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Arquivo de categoria Ciência

Faculdades de Medicina de Lisboa e Porto: 200 Anos de Excelência na Saúde em Portugal

Lisboa e Porto, 25 de junho de 2025 – A Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) assinalam hoje, em conjunto, o seu bicentenário, celebrando dois séculos de inestimável compromisso com a formação médica, a investigação científica e a promoção da saúde em Portugal.

A criação destas duas prestigiadas escolas médicas remonta a 1825, por decreto régio de D. João VI. Esta decisão histórica surgiu num período em que Portugal enfrentava significativas carências na formação médica, particularmente na área cirúrgica, e na resposta a doenças endémicas que afligiam a população. O decreto visava reorganizar e modernizar o ensino da medicina, que até então se baseava em saberes empíricos e pouco sistematizados. O objetivo primordial era dotar o país de instituições capazes de formar médicos com uma preparação científica e clínica rigorosa, adequada às urgentes necessidades de saúde pública da época, incluindo os desafios decorrentes de conflitos militares. Esta iniciativa marcou o início de um percurso fundamental na modernização da medicina em território nacional.

Desde a sua fundação, a FMUL e a FMUP têm sido pilares cruciais para o desenvolvimento da medicina em Portugal. Ao longo de 200 anos, estas instituições públicas contribuíram decisivamente para a excelência da formação médica e para o avanço contínuo do conhecimento científico nas ciências biomédicas. Milhares de profissionais de saúde foram formados nestas faculdades, muitos dos quais alcançaram distinção tanto a nível nacional como internacional.

As duas escolas médicas partilham, desde as suas origens, uma missão comum de serviço público e um espírito de constante inovação. Têm acompanhado de perto os grandes desafios da ciência, da sociedade e da saúde global, adaptando-se e contribuindo ativamente para a evolução do setor da saúde.

Para celebrar esta data histórica, estão previstas cerimónias institucionais em Lisboa e no Porto. Os programas detalhados das comemorações de ambas as instituições podem ser consultados nos seus respetivos websites:

Saiba como prevenir a maioria dos AVC

O acidente vascular cerebral (AVC) continua a ser uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. Em resposta a este problema crescente, a Stroke Association divulgou novas orientações focadas na prevenção de AVCs, com dicas práticas e baseadas em evidências que podem ajudar a reduzir significativamente o risco de sofrer um AVC.

A hipertensão é um dos principais fatores de risco para AVC. Controlar a pressão arterial, seja com medicação ou através de mudanças no estilo de vida, como reduzir o consumo de sal e praticar exercícios físicos, é essencial para prevenir um acidente vascular cerebral. Monitorizar regularmente a pressão arterial pode ser uma forma eficaz de evitar complicações futuras.

Ter níveis elevados de colesterol aumenta o risco de entupimento das artérias, o que pode provocar um AVC. A adoção de uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais e gorduras saudáveis, ajuda a manter os níveis de colesterol controlados. O uso de medicamentos, como estatinas, também pode ser recomendado para pessoas com alto risco cardiovascular.

O perigo de fumar e beber álcool

Fumar e consumir álcool em excesso estão fortemente associados a um maior risco de AVC. O tabagismo danifica os vasos sanguíneos, enquanto o álcool pode aumentar a pressão arterial. Abandonar estes hábitos melhora consideravelmente a saúde cardiovascular e reduz o risco de doenças relacionadas, como AVC.

Exercícios regulares ajudam a manter o coração saudável e podem reduzir o risco de AVC. A recomendação é realizar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, como caminhar ou andar de bicicleta.

Prevenir um AVC está ao alcance de todos com algumas mudanças simples no estilo de vida. Manter a pressão arterial e o colesterol sob controlo, abandonar hábitos prejudiciais como fumar, e adotar uma rotina ativa são medidas essenciais. A implementação dessas orientações pode fazer uma enorme diferença na redução do risco de acidente vascular cerebral.

As imagens do “cometa do século” vistas de Portugal

Foi um acontecimento no mínimo espetacular para os amantes de astronomia. No dia 13 de outubro, Portugal pôde testemunhar “de perto” a passagem de um cometa. O corpo celeste “C/2023 A3 Tsuchinshan-ATLAS”, passou a sensivelmente 80 milhões de quilómetros de distância da Terra. 

Dessa forma, foi possível observar o cometa a olho nu entre as 19h35 e um pouco antes das 20h00, nomeadamente nas áreas de mais baixa luminosidade. Ainda assim, para os mais atentos, foi possível testemunhar o fenómeno, que só volta a repetir-se daqui a centenas de milhares de anos. Alguns especialistas apostam na teoria de que a aproximação nunca mais volta a acontecer.

Foi, aliás, a única oportunidade para ver o cometa a olho nu. Nos próximos dias, ainda será possível fazê-lo, mas só com recurso a telescópios.

Veja aqui algumas imagens do cometa, partilhadas nas redes sociais pela @MeteoTrasMontPT, de Márcio Santos.

https://twitter.com/MeteoTrasMontPT/status/1845549291928264899

https://twitter.com/MeteoTrasMontPT/status/1845581165144551673

https://twitter.com/MeteoTrasMontPT/status/1845547404399194314

https://twitter.com/MeteoTrasMontPT/status/1845539203993497801

“Cometa do Século” visto no mundo

Já antes, o corpo celeste visto e fotografado a leste dos Estados Unidos. Algumas imagens divulgadas pela agência Reuters, mostram o cometa a sobrevoar os céus da Califórnia. 

O cometa “C/2023 A3 Tsuchinshan-ATLAS” foi detetado no espaço, pela primeira vez, em fevereiro do ano passado pelos telescópios chineses da Tsuchinshan. A existência do corpo celeste foi depois confirmada pelo telescópio sul-africano da ATLAS

Assim, depois da curta passagem pela Terra, o cometa continuará o seu percurso pelo sistema solar, podendo aproximar-se de outros planetas ou satélites naturais. Os cometas são corpos celestes formados por gelo, poeiras e pequenos fragmentos ou partículas rochosas. Dessa forma, tornam-se visíveis ao aproximarem-se do Sol.

Recentemente, Portugal testemunhou a passagem de um meteoro. Ainda se lembra?

Imagem: Hernani Cavaco, partilhada por @MeteoTrasMontPT

Olhar para o Futuro da Psicologia: Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses em Lisboa

O 6.º Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) e o XIII Congresso Ibero-americano de Psicologia realizaram-se em Lisboa, nos dias 25, 26 e 27 de setembro de 2024, no Centro Cultural de Belém. O evento acolheu mais de dois mil participantes e 500 oradores de vários países de todo o Mundo.

O primeiro dia foi marcado pela visita de mais de 400 congressistas a projetos locais, reconhecidos pelo seu esforço e contributo de boas práticas, entre os quais, a Associação CRESCER, galardoada com o Prémio Nacional de Psicologia 2024.

Psicologia: Saúde mental em destaque

WhatsApp-Image-2024-10-01-at-13.23.08-1-225x300 Olhar para o Futuro da Psicologia: Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses em Lisboa

O CCB abriu as portas à Psicologia. Durante três dias foram abordados vários temas como a saúde mental, novas tendências de intervenção psicológica, impacto das novas tecnologias e inteligência artificial na prática psicológica e questões sociais como o discurso de ódio, quotas de género e a liberalização da cannabis, discutidos em debates e mesas redondas com representantes de entidades públicas, privadas e sociais.

De notar que foi um evento que almejou ser sustentável, com a utilização reduzida de plástico e papel, sendo necessário o uso integral de uma aplicação móvel para aceder a toda a programação do Congresso. Este evento contou ainda com o alto patrocínio do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, contributo que reforça o reconhecimento e relevância do trabalho desenvolvido pela Ciência Psicológica.

Estudo revela as duas bebidas que são o melhor aliado na prevenção da demência

Um novo estudo, publicado na JAMA Network Open, revelou que consumir seis porções diárias de alimentos ricos em flavonoides pode reduzir o risco de demência em 28%, especialmente em pessoas com hipertensão, depressão ou um risco genético elevado. O estudo é da autoria de investigadores da Queen’s University Belfast e acompanhou 122 mil pessoas no durante cerca de nove anos.

Os alimentos com maior impacto na redução do risco incluem:

  • Cinco porções de chá (preto ou verde);
  • Uma porção de vinho tinto;
  • Meia porção de bagas.

Os investigadores atribuíram uma pontuação de “flavodieta” aos participantes com base no consumo de alimentos ricos em flavonoides, como chá, vinho tinto, maçãs, uvas, laranjas, pimentos doces, cebolas e chocolate preto. Entre os alimentos consumidos, o chá revelou-se o mais popular.

Durante o período de acompanhamento, registaram-se 882 casos de demência. Os indivíduos com as maiores pontuações de flavodieta apresentaram um risco significativamente menor de desenvolver demência. Os flavonóides antocianina, flavan-3-ol e flavona, presentes em alimentos como chá, vinho tinto e bagas, mostraram ter as associações mais fortes com a redução do risco de demência.

Demência: a importância dos flavonoides na prevenção

Liron Sinvani, diretor dos serviços geriátricos do North Shore University Hospital, salienta que as recomendações dietéticas para não mencionam os flavonoides. Porém, este estudo pode ajudar a realçar a importância destes fitonutrientes. Acrescenta ainda que políticas públicas que incentivem o consumo de alimentos ricos em flavonoides podem ser cruciais para a saúde cognitiva.

No entanto, Sinvani destacou que o vinho tinto deve ser consumido com moderação, especialmente por pessoas vulneráveis ou com demência, devido ao risco de quedas associadas ao álcool. Alternativamente, o consumo de flavonoides pode ser obtido através de outras fontes, como frutas e chá.

O estudo reconhece algumas limitações, como a dependência de dados autorrelatados sobre os hábitos alimentares e a possível subnotificação de casos de demência. Ainda assim, a investigação reforça a importância dos flavonoides na prevenção da demência.

Dos bebés aos idosos, eis o número de horas de sono necessárias

O sono é um aspecto fundamental da saúde e bem-estar e as suas necessidades variam ao longo das diferentes fases da vida. Desde os primeiros dias de vida até à velhice, o padrão e a quantidade do tempo necessário mudam significativamente, refletindo as diferentes exigências físicas e cognitivas em cada fase.

Recém-Nascidos

Nos primeiros meses de vida, os bebés necessitam de 14 a 17 horas de sono por dia. Este tempo é essencial para o crescimento acelerado, tanto físico quanto mental. A hormona do crescimento é libertada, permitindo que os bebés tripliquem o seu peso no primeiro ano de vida. Também crucial para o desenvolvimento neural, onde as novas ligações são formadas e as aprendizagens iniciais são consolidadas.

Crianças

À medida que crescem, a necessidade de sono diminui gradualmente. Entre um e dois anos, as crianças precisam de cerca de 11 a 14 horas, reduzindo-se para 10 a 13 horas entre os três e os cinco anos. Nesta fase, as sestas diurnas ainda são comuns, mas começam a diminuir à medida que as crianças envelhecem. Aos 18 meses, a maioria das crianças faz uma única sesta por dia, com uma duração média de uma a três horas. No entanto, por volta dos três anos, algumas crianças já não necessitam de sestas, dependendo do seu ritmo individual.

Adolescentes

A adolescência traz mudanças significativas nos padrões de sono. Com a puberdade, as necessidades de sono situam-se entre oito a dez horas por noite, mas muitos adolescentes lutam para atingir este objetivo devido a atrasos no ritmo circadiano e ao aumento da vigília noturna. A dificuldade em adormecer e acordar cedo pode resultar em privação de sono, que afeta a atenção e o desempenho escolar. Estudos sugerem que sestas curtas durante o dia podem ajudar a mitigar os efeitos da privação de sono nesta faixa etária.

Adultos

Na idade adulta, o corpo entra num “modo de manutenção”, e o sono recomendado é de sete a oito horas por noite. Excesso de sono pode indicar distúrbios, como apneia ou hipersónia. Estudos indicam que uma dieta equilibrada, junto com exercício físico noturno, pode melhorar a qualidade do sono.

Idosos

Após os 65 anos, a produção de melatonina diminui, resultando num sono mais leve. Com a idade, o sono tende a ser interrompido devido a micções noturnas frequentes e a um ritmo circadiano mais avançado, que leva os idosos a deitar-se e acordar mais cedo. Apesar destas mudanças, o objetivo deve continuar a ser de sete a oito horas de sono por noite para manter a saúde e o bem-estar.

Compreender as necessidades ao longo das várias etapas da vida é crucial para promover um descanso adequado e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida.

Novo teste de sangue pode prever doenças cardíacas com 30 anos de antecedência

Uma nova abordagem na análise ao sangue pode revolucionar a forma como se prevê o risco de doenças cardíacas, nomeadamente ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais, permitindo uma deteção precoce com até 30 anos de antecedência. Os médicos sugerem que uma análise “tripla” ao sangue, que examina três biomarcadores diferentes, oferece uma previsão muito mais precisa dos riscos cardiovasculares futuros.

Tradicionalmente, o colesterol LDL tem sido o principal indicador usado pelos médicos para avaliar a vulnerabilidade a problemas cardíacos. No entanto, um estudo recente, publicado no The New England Journal of Medicine, vai além desta prática comum. Ao longo de três décadas, os investigadores analisaram, além do colesterol, dois outros biomarcadores importantes: a proteína C reativa (PCR), que aumenta em resposta à inflamação, e a lipoproteína(a), um tipo específico de gordura no corpo.

O que mostram os resultados

Os resultados do estudo mostram que a combinação de níveis elevados de colesterol, PCR de alta sensibilidade e lipoproteína(a) está fortemente associada à ocorrência de eventos cardiovasculares. As pessoas que apresentam altos níveis nestes três biomarcadores têm um risco significativamente aumentado de desenvolver doenças cardíacas.

O estudo foi conduzido com a participação de quase 30 mil mulheres americanas que foram acompanhadas durante 30 anos. Quando o estudo começou, na década de 1990, a média de idades das participantes era de 55 anos. Durante o período de acompanhamento, 13% das participantes sofreram um evento cardiovascular, como um ataque cardíaco ou um AVC.

As mulheres que apresentavam os níveis mais altos de lipoproteína(a) no início do estudo tiveram um risco 33% maior de desenvolver problemas cardiovasculares. Já aquelas com níveis elevados de PCR apresentaram um risco 70% superior. Quando estes dois biomarcadores foram analisados em conjunto com o colesterol, o risco aumentou dramaticamente, com as mulheres nas categorias mais altas das três medições apresentando mais de três vezes a probabilidade de desenvolver doenças cardíacas.

“Os médicos não vão tratar o que não analisam”

À NBC News, Paul Ridker, autor principal do estudo, enfatiza a importância de os médicos começarem a incluir esta análise tripla de biomarcadores em pacientes com 30 ou 40 anos. Explica que a deteção precoce destes fatores de risco, muitas vezes ignorados, pode permitir intervenções preventivas mais eficazes, reduzindo significativamente a incidência de doenças cardiovasculares crónicas. “Os médicos não vão tratar o que não analisam”, alerta.

Em última análise, o estudo sugere que, com a implementação desta análise ao sangue mais completa, muitas doenças cardiovasculares, que são em grande parte evitáveis, poderão ser prevenidas com maior eficácia.

Demência: quando a mente perde os sentidos

A versão internacional da revista The Lancet apresentou recentemente um relatório com a descrição dos fatores de risco associados à demência. O estudo conclui que que adultos com mais de 65 anos, que apresentam deterioração sensorial ao nível da visão, estão mais vulneráveis ao risco de desenvolver a doença, em cerca de 50%.

Para os especialistas, a perda de visão estar associada a esta síndrome não é uma surpresa. Isto porque, nessa lista, já se encontrava identificada outro tipo de disfunção sensorial, como é o caso da perda auditiva. Outros fatores de risco mencionados são a diabetes, fumar, hipertensão e isolamento social.

Como é que as perdas sensoriais podem contribuir para a demência?

Segundo, o professor de Psiquiatria, Gill Livingston, que liderou esta comissão de prevenção para a Demência, a máxima que se aplica ao tecido cerebral é “usar ou perder”. Isso significa que, quando as pessoas manifestam algum tipo de perda sensorial, como de visão ou audição, o cérebro está a ser menos exposto a estimulação cognitiva, o que pode levar à atrofia cerebral.

Recomendações dos especialistas

Para avaliar a sua saúde ocular, agende uma consulta com um oftalmologista, uma vez por ano. Para um teste de audição, poderá consultar um audiologista ou um médico otorrinolaringologista. Se revelar alguma perda auditiva ou visual, o recomendado é que a trate o mais depressa possível. Ao fazê-lo, estará não só a reduzir o risco de demência, como também a potenciar uma melhor qualidade de vida.

Psiquiatra revela as 4 melhores dicas para lidar com a ansiedade

Daniel Amen, psiquiatra e investigador de imagens cerebrais, partilhou recentemente quatro estratégias para gerir a mente e aliviar a ansiedade. O stress e a ansiedade podem afetar o corpo inteiro, causando inflamação, dores e problemas digestivos. Amen sublinha a importância de treinar a mente para controlar pensamentos negativos, que muitas vezes se intensificam descontroladamente.

Entre as soluções apresentadas por Amen encontram-se a respiração diafragmática, ouvir música relaxante, hipnose e uma técnica curiosa: dar um nome ao cérebro para criar uma distância psicológica saudável dos pensamentos negativos.

Ansiedade: Conheça cada uma das 4 dicas

A respiração diafragmática envolve inspirar durante quatro segundos, segurar por um segundo e expirar durante oito, ajudando a ativar o sistema nervoso parassimpático, promovendo um estado de calma. A música relaxante, por outro lado, não só alivia a ansiedade momentaneamente como também melhora a saúde cerebral a longo prazo.

A hipnose é outra técnica recomendada por Amen, ajudando a abrir o subconsciente a sugestões positivas. Finalmente, dar um nome ao cérebro pode ajudar a acalmar a tagarelice mental, criando uma separação entre os pensamentos e a sua aceitação. Esta técnica promove uma abordagem mais distanciada e crítica face aos próprios pensamentos, permitindo uma gestão mais eficaz da ansiedade.

Covid-19: Não vacinados com maior risco de sofrer de depressão, ansiedade e stress

Novas pesquisas indicam que pessoas não vacinadas contra a Covid-19 têm um risco maior de desenvolver doenças mentais, como depressão e ansiedade. Um estudo recente revelou que esta associação é mais forte em casos graves de Covid-19, especialmente entre os não vacinados.

Publicado na JAMA Psychiatry, a investigação mostrou que a incidência de doenças mentais aumentou nas semanas seguintes ao diagnóstico, mas foi significativamente mais baixa entre os vacinados. Entre os não vacinados, o risco de doenças mentais elevadas persistiu até um ano após casos graves da doença.

A investigação também constatou que a hospitalização devido ao vírus está associada a um risco mais elevado e prolongado de doenças mentais. De acordo com o Dr. Jonathan Sterne, autor do estudo, esta ligação foi mais evidente em casos que resultaram em hospitalização. Os investigadores da Universidade de Bristol observaram que as associações foram mais fortes em adultos mais velhos e em homens, possivelmente devido à maior gravidade da Covid-19 nesses grupos.

A importância da vacinação contra a covid-19

O estudo analisou dados de três grupos de adultos em Inglaterra, incluindo pessoas diagnosticadas com Covid-19 antes e depois da disponibilização das vacinas. Os investigadores examinaram quantos desses indivíduos desenvolveram doenças mentais nas semanas seguintes ao diagnóstico, sendo a depressão a condição mais comum.

A investigação destaca a importância das vacinas na prevenção de consequências graves para a saúde mental após a infeção e sugere que a hospitalização pela doença pode agravar o risco de problemas mentais em comparação com outras doenças graves.