seus Ómega-3 e ajuda também a aliviar sintomas de stress. Se não é particularmente fã de peixe, pode obter esta gordura insaturada em alimentos como algas marinhas, sementes de chia, sementes de linhaça e nozes.

As nozes são ricas em vitaminas do complexo B e ácidos gordos saudáveis. Também contêm magnésio, que pode ajudar a gerir a ansiedade e o stress. Se pretende adicionar frutos secos à sua dieta, deve limitar as porções a uma mão cheia por dia de forma a evitar o excesso de calorias.

Alimentos ricos em vitamina C, como laranjas e morangos, ajudam a reduzir o stress e fortalecem o sistema imunitário, assim como probióticos – microrganismos vivos, conhecidos como bactérias “boas” –, encontrados em alimentos fermentados como kefir, iogurte e kombucha.

Em suma, a comida desempenha um papel importante na gestão do stress. Introduzir alimentos saudáveis e equilibrados na dieta pode melhorar a sua saúde mental e bem-estar geral. Lembre-se de que a moderação e a variedade são essenciais para manter uma dieta equilibrada e saudável.

Sabe qual é a diferença entre stress e ansiedade?

À primeira vista, pode ser difícil distinguir entre os sinais de stress e ansiedade. Afinal, ambas são emoções negativas que podem deixar-nos exaustos, prejudicar a capacidade de concentração e afetar de sobremaneira as noites de sono. Compreender aquilo que está a sentir é crucial para determinar a abordagem certa para superar esses sintomas e recuperar o bem-estar.

Assim, o stress é, por norma, uma reação temporária a problemas ou desafios momentâneos. Por outro lado, a ansiedade é um problema de saúde mental que pode ser duradouro e, em alguns casos, crónico.

Dois problemas distintos com sintomas semelhantes

O transtorno de ansiedade é um dos distúrbios de saúde mental mais prevalentes. Nos Estados Unidos, por exemplo, aproximadamente 40 milhões de pessoas lidam com esta condição em algum momento da vida. O stress, por sua vez, é uma resposta natural do corpo a mudanças e/ou desafios.

Em alguns casos, estes dois problemas podem coexistir, já que o stress pode desencadear a ansiedade. Além disso, ambos partilham sintomas, como tensão muscular, aumento da frequência cardíaca e distúrbios do sono. Conforme explica a Associação Americana de Ansiedade e Depressão, a principal diferença entre elas é que o stress é uma reação a um problema específico, enquanto a ansiedade é uma reação ao stress.

As perguntas que deve fazer para identificar cada uma delas

 

Sente-se exausto devido à pressão com a carga horária do trabalho, com o projeto escolar ou com as expectativas dos outros? Então, nesse caso, provavelmente, o que está a sentir é stress.

Por outro lado, se costuma experienciar uma sensação mais permanente de medo ou desconforto e/ou preocupações mais voltadas para o futuro do que com o presente, é provável que esteja a lidar com ansiedade.

Como abordar cada um desses problemas

Stress

Por norma, diminui quando a situação ou problema que o desencadeou é resolvido. Quando está realmente stressado, estabelecer um plano com estratégias práticas para enfrentar a causa do stress é a melhor maneira de melhorar o seu bem-estar.

Ansiedade

Conforme explica David Spiegel, Presidente Associado de Psiquiatria e Ciências do Comportamento da Universidade de Stanford (EUA), menciona numa entrevista ao Huffington Post, “o stress pode ser tratado de maneira mais prática, enquanto a ansiedade pode exigir aconselhamento, medicação ou outro tratamento psicológico profissional”. Portanto, a abordagem para tratar a ansiedade por norma envolve a necessidade de ajuda médica.