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Metro de Lisboa: onde estão os milhões?

O Metro de Lisboa executou apenas 565 mil euros dos 66,2 milhões de euros investidos pelo o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Significa isto que menos de 1% do valor previsto do financiamento para 2023 foi concretizado. A empresa, citada pelo Jornal de Negócios, justifica-se com atrasos em concursos e expropriações.

Os principais projetos registaram uma taxa de execução de 99% abaixo do previsto. Desta forma, coloca em causa a expansão da Linha Vermelha e a construção da Linha Violeta que irá ligar Loures e Odivelas. O relatório de 2023 do Metro de Lisboa revela que houve um desvio de cerca 54 milhões de euros do orçamento para o projeto de expansão da linha Vermelha entre as estações de São Sebastião e Alcântara.

Problemas continuam

Além disso, alguns dos problemas mais reportados pelos utilizadores continuam sem solução: elevadores e escadas rolantes avariados. Feitas as contas, 22 dos 121 elevadores (18%) e 39 dos 244 escadas e tapetes rolantes (16%) estão inoperacionais, revela o Lisboa para Pessoas.

No caso da criação de um metro entre Loures e Odivelas estão parados 527 milhões (390 milhões oriundos do PRR). Assim sendo, há obras por iniciar devido a atrasos no processo de contratação pública. A baixa concretização destes investimentos pode colocar em causa o cumprimento dos objetivos de desenvolvimento económico e social associados ao PRR, alerta o conselho fiscal da empresa.

 

Autor: Miguel Penhalta

Revolut vai lançar os primeiros empréstimos hipotecários já na primavera

A Revolut, uma fintech de renome global, está a preparar-se para entrar no mercado de empréstimos hipotecários na Irlanda. Esta iniciativa promete desafiar os bancos tradicionais do país. Este banco digital – um dos mais populares a nível mundial – tem mantido conversações com corretores irlandeses para avaliar se vai oferecer esses empréstimos através de intermediários ou diretamente aos seus clientes.

Assim a Revolut, conhecida pela sua plataforma digital que oferece serviços financeiros inovadores, tem atraído milhões de utilizadores em todo o mundo. Fundada em 2015, começou como um serviço de câmbio de moedas, expandindo rapidamente para oferecer uma vasta gama de produtos financeiros, incluindo cartões de débito, investimentos, seguros e serviços bancários tradicionais. A empresa destaca-se pela sua abordagem disruptiva, oferecendo serviços bancários a custos reduzidos e com uma interface totalmente digital.

Revolut promete agitar mercado dos empréstimos

Em julho, o Irish Times foi o primeiro a noticiar que a Revolut planeava oferecer empréstimos hipotecários na Irlanda, com lançamento previsto para algures em 2025. No entanto, de acordo com o The Sunday Times, esse cronograma sofreu uma antecipação já para entre abril e junho do mesmo ano.

A entrada da Revolut neste mercado está a ser observada com grande interesse. Especialmente tendo em conta que a empresa já conta com 2,7 milhões de clientes na Irlanda, quase três quartos da população adulta. Este nível de penetração coloca a Revolut numa posição estratégica para competir diretamente com os gigantes do setor bancário irlandês, como o AIB, o Bank of Ireland e o Permanent TSB. Atualmente são responsáveis por cerca de 93% do mercado de crédito hipotecário no país.

Apesar da crescente expectativa, um porta-voz da Revolut recusou-se a comentar sobre os detalhes da operação. Assim, se a empresa conseguir estabelecer uma oferta competitiva, poderá provocar uma mudança significativa na dinâmica do mercado hipotecário irlandês, oferecendo mais opções e possivelmente melhores condições aos consumidores.

IRS: Salários até 1.175€ livres de descontos em setembro e outubro

O Governo já publicou as novas tabelas de retenção na fonte para o Imposto sobre Rendimentos Singulares (IRS). Tal como o Ministério das Finanças tinha adiantado, os contribuintes teriam de ser compensados pelos descontos realizados a mais nos salários desde o início do ano, por ser uma descida com retroativos a janeiro.

Em setembro e outubro, todos os trabalhadores dependentes vão ver o valor líquido do salário subir. Na prática, o Estado vai devolver – em duas parcelas – todo o valor que foi pago a mais em IRS e que não está em conformidade com as novas tabelas de retenção na fonte. Acima de tudo, a meta é que todos passem a descontar menos a partir de novembro

Assim, todos os trabalhadores dependentes com salários até 1.175 euros brutos ficam isentos de pagamento deste imposto durante dois meses. A medida tem caráter extraordinário apenas para colocar em marcha o mecanismo de correção dos nove salários recebidos com as anteriores tabelas (oito meses + subsídio de férias).

Depois, a partir de novembro passam a ser aplicadas as novas tabelas de retenção na fonte, para fazer cumprir a descida do IRS votada no Parlamento. Os descontos voltam a incluir todos os rendimentos a partir dos 935 euros. No caso dos reformados, a partir dos 937 euros para não casados sem filhos. A isenção extraordinária nas pensões é aplicada até aos 1.202 euros brutos. Nessa altura, passam a ser aplicadas novas taxas inferiores às que estiveram em vigor entre janeiro e agosto.

As alterações foram aprovadas no Parlamento com os votos a favor do PS e do Chega e o PSD (no Governo) votou contra.

Salários com menos IRS. Mas quanto?

O Ministério das Finanças publicou alguns exemplos para explicar como será feito o cálculo do reajuste de salários em setembro/outubro e a partir de novembro.

Por exemplo: Um contribuinte solteiro sem filhos com um salário até 1.000 euros brutos descontava até agora 82 euros para IRS (à taxa de 8,2%). Em setembro e outubro passa a pagar zero mas em novembro e dezembro volta a descontar. Porém, a taxa de imposto desce para os 7,6% e passa a entregar ao Estado 76 euros. A poupança real será de apenas 8 euros.

Do mesmo modo, um trabalhador também solteiro sem filhos mas que aufere um ordenado de 1.500 euros brutos, descontava até agora 203 euros de IRS. Com o ajuste de setembro e outubro, vai pagar apenas 12 euros. Em novembro, volta a aproximar-se do que pagava antes (189 euros). A taxa cobrada era de 13,5% e passa para 12,6%.

No caso dos pensionistas e reformados, o período de ajuste de rendimentos pode estender-se até novembro

Quem ficou desempregado durante o ano de 2024 não terá direito a reembolso. Os trabalhadores que receberam aumentos salariais saem beneficiados, porque o fisco vai considerar que aqueles contribuintes obtiveram os novos rendimentos desde janeiro.

Todas os casos que não sofrerem ajustes agora, serão tratados em 2025, na campanha de apuramento de IRS.

Estado encaixa quase 3 milhões com Certificados não reclamados

O Estado ganhou 2,9 milhões de euros com Certificados de Aforro que prescreveram e que não foram reclamados pelos herdeiros em 2023. Segundo o relatório anual da Agência de Gestão de Tesouraria e Dívida Pública (IGPC) – citado pelo Jornal de Negócios – o valor arrecadado pelo Estado subiu em relação ao ano anterior.

Assim, feitas as contas, os cofres públicos absorveram mais 400 mil euros em termos comparativos. No entanto, 2023 não foi o ano mais “rentável” para o Estado com os Certificados não reclamados. Em 2021, “perderam-se” mais de 6 milhões de euros e, um ano antes, o valor que reverteu para o Estado superou os 4,7 milhões.

Na prática, a absorção do capital não reclamado está prevista na lei. O Estado português pode arrecadar todo o investimento efetuado em Certificados de Aforro ao fim de 10 anos após a morte do titular. Em contrapartida, não pode ter havido qualquer reclamação do dinheiro investido por parte dos herdeiros.

Em muitos casos, os descendentes não sabem da existência deste tipo de investimento, bem como do volume de capital investido.

Como reclamar Certificados de Aforro?

A reclamação de Certificados de Aforro só pode ser feita junto da IGPC ou num balcão físico dos CTT. Para avançar com o processo, é necessário abrir um processo de habilitação de herdeiros.

É obrigatória a apresentação de uma escritura notarial de habilitação de herdeiros da pessoa que faleceu e um comprovativo de participação de transmissões gratuitas. Além disso, os herdeiros devem apresentar o Cartão do Cidadão do titular e de todos os descendente. Por fim, o IBAN em contas de aforro já existentes.

Se os herdeiros não reclamarem os Certificados de Aforro, o dinheiro reverte para o Fundo de Regularização da Dívida Pública.

IRS tem taxas mais baixas. Mas mudanças só a partir de setembro

Já estão em vigor novas taxas e escalões relativos ao Imposto sobre Rendimentos Singulares (IRS), mas efeitos desta alteração só serão sentidos a partir de setembro. Só nesse mês deverão estar disponíveis as novas tabelas de retenção na fonte.

O Parlamento aprovou a proposta do PS contra a vontade do Governo. As novas taxas foram agora divulgadas mas, na prática, sem as tabelas de retenção na fonte – que hão-de ser divulgadas em setembro – não será possível perceber qual o ganho real para os portugueses.

Para já, sabe-se que a maioria dos trabalhadores vai poder contar com mais dinheiro disponível ao final de cada mês. Pode ser muito ou pouco – dependendo da perspetiva e de quanto cada contribuinte ganha. No entanto, não é um aumento. Os portugueses vão descontar menos.

As mudanças terão retroatividade a janeiro. O Governo ainda terá de explicar a forma como vai funcionar.

A redução das taxas aplica-se até ao sexto escalão do IRS. Ou seja, aos contribuintes cujo rendimento coletável é 39.791€ por ano. Mas como o IRS é um imposto progressivo, todos os trabalhadores acabaram por beneficiar.

Novos escalões e taxas de IRS

1º escalão (até 7.703€/ano)
– A redução será de meio ponto percentual, passa dos 13,5% para 13%. 

2º escalão (de 7.703€ até 11.623€)
A taxa passa dos 18% para os 16,5%. 

3º escalão (de 11.623€ até 16.472€)
Passa a ser aplicada uma taxa de 22%. Antes era 23%.

4º escalão (16.472€ até 21.321€)
A descida da taxa é de 1% e passa a ser de 25%.

5º escalão (21.321€ até 27.146)
Passa a ser tributado a 32%. A tributação antiga era de 32,75%.

6º escalão (27.146€ até 39.791€)
A taxa reduz de 37% para 35,5%.

Os três últimos escalões não sofrem mexidas nas taxas, mas sim nos limites. O sétimo escalão passa a ter um limite máximo de 43.000€ (43,5%) e o oitavo situa-se no intervalo seguinte até aos 80.000€ (45%).

O nono escalão engloba todos os rendimentos coletáveis superiores a 80 mil euros por ano. Assim, nestes casos aplica-se uma taxa de 48%.

Dedução específica

A alteração ao código do IRS traz outra novidade. Há mais de uma década que a parcela de rendimento isenta do IRS estava congelada. Passa a evoluir em função do Indexante dos Apoios Sociais (IAS). O IAS é um valor que serve de referência à atribuição de diversos subsídios e apoios sociais.

Dessa forma, a dedução específica passa para 4.350,24€. Uma subida de 6%, ou seja, 246,24€.

Segundo o jornal ECO, que cita um representante de uma sociedade de advogados, o bónus “irá beneficiar os ganhos obtidos em 2024 com efeitos na liquidação do IRS de 2025, aquando da entrega da declaração do imposto.”

Explica o ECO que a dedução específica “é um instrumento que permite descontar um determinado montante ao rendimento anual declarado, baixando assim os ganhos sujeitos a IRS. Assim, quanto maior for a dedução, menor será a carga fiscal sobre salários e pensões”.

IRS: Estado reembolsa 3,1 mil milhões de euros aos contribuintes

O Estado reembolsou aos contribuintes mais de três mil milhões de euros relativos ao apuramento do IRS do ano passado. O valor divulgado pelo Ministério das Finanças representa um aumento de quase 60 milhões de euros comparativamente a 2022.

A campanha de liquidação do Imposto sobre Rendimentos Singulares decorreu entre 1 de abril e 30 de junho deste ano. Dessa forma, foram entregues e liquidadas mais de seis milhões de declarações.

Numa nota enviada às redações, o Ministério das Finanças destaca o aumento do número de declarações entregues. “Até ao dia 1 de agosto, a Autoridade Tributária e Aduaneira liquidou cerca de seis milhões de declarações de IRS relativas aos rendimentos obtidos em 2023, verificando-se um aumento de 1,1% face ao ano anterior.”

Ao todo, 2,9 milhões de declarações deram origem a um reembolso do IRS. Ou seja, significa que, ao longo do ano, os contribuintes retiveram imposto a mais e, feitas as contas, o Estado tem agora de o devolver.

No sentido contrário, houve 1,2 milhões de notas de cobrança de IRS, no valor total de 2,2 mil milhões de euros. O valor cobrado foi menor em relação a 2023. No próximo ano, o cenário pode alterar-se devido à mexida nas tabelas de retenção na fonte durante este ano.

Aliás, o alívio adicional do IRS que o atual Governo vai introduzir em setembro (votado pelo PS e Chega no Parlamento), pode acentuar ainda mais os efeitos da retenção na fonte dos contribuintes até ao 6º escalão (até 39.791€ anuais). Assim, há contribuintes que poderão receber menos, não receber, ter de pagar ou vir a pagar mais.

Prazo de reembolso do IRS

Ao contrário da previsão inicial do Governo, o prazo médio de reembolso do IRS foi de 24 dias. Inicialmente, havia uma previsão de 15 dias para reembolso aos contribuintes.

Nos casos em que foi utilizado o IRS Automático, o prazo de reembolso não ultrapassou os 13 dias.

Terminada a fase de apuramento, o Estado tem agora até 31 de agosto para liquidar o IRS na totalidade, o que inclui os reembolsos. Por sua vez, os contribuintes que tiverem de pagar imposto ao Estado, têm até à mesma data para o fazer. 

Nunca houve tanto dinheiro depositado nos bancos como agora

Os portugueses nunca tiveram tanto dinheiro depositado nos bancos como agora. Os dados do Banco de Portugal mostram que, em junho, o volume de depósitos de particulares cresceu 6,7% comparativamente a 2022. 

Assim, estão depositados nos bancos portugueses cerca de 186.698 milhões de euros. 

“No final de junho de 2024, o stock de depósitos de particulares nos bancos residentes totalizava 186,7 mil milhões de euros, mais 2,4 mil milhões de euros do que em maio de 2024”, refere regulador, em comunicado.

É, por isso, o montante em dinheiro mais elevado em depósitos desde o início da série, que remonta a 1979. O Banco de Portugal explica, no entanto, que o crescimento está associado a um aumento das responsabilidades à vista que subiram 2.347 milhões de euros.

Dinheiro depositado pelas empresas também cresce

No registo das empresas, também há dados positivos. Em junho, também houve mais dinheiro depositado nos bancos.

“O stock de depósitos das empresas nos bancos residentes totalizava, no final de junho, 65,8 mil milhões de euros, mais 0,1 mil milhões de euros do que em maio de 2024. Este stock apresentou um crescimento anual de 2,8%, o mais elevado desde fevereiro de 2023.”

Já os depósitos a prazo por particulares conseguiram captar, em junho, cerca de seis mil milhões de euros. Apesar do produto estar a perder força, em junho os portugueses tinham mais de 105 mil milhões de euros aplicados nos bancos.

Os depósitos a prazo já foram mais atrativos. Os bancos já estão a rever em baixa as remunerações associadas às ofertas, tendo em conta a já esperada descida das taxas de juro de referência do Banco Central Europeu.

App CTT já permite subscrever Certificados de Aforro

Já está disponível a nova funcionalidade na aplicação CTT para os Certificados de Aforro. A partir de agora, o smartphone já pode ser utilizado para gerir uma conta e, por exemplo, subscrever novas unidades de aforro, além das que já estão investidas.

“A função Aforro Digital permite subscrever e reforçar os certificados de aforro. De forma simples, rápida e segura, através da aplicação dos CTT, em contas aforro já existentes“.

A nova funcionalidade da app só pode ser utilizada por quem já tiver uma conta Aforro aberta. Para a abertura de conta continua a ser obrigatória a deslocação a um balcão dos CTT. Também não é possível resgatar ou pedir reembolso através da aplicação.

Para consulta da conta aforro na aplicação, será pedida uma verificação (única) de identidade através da Chave Móvel Digital. Pode demorar algumas horas até que a funcionalidade fique totalmente operacional. A partir daí, o acesso será automático. Para quem tem um smartphone com desbloqueio através de leitura facial, fica adicionada uma forma de segurança no acesso.

Até agora, já era possível subscrever e reforçar Certificados de Aforro na internet através das páginas da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública ou, mais recentemente, através do Banco BIG.

Apesar de existir esta nova forma de gestão dos Certificados, todas as regras de resgate ou reembolso antecipado se mantém. Assim como o regulamento referente à captação dos Certificados de Aforro em caso de morte do titular.

Certificados de Aforro dos CTT em queda

Os Certificados de Aforro continuam a ser uma boa opção de investimento com capital garantido, mas já tiveram tempos melhores

Tornaram-se um produto muito requisitado após a subida das taxas de juro, nomeadamente da taxa Euribor a três meses. A taxa chegou a ultrapassar os 4% em novembro de 2023. Em última análise, vários aforristas chegaram a ver o investimento valorizar mais que isso, se incluídos os prémios de permanência.

Porém, perante a elevada procura, o anterior Governo alterou as regras dos Certificados de Aforro e diminuiu o teto máximo de investimento (para 2,5%), os prémios de permanência e as taxas associadas. Além disso, com a subida das remunerações dos bancos sobre os depósitos a prazo, as subscrições de aforro recuaram.

Em maio, houve mesmo subscrições líquidas negativas de quase quatro milhões de euros. Há sete meses que o volume de investimento não é maior que os resgates e reembolsos.

Almada: Metro Sul do Tejo vai chegar à Costa da Caparica

Está assinado o protocolo que dá luz verde à elaboração do projeto de expansão do Metro Sul do Tejo até à Costa da Caparica. Assinaram o acordo a autarquia, o Metro de Lisboa e a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML). Na cerimónia estiveram presentes o Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, e a autarca de Almada, Inês de Medeiros.

“O novo traçado representa um avanço significativo na melhoria do transporte público, oferecendo uma alternativa rápida, eficiente e ecológica aos habitantes e visitantes das zonas costeiras e balneares”, explica a autarquia em comunicado.

Assim, com mais 6,6 quilómetros, a rede de metro permitirá uma ligação direta às zonas balneares. As zonas de Santo António e São João também serão servidas. Do mesmo modo, o acesso aos transportes fluviais fica facilitado. Portanto, servirá como forma de reduzir a dependência do transporte individual. 

A atual rede é composta pelas ligações entre Cacilhas e Corroios, Pragal e Corroios e ainda entre Cacilhas e o Campus da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.  Em síntese, a ideia é prolongar a rede até Trafaria e Costa da Caparica. 

Almada e Lisboa num trabalho conjunto

Além de definir os termos de cooperação, fica indicado de que forma será feito o estudo, o planeamento e a concretização do projeto. Cada uma das três entidades envolvidas terá responsabilidades diferenciadas.

O Metro de Lisboa fica responsável pela gestão do projeto, incluindo a elaboração do relatório de diagnóstico, bem como a avaliação da viabilidade técnico-económica do traçado e a realização de serviços de cartografia e topografia.

Por sua vez, a Câmara de Almada vai estabelecer as condições de inserção urbana do novo traçado. A TML ficará encarregue dos estudos sobre tráfego e procura, bem como da harmonização dos diferentes transportes na região.

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Expansão lá para 2029… se tudo correr bem.

Na prática, o protocolo assinado é apenas uma fase embrionária do projeto. Ainda assim, é uma das mais importantes. Afinal, tanto o Governo como a autarquia querem garantir que o projeto não cai por terra no futuro, com uma eventual mudança de mãos tanto a nível local como nacional.

O Governo estima que as obras de expansão do metro possam arrancar entre cinco e sete anos. “Eu diria que dentro de cinco, seis, sete anos podemos estar a pensar em obras no terreno e material circulante adquirido”, afirmou Miguel Pinto Luz à Agência Lusa, citada pelo Público.

“Hoje é um dia particularmente emocionante para Almada e para a Costa de Caparica e Trafaria. Esta cerimónia é um passo fundamental para concretizar uma das antigas ambições do concelho”, de acordo com Inês de Medeiros. A Câmara de Almada espera que os estudos fiquem concluídos dentro de três anos.

Imagem: Metro Transportes do Sul

Abanca compra EuroBic. Nova imagem chega às agências

Já está fechado o negócio de venda do EuroBic aos espanhóis do Abanca. Logo que o contrato foi assinado, foi dada luz verde ao início da operação de rebranding das quase 180 agências do banco em território nacional.

A partir de agora, o EuroBic tem uma nova imagem em todo o país. O embondeiro e o fundo vermelho desaparecem e dão lugar à base branca característica da marca galega. Porém, a referência “EuroBic” mantém-se, para já, ao lado do nome Abanca, à esquerda, escrita a preto. Trata-se de uma marca de transição que vai durar até ao próximo ano.

“A entidade irá operar sob a marca “EuroBic ABANCA” até que, ao longo de 2025, se conclua o processo de integração tecnológica e operacional do negócio. Este logótipo de transição será também apresentado nos diferentes canais digitais (web, banca eletrónica e mobile), bem como nos cartões de crédito e débito”, esclarece o banco em comunicado.

Já no edifício que serviu de sede ao EuroBic, em Lisboa, o lettering altera-se de forma definitiva para a marca espanhola.

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Agência EuroBic com a nova marca

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Edifício sede do EuroBic com novo lettering Abanca

Abanca: o sétimo maior banco de Portugal

O valor da compra do EuroBic não foi divulgado, mas o Abanca torna-se o sétimo maior banco a operar em Portugal.

“A aquisição do EuroBic tem um claro sentido estratégico, devido ao dinamismo do mercado português, a sua inter-relação económica com a Galiza e com Espanha e as sinergias que proporciona ao nosso projeto”, afirmou Juan Carlos Escotet, presidente do Abanca, em comunicado.

O processo de compra já se arrastava há vários anos. Porém, era necessário o aval tanto do Banco de Portugal como de entidades europeias. No final de junho, o regulador deu autorização para que o negócio avançasse. O Banco Central Europeu e a Autoridade da Concorrência deram a luz verde final.

Assim, o Abanca quadruplica o número de clientes, triplica o volume de negócios e os pontos de venda no país. Anteriormente, o banco espanhol adquiriu a rede de retalho do Deutsche Bank Portugal e conseguiu atingir 70 pontos de venda, com um volume de negócio de quase 7.000 milhões de euros. 

Quanto ao EuroBic, representa um volume de negócios superior a 11.500 milhões de euros, com um volume de crédito de 5.167 milhões de euros e depósitos de 6.280 milhões. O banco tem cerca de 1.400 funcionários e mais de 240.000 clientes. 

O Banco BIC Português tinha Isabel dos Santos e Fernando Teles como principais acionistas. A participação da filha do ex-Presidente de Angola (42,5%) foi arrestada preventivamente pelas autoridades angolanas na sequência do caso Luanda Leaks.

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Fernando Teles, Juan Carlos Escotet Rodríguez e Francisco Botas.