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Este é o alimento que deve evitar se sofre de depressão

Abandonar os alimentos ultra processados pode ser essencial para melhorar a saúde mental, especialmente para quem sofre de depressão. O psiquiatra de renome, Daniel Amen, destacou recentemente a importância da alimentação, afirmando que “a saúde intestinal é fundamental para a saúde do cérebro“. Segundo o especialista, dietas ricas em alimentos ultra processados aumentam drasticamente o risco de depressão.

A conexão entre o intestino e o cérebro, conhecida como eixo intestino-cérebro, é uma comunicação contínua que envolve sinais químicos e nervosos. O cérebro influencia diretamente o intestino, especialmente em situações de stress, que podem desencadear sintomas gastrointestinais como náuseas e diarreia. Por outro lado, o intestino também envia sinais ao cérebro, principalmente através do microbioma intestinal — uma vasta comunidade de bactérias, vírus e fungos que desempenham um papel crucial no bem-estar mental.

O microbioma intestinal, constituído por mais de 100 triliões de micróbios, é responsável pela produção de substâncias químicas que afetam diretamente o humor e a saúde cerebral. O Dr. Amen compara esses micróbios a “animais de estimação”, afirmando que é necessário “alimentar os nossos insectos intestinais com alimentos saudáveis, como fibras, frutas e legumes coloridos, além de proteínas de qualidade”.

Luta contra depressão pode começar na alimentação

Estudos científicos têm demonstrado que uma dieta rica em fibras e nutrientes saudáveis promove o equilíbrio no microbioma, o que, por sua vez, apoia o bom funcionamento do cérebro. Por isso, alimentos naturais e minimamente processados podem não apenas melhorar a saúde intestinal, mas também atuar como aliados poderosos no combate à depressão e outros transtornos de humor. Assim, a substituição de alimentos ultra-processados por opções saudáveis é uma estratégia eficaz para manter o equilíbrio emocional.

Em suma, uma alimentação equilibrada, focada em alimentos ricos em fibras e proteínas saudáveis, é fundamental para garantir que o intestino e o cérebro estejam em sintonia. Se sofre de depressão ou deseja melhorar a sua saúde mental, o primeiro passo pode ser simplesmente ajustar a sua dieta e deixar de lado os alimentos ultra processados.

Olhar para o Futuro da Psicologia: Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses em Lisboa

O 6.º Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) e o XIII Congresso Ibero-americano de Psicologia realizaram-se em Lisboa, nos dias 25, 26 e 27 de setembro de 2024, no Centro Cultural de Belém. O evento acolheu mais de dois mil participantes e 500 oradores de vários países de todo o Mundo.

O primeiro dia foi marcado pela visita de mais de 400 congressistas a projetos locais, reconhecidos pelo seu esforço e contributo de boas práticas, entre os quais, a Associação CRESCER, galardoada com o Prémio Nacional de Psicologia 2024.

Psicologia: Saúde mental em destaque

WhatsApp-Image-2024-10-01-at-13.23.08-1-225x300 Olhar para o Futuro da Psicologia: Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses em Lisboa

O CCB abriu as portas à Psicologia. Durante três dias foram abordados vários temas como a saúde mental, novas tendências de intervenção psicológica, impacto das novas tecnologias e inteligência artificial na prática psicológica e questões sociais como o discurso de ódio, quotas de género e a liberalização da cannabis, discutidos em debates e mesas redondas com representantes de entidades públicas, privadas e sociais.

De notar que foi um evento que almejou ser sustentável, com a utilização reduzida de plástico e papel, sendo necessário o uso integral de uma aplicação móvel para aceder a toda a programação do Congresso. Este evento contou ainda com o alto patrocínio do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, contributo que reforça o reconhecimento e relevância do trabalho desenvolvido pela Ciência Psicológica.

Demência: quando a mente perde os sentidos

A versão internacional da revista The Lancet apresentou recentemente um relatório com a descrição dos fatores de risco associados à demência. O estudo conclui que que adultos com mais de 65 anos, que apresentam deterioração sensorial ao nível da visão, estão mais vulneráveis ao risco de desenvolver a doença, em cerca de 50%.

Para os especialistas, a perda de visão estar associada a esta síndrome não é uma surpresa. Isto porque, nessa lista, já se encontrava identificada outro tipo de disfunção sensorial, como é o caso da perda auditiva. Outros fatores de risco mencionados são a diabetes, fumar, hipertensão e isolamento social.

Como é que as perdas sensoriais podem contribuir para a demência?

Segundo, o professor de Psiquiatria, Gill Livingston, que liderou esta comissão de prevenção para a Demência, a máxima que se aplica ao tecido cerebral é “usar ou perder”. Isso significa que, quando as pessoas manifestam algum tipo de perda sensorial, como de visão ou audição, o cérebro está a ser menos exposto a estimulação cognitiva, o que pode levar à atrofia cerebral.

Recomendações dos especialistas

Para avaliar a sua saúde ocular, agende uma consulta com um oftalmologista, uma vez por ano. Para um teste de audição, poderá consultar um audiologista ou um médico otorrinolaringologista. Se revelar alguma perda auditiva ou visual, o recomendado é que a trate o mais depressa possível. Ao fazê-lo, estará não só a reduzir o risco de demência, como também a potenciar uma melhor qualidade de vida.

5 passos para compreender e controlar a Ansiedade

A ansiedade é uma resposta natural do corpo ao stress. É um sentimento de medo ou apreensão sobre o que está por vir. Para muitos, essa sensação é passageira e situacional. No entanto, para outros, a ansiedade pode ser persistente, interferindo significativamente no quotidiano e nas atividades diárias. Entender como lidar é crucial para manter uma boa saúde mental e qualidade de vida. Aqui estão cinco dicas eficazes para controlá-la.

Praticar a Respiração Profunda

Uma das maneiras mais simples e eficazes de reduzir a ansiedade é praticar a respiração profunda. Este método ajuda a ativar o sistema nervoso parassimpático, responsável por acalmar o corpo. Experimente a técnica da respiração diafragmática: inspire profundamente pelo nariz durante quatro segundos, segure a respiração por sete segundos e expire lentamente pela boca durante oito segundos. Repetir este ciclo várias vezes pode ajudar a reduzir a sensação de ansiedade.

Manter um Estilo de Vida Saudável

Exercício físico regular, uma dieta equilibrada e um sono adequado são fundamentais para gerir a ansiedade. A atividade física libera endorfinas, que são substâncias químicas do cérebro que melhoram o humor e agem como analgésicos naturais. Além disso, uma dieta rica em nutrientes e um bom padrão de sono ajudam a manter os níveis de energia e a estabilizar o humor, reduzindo a probabilidade de episódios de ansiedade.

Evitar o Consumo Excessivo de Cafeína e Álcool

Embora a cafeína possa aumentar a energia e o estado de alerta, o seu consumo excessivo pode exacerbar os sintomas de ansiedade. O álcool, por outro lado, pode parecer relaxante no início, mas o seu efeito pode aumentar a ansiedade. Limitar ou evitar estas substâncias pode ter um impacto positivo na gestão da ansiedade.

Praticar a Meditação e o Mindfulness

A meditação e o mindfulness são práticas que envolvem focar a atenção no presente, ajudando a afastar a mente dos pensamentos ansiosos. A prática regular da meditação pode reduzir a ansiedade ao longo do tempo, proporcionando uma sensação de calma e bem-estar. Existem várias aplicações e recursos online que oferecem guias de meditação e exercícios de mindfulness para iniciantes.

Procurar Apoio Profissional

Se a ansiedade estiver a interferir significativamente na sua vida, procurar a ajuda de um profissional de saúde mental é uma das melhores ações que pode tomar. Terapeutas e psicólogos podem oferecer estratégias específicas de enfrentamento, e em alguns casos, a medicação pode ser necessária para ajudar a controlar os sintomas.

A ansiedade é uma parte natural da vida, mas quando se torna esmagadora, é essencial encontrar maneiras de controlá-la. Praticar a respiração profunda, manter um estilo de vida saudável, evitar cafeína e álcool em excesso, praticar meditação e procurar apoio profissional são passos fundamentais para gerir a ansiedade de forma eficaz. Implementar estas estratégias no seu dia-a-dia pode levar a uma vida mais equilibrada e tranquila.

Este é o número máximo de horas que as crianças podem estar expostas aos ecrãs

Um novo estudo publicado na JAMA Network Open revela que limitar o tempo lazer das crianças em frente aos ecrãs a três horas por semana pode levar a melhorias significativas na sua saúde mental e comportamento em apenas duas semanas.

Atualmente, as crianças passam em média sete a oito horas… por dia em dispositivos eletrónicos para entretenimento. Contudo, uma redução drástica neste tempo mostrou benefícios claros no comportamento geral e bem-estar emocional dos jovens. A investigação, conduzida pela Universidade do Sul da Dinamarca, envolveu 89 famílias com um total de 181 crianças e adolescentes, com idades entre os quatro e os 17 anos.

Metade das famílias participantes foi instruída a limitar o tempo de ecrã dos seus filhos a um máximo de três horas por semana, uma mudança radical em relação à média diária de uso. Os resultados foram notáveis: as crianças que seguiram esta recomendação apresentaram melhorias nos sintomas de internalização e no comportamento pró-social. Em termos comportamentais, estas crianças passaram da categoria “limítrofe” para a categoria “normal” no Questionário de Forças e Dificuldades, uma ferramenta padronizada de avaliação comportamental.

O grande impacto de cada hora a mais

A investigação sugere que menos tempo de ecrã permite às crianças processar melhor as suas emoções e melhorar as interações sociais. Estudos anteriores, como o publicado no JAMA Pediatrics, já haviam indicado que a exposição a ecrãs em crianças até aos três anos pode causar atrasos no desenvolvimento.

Além disso, investigadores da Universidade Drexel identificaram uma ligação entre o tempo de ecrã em bebés e crianças pequenas e o aumento de comportamentos sensoriais atípicos, associados a condições como autismo e perturbação de défice de atenção/hiperatividade (PHDA). Cada hora adicional de tempo de ecrã diário aumentou as probabilidades de problemas sensoriais em 23% aos 18 meses e 20% aos 24 meses.

No entanto, a interação por videochamada foi exceção, possivelmente devido aos benefícios sociais que oferece para o desenvolvimento infantil. Estas descobertas sublinham a importância de monitorizar e limitar o tempo de ecrã das crianças, promovendo atividades que favoreçam o seu desenvolvimento emocional e social saudável.

Este queijo pode ajudá-lo a viver mais tempo (e com mais qualidade)

Um estudo que envolveu 2,3 milhões de pessoas, conduzido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Jiao Tong de Xangai, revelou que o bem-estar mental é o fator principal para um envelhecimento saudável e a longevidade. A pesquisa também encontrou uma ligação significativa com o consumo de queijo.

Liderado pelo Professor Tian-Ge Wang, o estudo aponta que aqueles que são felizes tendem a viver mais, independentemente do seu estatuto socioeconómico. A análise comparou variáveis como perspectivas positivas, sintomas depressivos, neuroticismo e satisfação com a vida com questões de saúde relacionadas com a idade. A conclusão é de que que uma saúde mental debilitada está associada a comportamentos e doenças que reduzem a longevidade.

Surpreendentemente, o estudo também descobriu que aqueles com melhor saúde mental e resistência ao stress consomem mais… queijo. Utilizando 33 fatores para correlacionar saúde mental e envelhecimento físico, os investigadores perceberam que, embora o queijo não seja diretamente responsável pela longevidade, a ingestão de queijo e frutas contribui significativamente para altos níveis de bem-estar. Consumidores de queijos como camembert mostraram um impacto positivo de 3,67% nos fatores de envelhecimento saudável.

O papel da riqueza na longevidade

Por outro lado, hábitos como assistir televisão, fumar, uso de medicamentos, e doenças como a Perturbação de Hiperatividade/Défice de Atenção, AVC, aterosclerose coronária e doença cardíaca isquémica reduzem significativamente a pontuação de envelhecimento saudável. Wang destacou a importância de priorizar o bem-estar mental nas políticas de saúde voltadas para um envelhecimento saudável, sugerindo que manter-se ativo, limitar o tempo em frente à TV e evitar fumar pode melhorar a função cognitiva e prevenir doenças comuns.

Os investigadores descobriram que pessoas com melhor bem-estar mental tendem a ser mais saudáveis com o avançar da idade. Além disso, o estudo concluiu que a riqueza não é necessariamente um indicador de longevidade ou qualidade de vida. Embora o estatuto socioeconómico influencie o acesso a alimentos e cuidados de saúde, bem como as taxas de stress relacionado com o trabalho, a longevidade não é garantida pela riqueza.

O Dr. Cheng-Han Chen, cardiologista, recomendou a mozzarella como uma opção de queijo saudável, afirmando que “é uma boa fonte de proteínas e cálcio e até contém probióticos que beneficiam a saúde intestinal e imunológica, além de ter menos gordura saturada e sódio comparado a outros queijos”.

Ir dormir após esta hora está associado a problemas de saúde mental

Um estudo recente publicado na revista Psychiatry Research indica que hábitos noturnos podem prejudicar a saúde mental. A investigação sugere que ir dormir à uma da manhã pode aumentar o risco de desenvolver transtornos mentais e comportamentais, como depressão e ansiedade.

Os investigadores analisaram o cronotipo – a preferência natural de cada indivíduo para o horário de dormir – e o comportamento real do sono de cerca de 74 mil adultos no Reino Unido. A expectativa era que seguir o cronotipo fosse crucial para a saúde mental, mas os resultados mostraram o contrário.

Independente da preferência de sono, os noctívagos apresentaram maior tendência a sofrerem de problemas de saúde mental. Jamie Zeitzer, professor de psiquiatria e ciências comportamentais na Universidade de Stanford e autor do estudo, afirmou: “Descobrimos que o alinhamento com o cronotipo não é crucial e que, na verdade, ficar acordado até tarde não é bom para a saúde mental”.

A “mente da meia-noite”

Entre os participantes, 19.065 identificaram-se como matutinos, 6.844 como vespertinos e 47.979 como intermediários. Os noctívagos que seguiam o cronotipo tinham de 20% a 40% mais probabilidade de serem diagnosticados com transtornos mentais comparados aos que mantinham um horário de sono mais precoce ou intermediário. Por outro lado, os matutinos tendem a ter a melhor saúde mental.

Os resultados podem estar relacionados com a hipótese da “mente depois da meia-noite”. Ou seja, estar acordado após a meia-noite aumenta o risco de comportamentos impulsivos e prejudiciais. Zeitzer especula que os matutinos, conscientes de que não funcionam bem tarde da noite, evitam más decisões, enquanto os noctívagos podem se sentir bem e tomar decisões questionáveis.

Especialistas recomendam dormir entre sete a nove horas por noite. Zeitzer aconselha noctívagos a adotar uma rotina de sono mais precoce, mesmo que seja difícil e não mude o cronotipo biológico.

Esta dieta é perfeita para quem sofre de stress e ansiedade

A dieta mediterrânica é amplamente reconhecida pelos seus benefícios para a saúde, como a redução dos riscos de cancro do intestino, doenças cardíacas e demência. Uma nova investigação da University of South Australia, em parceria com a University of the Sunshine Coast, indica que esta dieta também pode reduzir os sintomas de stress e ansiedade.

O estudo envolveu 294 australianos com mais de 60 anos e concluiu que a dieta mediterrânica diminuía a gravidade da ansiedade e do stress, independentemente de fatores como idade, sexo, sono e índice massa corporal. A ansiedade é a perturbação de saúde mental mais comum no mundo, afetando 301 milhões de pessoas globalmente.

Os alimentos que deve considerar se sofre de ansiedade

A nutricionista Evangeline Mantzioris destaca que esta dieta pode melhorar significativamente a saúde mental e a qualidade de vida, especialmente numa população envelhecida. “Globalmente, enfrentamos uma população envelhecida sem precedentes, mas, apesar desta longevidade, muitas pessoas continuam a lutar com a sua saúde e bem-estar.”

Assim sendo, a dieta mediterrânica inclui frutas e legumes frescos, cereais integrais, sementes, nozes, legumes e azeite, com peixe e marisco recomendados pelo menos duas vezes por semana e um consumo limitado de carnes vermelhas e alimentos processados.

1 em cada 3 alunos apresentam sinais de sofrimento psicológico

No âmbito do Plano de Recuperação das Aprendizagens 21|23 Escola +, o Ministério da Educação apresentou o estudo Observatório Escolar: Monitorização e Ação | Saúde Psicológica e Bem-estar, uma iniciativa inédita que permitiu concluir que uma fração significativa da população escolar (um terço dos alunos e cerca de metade dos professores) está em situação de sofrimento e mal-estar emocional. 

Estes resultados são apoiados pela investigação levada a cabo pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra que, no âmbito do Programa + Contigo, avaliou a presença e a severidade de sintomas depressivos numa população de adolescentes em meio escolar e verificou que 32,2% dos adolescentes apresentam depressão e, destes, 17,7% apresentam sofrimento de sintomatologia grave. Também a Universidade de Évora e a Universidade Nova de Lisboa (que estudaram, respectivamente, alunos do ensino superior e docentes) obtiveram resultados numa direção semelhante, com a depressão (7%) a apresentar-se como uma das doenças mais mencionadas pelos estudantes universitários que tinham algum diagnóstico mental e com 60% dos 15 mil docentes estudados a sofrer de exaustão emocional. Finalmente, num artigo por Diogo Costa et. alia, estudou-se a presença de sintomas depressivos em crianças do 1º ciclo do ensino básico, sendo possível associar esses sintomas a fatores como o local de residência e características individuais.

A prevenção e a deteção precoce de doenças como a depressão nas crianças e adolescentes é uma conclusão comum dos estudos referidos, medidas que poderão ser necessárias para evitar o insucesso tanto no ensino como na aprendizagem, uma vez que, de acordo com a Ordem dos Psicólogos, os jovens com perturbação mental estão em maior risco de apresentarem problemas como absentismo, retenção escolar, más notas e mesmo o abandono escolar.

Artigo escrito em colaboração com Raquel Lopes

Imagem: Pixabay

Há 4 coisas que não faz ideia que afetam a saúde do coração

O coração desempenha um papel crucial no nosso organismo, bombeando sangue e oxigénio para todo o corpo, garantindo o funcionamento adequado dos órgãos e tecidos, e assegurando a nossa vitalidade e bem-estar.

No entanto, o nosso estilo de vida pode afetá-lo diretamente, podendo prevenir ou estimular problemas cardíacos no futuro. Muitas pessoas desconhecem os impactos das suas ações diárias na saúde do coração, conforme explica o cardiologista Dr. Roberto Yano.

“Muitas vezes, subestimamos os efeitos dos nossos hábitos na saúde cardíaca, negligenciando cuidados preventivos. Isso acontece porque muitas coisas são consideradas triviais ou de pouco impacto, mas que, com o tempo, podem causar grandes problemas”, afirma. Existem quatro coisas que podem afetar o coração de formas que muitos desconhecem:

Saúde mental

“Problemas como ansiedade, depressão e stress crónico podem prejudicar diretamente a saúde cardiovascular, aumentando o risco de doenças cardíacas e complicações relacionadas. Comportamentos como solidão e isolamento social também têm impacto na saúde cardíaca”.

Qualidade do sono

“A insónia crónica, a privação regular de sono ou um sono de má qualidade afetam diretamente a saúde cardíaca, aumentando o risco de enfarte e AVC, além de estimular problemas como ansiedade e stress, criando um ciclo perigoso para o coração”.

Sedentarismo

“Estudos mostram que passar longos períodos sentado ao longo do dia prejudica a circulação sanguínea e, consequentemente, a saúde cardíaca. Para evitar esses problemas, é importante fazer pausas regulares com exercícios físicos leves para estimular a circulação”.

Falta de exames preventivos

“Na maioria das doenças cardiovasculares, os primeiros sintomas surgem quando a situação já está avançada, diminuindo as chances de recuperação. Portanto, é importante realizar exames de rotina, mesmo sem sintomas, para identificar precocemente quaisquer problemas e tratá-los de forma eficaz”, explica Roberto Yano.