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Este é a surpreendente origem da maioria das infeções em hospitais

Tradicionalmente, presume-se que as infecções hospitalares são causadas por superbactérias presentes nas instalações médicas. No entanto, estudos genéticos revelam que muitas dessas infecções são originadas por bactérias anteriormente inofensivas já presentes no corpo dos pacientes antes de chegarem ao hospital.

Uma investigação recente, publicada na revista Science Translational Medicine, destaca que as infeções do local da cirurgia são particularmente problemáticas. Estas, que representam uma parte significativa dos custos hospitalares, são uma causa comum de readmissão hospitalar e mortalidade pós-operatória.

Apesar dos esforços dos hospitais para prevenir essas infeções, que incluem a esterilização de todo o equipamento cirúrgico, a utilização de luz ultravioleta para limpar a sala de operações, o cumprimento de protocolos rigorosos para o vestuário cirúrgico e a monitorização do fluxo de ar na sala de operações, elas ainda acontecem com frequência: 1 em cada 30 procedimentos. Normalmente, sem explicação plausível sobre o porquê.

Infeções cada vez mais difíceis de combater

O uso de antibióticos durante a cirurgia é uma prática padrão, mas a resistência aos antibióticos está a aumentar, o que pode contribuir para mais casos de infecção pós-operatória. Uma equipa de médicos-cientistas da Universidade de Washington investigou infecções pós-cirúrgicas na coluna vertebral. Descobriram que muitas dessas infeções eram causadas por bactérias já presentes na pele dos pacientes antes da cirurgia. Surpreendentemente, muitas dessas bactérias eram resistentes aos antibióticos usados durante a cirurgia.

Este estudo destaca a importância de compreender as origens das infecções hospitalares e sugere que a resistência aos antibióticos pode ser mais comum do que se pensava anteriormente. Essa descoberta tem implicações importantes para a prática médica e a prevenção de infecções pós-cirúrgicas.

O surpreendente efeito de ficar a noite toda acordado para pessoas com depressão

A privação de sono é uma experiência familiar para muitos pais de recém-nascidos, que enfrentam noites agitadas e manhãs desafiadoras. Surpreendentemente, estudos revelaram que a falta de sono pode ter efeitos inesperados no humor, especialmente em pessoas diagnosticadas com depressão grave.

Investigadores da Universidade da Pensilvânia realizaram um estudo com 54 voluntários sem histórico de problemas de humor e 30 com diagnóstico de depressão. Os participantes foram submetidos a exames cerebrais para investigar as diferenças nas funções cerebrais em resposta à privação de sono.

A verdade é que os resultados são… intrigantes. Enquanto a maioria das pessoas sente irritabilidade e cansaço após uma noite sem dormir, quase metade das pessoas com depressão grave experimentou uma melhoria temporária no humor. Este fenómeno desafia a compreensão convencional dos efeitos da falta de sono na saúde mental.

O estudo também revelou mudanças nas ligações cerebrais entre a amígdala e o córtex cingulado anterior em pessoas cujo humor melhorou após a privação de sono. Essas áreas do cérebro estão envolvidas na regulação emocional e cognitiva, sugerindo que a falta de sono pode ter efeitos específicos na comunicação entre essas regiões.

Não dormir não é solução

Embora seja intrigante descobrir que a privação de sono pode temporariamente melhorar o humor em algumas pessoas com depressão, os responsáveis alertam que esse fenómeno não deve ser visto como uma solução para a depressão. A falta de sono tem sido associada a uma série de problemas de saúde, incluindo um maior risco de demência e problemas cognitivos.

No entanto, entender como a privação de sono afeta o cérebro pode fornecer insights valiosos para o tratamento da depressão. A cronoterapia, que envolve a manipulação dos ritmos biológicos do corpo, está a surgir como uma área de pesquisa promissora. Ao entender melhor os mecanismos subjacentes à relação entre sono e humor, os cientistas podem desenvolver novas abordagens para ajudar as pessoas que sofrem de depressão grave.

Em última análise, o estudo destaca a complexidade da relação entre sono, humor e saúde mental. Embora a falta de sono possa ter efeitos temporários surpreendentes no humor, é fundamental abordar a depressão de maneira holística, considerando uma variedade de fatores, incluindo sono adequado, estilo de vida saudável e intervenções terapêuticas.

Descoberta vacina universal que protege contra todas as estirpes de vírus

Uma nova abordagem de vacinação está a ser desenvolvida pelos investigadores. Assim, a promessa é oferecer uma proteção contínua com apenas uma dose, independentemente de mutações virais. Este avanço pode representar um marco significativo no campo das vacinas, abrindo caminho para o desenvolvimento de “vacinas universais“.

As vacinas tradicionais, como aquelas contra a gripe, precisam de ser atualizadas anualmente para lidar com novas variantes do vírus. No entanto, uma nova estratégia de vacinação está a ser explorada. Utiliza pequenas moléculas de ARN interferentes (siRNA) para criar uma proteção abrangente contra várias doenças.

A Ciência por trás da vacina

Esta nova abordagem, testada em ratos, envolve o uso de um vírus modificado que não pode produzir proteínas que bloqueiam a produção de siRNAs pelo corpo. Como resultado, os siRNAs conseguem enfraquecer o vírus, mesmo que sofra mutação e dê origem a novas variantes.

A equipa de investigadores da Universidade da Califórnia, em Riverside, acredita que esta estratégia pode ser particularmente adequada para bebés, cujos sistemas imunitários ainda estão em desenvolvimento. Testes em em ratos demonstraram uma proteção eficaz contra uma doença chamada Nodamura, indicando um potencial promissor para a aplicação em humanos.

Rong Hai, virologista da Universidade da Califórnia, em Riverside, expressou otimismo em relação a esta abordagem, descrevendo-a como “amplamente aplicável a qualquer número de vírus, eficaz contra qualquer variante e segura para uma ampla gama de pessoas“. Acredita que esta estratégia pode ser adaptada para criar uma vacina única para agentes patogénicos humanos bem conhecidos, como o dengue, a SARS e a COVID.

Assim, a capacidade de fornecer proteção imunológica com uma única dose pode ser crucial para grupos vulneráveis. Por exemplo, os bebés com menos de seis meses de idade que são mais suscetíveis a infecções graves. Esta nova abordagem poderia potencialmente preencher uma lacuna na proteção vacinal para essa população.

Embora ainda não existam vacinas de siRNA aprovadas, os investigadores estão otimistas quanto ao seu potencial. Planeiam desenvolver esta vacina como um spray nasal, o que poderia facilitar a administração, especialmente para bebés e crianças.

A surpreendente razão pela qual deve tomar café antes de uma… sesta

Beber café antes de uma sesta pode parecer contraintuitivo. Porém, um especialista em sono afirma que essa prática pode ser a chave para acordar com uma sensação de frescura. De acordo com James Wilson, especialista em sono, “a cafeína demora cerca de 30 minutos a ser metabolizada e, quando acorda, pode obter o duplo benefício do rejuvenescimento da sesta e do estado de alerta da cafeína”.

Estudos, como um realizado em 2010, apoiam esta ideia, mostrando que uma sesta logo após beber café pode potencializar os efeitos da cafeína no cérebro. Apesar de se dizer que o café pode ter consequências negativas no sono, os especialistas explicam que a cafeína leva algum tempo até fazer efeito.

Sesta sim, mas curta

A recomendação é consumir a cafeína imediatamente antes de uma sesta de cerca de 20 minutos. Isto porque dormir mais do que isso pode resultar num sono mais profundo, resultando assim em sonolência. Para garantir um sono noturno de qualidade, evite consumir café até seis horas antes de dormir.

Embora a eficácia da sesta com cafeína possa variar de pessoa para pessoa, Wilson destaca que as sestas têm diversos benefícios para a saúde, especialmente para aqueles que têm déficit de sono, proporcionando um impulso de alerta, melhorando a produtividade e ajudando a ajustar o ritmo circadiano, principalmente para aqueles que trabalham por turnos.

É por isto que algumas pessoas são canhotas

Sabia que apenas 10% da população mundial é canhota? Mas sabe porquê? Um novo estudo sobre este fenómeno revelou uma componente genética por trás dessa característica em algumas pessoas. Os cientistas identificaram variantes raras de um gene chamado TUBB4B, que está envolvido no controlo da forma das células. Estas variantes são 2,7 vezes mais comuns em pessoas canhotas.

Embora estas variantes genéticas sejam relativamente raras, representando apenas cerca de 0,1% dos casos de canhotos, os investigadores sugerem que o gene TUBB4B pode desempenhar um papel crucial no desenvolvimento da assimetria cerebral que determina a mão dominante.

O TUBB4B regula uma proteína que integra filamentos chamados microtúbulos, que são essenciais para a estrutura interna das células. A descoberta destas mutações raras no gene sugere que os microtúbulos desempenham um papel na formação das assimetrias normais do cérebro.

A ligação entre ser canhoto e sofrer de esquizofrenia

Os hemisférios cerebrais começam a desenvolver-se de forma distinta no embrião humano, mas o mecanismo exato ainda não está totalmente compreendido. As variantes genéticas raras identificadas neste estudo podem dar pistas importantes sobre os processos subjacentes ao desenvolvimento da assimetria cerebral.

Os dados genéticos analisados incluíram informações de mais de 350 mil adultos britânicos, com cerca de 11% identificados como canhotos. Para a maioria das pessoas, a determinação da mão dominante é aleatória, resultado de variações durante o desenvolvimento embrionário, sem influências genéticas ou ambientais específicas.

Ao longo da história, as pessoas canhotas enfrentaram estigmas sociais e tentativas de serem “corrigidas” para serem destras. No entanto, a prevalência de canhotos varia em diferentes partes do mundo, refletindo possíveis pressões culturais. Esta descoberta pode ter implicações significativas no campo da psiquiatria, pois estudos anteriores sugerem uma associação entre ser canhoto e certas condições psiquiátricas, como esquizofrenia e autismo.

Este é o impressionante efeito de duas noites seguidas a dormir mal

A privação de sono pode envelhecer, alertam os cientistas. Um estudo sueco revela que duas noites mal dormidas podem fazer as pessoas sentirem-se quatro anos mais velhas. Por outro lado, um descanso prolongado de nove horas pode rejuvenescer, fazendo-as sentir-se mais jovens.

A qualidade do sono não só afeta o bem-estar físico, mas também influencia a perceção da idade. Sentir-se mais velho pode levar a hábitos pouco saudáveis, como alimentação desequilibrada e menos exercício. Estas descobertas destacam a importância de proteger o sono para preservar a sua saúde mental e física.

Porém, a reação à privação de sono varia entre as pessoas matutinas e noturnas. Enquanto as primeiras são mais afetadas por uma noite mal dormida, as segundas tendem a sentir-se mais velhas independentemente da qualidade do descanso.

Os efeitos de dormir mal

Dormir mal pode levar não apenas à sonolência diurna, mas também afetar negativamente o humor, a concentração e até mesmo o metabolismo. Além disso, a investigação destaca a importância de manter hábitos saudáveis de sono ao longo do tempo, pois a privação crónica de sono pode ter efeitos cumulativos na saúde e no bem-estar geral.

Por outro lado, a prática regular de exercício físico também foi associada a uma melhor qualidade do sono. As pessoas que se exercitavam duas ou mais vezes por semana tinham menos probabilidades de enfrentar problemas para adormecer. Isso destaca a importância de adotar um estilo de vida ativo para promover um sono saudável e restaurador.

Em suma, tanto o sono adequado quanto a atividade física regular desempenham papéis essenciais na promoção da saúde e no combate aos efeitos do envelhecimento. Investir em hábitos de sono saudáveis e manter-se ativo pode ajudar a manter uma sensação de juventude e promover um bem-estar geral ao longo da vida.

É por isto que procrastinamos

Para muitos, procrastinar não se trata apenas de protelar uma tarefa, mas de contornar as emoções desconfortáveis que ela evoca. Por exemplo, o simples ato de começar um trabalho universitário pode desencadear ansiedade e dúvidas de autoconfiança, levando à procrastinação como uma maneira de evitar essas emoções.

É importante distinguir a procrastinação como um atraso voluntário e desnecessário, não causado por prioridades concorrentes ou emergências imprevistas. Em vez disso, é uma escolha consciente de adiar algo importante, apesar de reconhecer as consequências negativas.

Estudos indicam que os procrastinadores crónicos muitas vezes lutam para regular as suas emoções e impulsos. A estrutura cerebral desempenha um papel fundamental, com várias investigações a revelar que uma maior conectividade entre certas áreas do cérebro está associada a uma menor propensão à procrastinação. Quanto maior volume de massa cinzenta no córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo, menor a propensão à procrastinação.

O perigo da procrastinar

Além disso, fatores genéticos também podem desempenhar um papel na predisposição à procrastinação, embora o ambiente desempenhe um papel significativo na maneira como respondemos a tarefas desafiadoras.

Embora a procrastinação possa parecer uma solução rápida para evitar o desconforto imediato, pode levar a um ciclo prejudicial de stress acumulado, afetando a saúde mental, o desempenho académico e até mesmo a estabilidade financeira. Portanto, compreender as raízes da procrastinação e desenvolver estratégias eficazes para combatê-la é essencial para promover uma vida mais produtiva e satisfatória.

Homem faz história com transplante de rim de porco

Os cientistas têm explorado a criação de porcos geneticamente modificados como uma solução para a escassez crítica de órgãos humanos disponíveis para transplantes cirúrgicos. Nos últimos anos, têm sido realizadas diversas experiências de prova de conceito com órgãos suínos. Neste caso, foi um rim!

Uma delas consistiu na ligação de um rim ao corpo de um dador de órgãos com morte cerebral, enquanto outra envolveu um transplante duplo de rins num paciente nessas condições. Em 2022, ocorreu o primeiro transplante de coração de porco num homem, que, infelizmente, veio a falecer pouco tempo depois.

Rim de porco abre horizontes na Ciência

Num recente avanço médico, cirurgiões do Massachusetts General Hospital realizaram o primeiro transplante bem-sucedido de um rim de porco para um paciente humano vivo. O paciente, Richard Slayman, de 62 anos, está a recuperar favoravelmente após uma cirurgia de quatro horas realizada em 16 de março, conforme anunciado pelo hospital.

Slayman, residente de Weymouth, Massachusetts, enfrentava complicações de saúde devido a diabetes tipo 2 e hipertensão, tendo sido submetido a diálise durante sete anos antes de um transplante de rim humano em 2018. No entanto, após cinco anos, começou a falhar, levando-o novamente à diálise em 2023. A espera por um rim humano poderia ter sido fatal, conforme explicou o Dr. Winfred Williams.

Homem vacinado 217 vezes contra a covid-19 deixa investigadores surpreendidos

Um homem de 62 anos, residente em Magdeburgo, Alemanha, recebeu 217 doses de vacinas contra a covid-19 ao longo de 29 meses. Um estudo recentemente publicado na revista científica The Lancet Infectious Diseases revela que, durante este período de “hipervacinação”, o sexagenário não sofreu quaisquer efeitos secundários nem demonstrou sinais de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com os investigadores da Universidade de Erlangen-Nuremberga, optou por receber as vacinas de forma deliberada e por motivos pessoais, fora do âmbito de um estudo clínico e contra as recomendações nacionais de vacinação. Embora as autoridades judiciais de Magdeburgo tenham iniciado uma investigação por alegações de fraude, não foram formalizadas acusações criminais.

Covid-19: Os resultados da hipervacinação

A equipa científica entrou em contacto com o homem para estudar o caso e avaliar eventuais repercussões, solicitação que foi aceite. A conclusão do estudo revela que a “hipervacinação” contra o coronavírus não resultou em situações adversas, tendo inclusive aumentado a produção de anticorpos.

Até então, os efeitos de uma “hipervacinação” no sistema imunitário eram pouco compreendidos, levantando preocupações sobre a possível redução da eficácia das células imunitárias. No entanto, neste caso, o sistema imunitário manteve-se totalmente funcional.

Além disso, destaca-se a presença de células imunitárias e anticorpos contra o SARS-CoV-2 em concentrações significativamente mais elevadas do que nas pessoas que receberam apenas três doses da vacina.

Este alimento é pior para os dentes do que os doces

Um estudo chega a conclusões surpreendentes e aponta que alguns hidratos de carbono aparentemente inofensivos representam um risco maior para os seus dentes do que as guloseimas. De acordo com Whitney DiFoggio, um higienista dentário, os hidratos de carbono fermentáveis, como o pão branco, a massa, as batatas fritas, os cereais e as bolachas, causam verdadeiros estragos na saúde dentária.

DiFoggio explica que estes hidratos de carbono se decompõem em açúcares enquanto são mastigados, levando a um aumento da acidez na boca. Este ambiente ácido, causado pelo facto de a boca trabalhar horas extraordinárias para remover as partículas pegajosas dos alimentos, aumenta o risco de cáries.

A ideia de que certas guloseimas são alternativas mais saudáveis a rebuçados como os Skittles é desmentida por DiFoggio, que sublinha que ambos podem ser igualmente prejudiciais para a saúde dentária devido ao seu teor de açúcar.

Ordem de consumo é fundamental

No entanto, nem tudo são más notícias para os entusiastas dos hidratos de carbono. Isto porque o chocolate preto, facilmente lavável, e os alimentos que requerem uma mastigação intensa, como os vegetais estaladiços e os cereais integrais, são surpreendentemente benéficos para a saúde dentária.

O especialista sublinha a importância do horário e dos hábitos de consumo. Os lanches ao longo do dia são altamente desaconselhados já que perpetuam a acidez da boca. Assim, o recomendável é que faça apenas um o que vai permitir que a saliva neutralize o pH ácido de forma mais eficaz.

Para além disso, a ordem de consumo é importante. Os alimentos ditos neutralizantes como a fruta, os vegetais e os lacticínios devem ser consumidos em último lugar para contrariar a acidez causada por outros alimentos.