Título para tag

Autem vel eum iriure dolor in hendrerit in vulputate velit esse molestie consequat, vel illum dolore eu feugiat nulla facilisis at vero eros et dolore feugait.

Arquivo de tag demencia

Comer este snack todos os dias pode reduzir o risco de demência

Um estudo publicado nos últimos dias, dá conta que adultos de meia-idade e idosos que consomem uma dose diária de frutos secos podem reduzir significativamente o risco de demência. A investigação, realizada com 50 mil adultos no Reino Unido, revelou que aqueles que consomem uma mão cheia de frutos secos por dia diminuem o risco de demência em 12%.

Resultados do estudo

Os participantes foram acompanhados durante sete anos. Após ajustarem fatores como idade, sexo e estilo de vida, os investigadores notaram uma redução de 12% no risco de demência. Para quem optou por frutos secos sem sal, o risco de demência foi ainda mais reduzido, chegando a 16%.

Benefícios dos frutos secos na demência

Especialistas sugerem dietas como a frutos secos e a dieta MIND, ricas em vegetais, cereais integrais e gorduras saudáveis, que incluem frutos secos e são recomendadas para a saúde cognitiva. Estudos indicam que os frutos secos, especialmente as nozes, contêm nutrientes essenciais para a função cerebral, como ácidos gordos ómega-3.

Um grupo de investigadores do National Institute on Aging descobriram que o consumo de nozes pode melhorar a memória em pacientes com Alzheimer. Estudos apontam ainda que as nozes são particularmente benéficas devido aos seus componentes neuroprotetores.

Estudo revela as duas bebidas que são o melhor aliado na prevenção da demência

Um novo estudo, publicado na JAMA Network Open, revelou que consumir seis porções diárias de alimentos ricos em flavonoides pode reduzir o risco de demência em 28%, especialmente em pessoas com hipertensão, depressão ou um risco genético elevado. O estudo é da autoria de investigadores da Queen’s University Belfast e acompanhou 122 mil pessoas no durante cerca de nove anos.

Os alimentos com maior impacto na redução do risco incluem:

  • Cinco porções de chá (preto ou verde);
  • Uma porção de vinho tinto;
  • Meia porção de bagas.

Os investigadores atribuíram uma pontuação de “flavodieta” aos participantes com base no consumo de alimentos ricos em flavonoides, como chá, vinho tinto, maçãs, uvas, laranjas, pimentos doces, cebolas e chocolate preto. Entre os alimentos consumidos, o chá revelou-se o mais popular.

Durante o período de acompanhamento, registaram-se 882 casos de demência. Os indivíduos com as maiores pontuações de flavodieta apresentaram um risco significativamente menor de desenvolver demência. Os flavonóides antocianina, flavan-3-ol e flavona, presentes em alimentos como chá, vinho tinto e bagas, mostraram ter as associações mais fortes com a redução do risco de demência.

Demência: a importância dos flavonoides na prevenção

Liron Sinvani, diretor dos serviços geriátricos do North Shore University Hospital, salienta que as recomendações dietéticas para não mencionam os flavonoides. Porém, este estudo pode ajudar a realçar a importância destes fitonutrientes. Acrescenta ainda que políticas públicas que incentivem o consumo de alimentos ricos em flavonoides podem ser cruciais para a saúde cognitiva.

No entanto, Sinvani destacou que o vinho tinto deve ser consumido com moderação, especialmente por pessoas vulneráveis ou com demência, devido ao risco de quedas associadas ao álcool. Alternativamente, o consumo de flavonoides pode ser obtido através de outras fontes, como frutas e chá.

O estudo reconhece algumas limitações, como a dependência de dados autorrelatados sobre os hábitos alimentares e a possível subnotificação de casos de demência. Ainda assim, a investigação reforça a importância dos flavonoides na prevenção da demência.

Demência: quando a mente perde os sentidos

A versão internacional da revista The Lancet apresentou recentemente um relatório com a descrição dos fatores de risco associados à demência. O estudo conclui que que adultos com mais de 65 anos, que apresentam deterioração sensorial ao nível da visão, estão mais vulneráveis ao risco de desenvolver a doença, em cerca de 50%.

Para os especialistas, a perda de visão estar associada a esta síndrome não é uma surpresa. Isto porque, nessa lista, já se encontrava identificada outro tipo de disfunção sensorial, como é o caso da perda auditiva. Outros fatores de risco mencionados são a diabetes, fumar, hipertensão e isolamento social.

Como é que as perdas sensoriais podem contribuir para a demência?

Segundo, o professor de Psiquiatria, Gill Livingston, que liderou esta comissão de prevenção para a Demência, a máxima que se aplica ao tecido cerebral é “usar ou perder”. Isso significa que, quando as pessoas manifestam algum tipo de perda sensorial, como de visão ou audição, o cérebro está a ser menos exposto a estimulação cognitiva, o que pode levar à atrofia cerebral.

Recomendações dos especialistas

Para avaliar a sua saúde ocular, agende uma consulta com um oftalmologista, uma vez por ano. Para um teste de audição, poderá consultar um audiologista ou um médico otorrinolaringologista. Se revelar alguma perda auditiva ou visual, o recomendado é que a trate o mais depressa possível. Ao fazê-lo, estará não só a reduzir o risco de demência, como também a potenciar uma melhor qualidade de vida.

Descoberto novo sintoma de Alzheimer que surge no início da doença

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta a memória, o pensamento e a capacidade de realização de tarefas diárias. É a forma mais comum de demência e tende a piorar com o tempo, afetando significativamente a qualidade de vida do paciente.

Caracteriza-se pela acumulação anormal de proteínas no cérebro, levando à morte das células nervosas e à perda de funções cognitivas. Atualmente, não há cura para o Alzheimer e os tratamentos disponíveis têm como objetivo controlar os sintomas e desacelerar a progressão da doença. Assim, o diagnóstico precoce desempenha um papel crucial na gestão da doença, permitindo intervenções mais eficazes e melhor qualidade de vida para os pacientes.

De acordo com uma nova investigação conduzida por cientistas da University College London (UCL), os doentes que sofrem de Alzheimer sentem dificuldades ao realizar curvas durante a locomoção. Este estudo fez uso da tecnologia de realidade virtual para investigar os erros de locomoção em pessoas que apresentam os primeiros indícios da doença, com o intuito de desenvolver testes simples para detecção precoce da condição.

Os resultados do estudo

A pesquisa envolveu a divisão dos participantes em três grupos distintos: um grupo de jovens saudáveis (31 indivíduos), outro de idosos saudáveis (36 indivíduos), e um terceiro composto por pacientes com défice cognitivo leve (43 indivíduos). De seguida, os investigadores solicitaram que os participantes realizassem uma tarefa com o auxílio de óculos de realidade virtual, permitindo movimentação real.

O termo “défice cognitivo leve” refere-se à fase intermédia entre o declínio cognitivo esperado relacionado à idade e o declínio mais severo característico da demência. A tarefa consistia em percorrer um percurso delineado por cones numerados, composto por dois segmentos retos ligados por uma curva. Posteriormente, os participantes foram desafiados a regressar ao ponto de partida sem qualquer auxílio.

As condições de realização da tarefa foram alteradas para enfatizar as habilidades de locomoção dos participantes: na primeira condição, o ambiente virtual permaneceu inalterado; na segunda, os detalhes do cenário foram substituídos por uma textura plana; e, por fim, na terceira condição, todos os pontos de referência do mundo virtual foram temporariamente removidos.

Os resultados revelaram que os participantes que tinham Alzheimer em fase inicial superestimaram consistentemente a intensidade das curvas no percurso e demonstraram maior variabilidade na sua capacidade de orientação. Tais dificuldades na navegação não foram observadas nos grupos de jovens e idosos saudáveis, o que sugere que essas dificuldades de navegação são específicas do Alzheimer.